Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
10.3.15

No centro da fotografia o que pode parecer uma linha em zig-zag, são 4 Gabeletos. Ou os remates superiores de arcos e portais, feitos de uma maneira característica do Estilo Gótico.

Um pouco abaixo do vértice - ou no centro do triângulo que quase desenham - pode-se ver como alternam, em cada um deles, primeiro um quadrifolio, depois um trifolio, e de novo repete a mesma sequência.  

Image0036-A.jpg

trifolios e quadrifolios.png

 

Na imagem acima amplia-se aquilo que queremos destacar, e que dá continuidade ao post anterior. Exactamente ao texto de Hugo de S. Victor quando descreve vários Sínodos e Concílios e os Símbolos que produziram. 

E nesta última frase não temos dúvidas de que estamos a dar informações que contrariam aquilo que a maioria das pessoas conhece, ou pensa saber, sobre Símbolos.

E aqui, podemos dizer, não só a nível nacional mas também a nível internacional... Já que para estes temas - todos nós o sabemos, Portugal e as sua universidades demitem-se, contando nada ou muito pouco os contributos que dá para fora. 

Image0121A.jpg

 

Em Veneza, no Palazzo mais conhecido (o dos Doges), vemos como também os Quadrifolios assumem um local de grande visibilidade.

Ora já no nosso estudo dedicado a Monserrate, alertámos para o facto dos Ideogramas serem feitos com círculos, ou ainda, escrevemos também sobre isso - serem esquemas orgânico-relacionais alusivos à Trindade*.

Depois acrescentámos: quando aparecem 4 círculos, "...o último pretenderia referenciar a Mãe de Deus"**.

Em resumo, neste tema que é infindável - sobretudo enquanto as pessoas responsáveis o quiserem ignorar (e portanto há que batalhar pelo seu reconhecimento) - diríamos que as imagens de hoje e as inúmeras versões que estão na Arte de todas as Épocas históricas essas imagens são aquilo a que Kubler chamou invariantes que percorrem os vários estilos.

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*Ver em Glória Azevedo Coutinho, Monserrate uma nova história, Livros Horizonte, Lisboa 2008,

**Ver op. cit., p. 157. Depois, como podem ler nas notas, a frase que citámos remete para uma boa série de informações vindas de Jacques Le Goff.

link do postPor primaluce, às 00:00 

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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