Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
12.6.17

Que nos vem lembrar situações pelas quais já passámos, estudos que silenciaram, ou

...posts que já escrevemos?

 

E será que esse alguém já leu sobre "faith-based styles"...?

Fica uma referência

 

É que nós já lemos, sim, em Robert Adam - o arquitecto nosso contemporâneo. Um autor que teve força (tempo e várias outras condições...) para poder colocar a questão publicamente. Mas, nós sabemos*, que um dia vai-se poder ir bastante mais longe.

Vai se poder distinguir, por regiões (geográficas) - e não com a «universalidade» com que a história da arte ainda hoje o regista -, o como e o porquê do emprego das formas, ou os sinais abstractos que integram as «diferentes variantes» dos referidos ("faith-based") estilos arquitectónicos. Da Europa, Médio Oriente e Oriente, também das colónias, onde o Cristianismo, mas também as suas «divisões», chegaram:

É exemplo (notório) o caso do Arco Ultrapassado, que segundo defendemos nasceu associado ao Per Filium. Informação que se deduz facilmente (?!) de muitos dos vários escritos sobre a Iberia medieval. E, mais concretamente, dos de Vergílio Correia no que registou no Iº vol. da História de Portugal (dita) de Barcelos: Quinta Parte, Arte Visigótica. Quando explica que há/houve arcos diferentes, mais ou menos fechados, segundo a sua projecção no diâmetro do círculo que os originou.

Mas tudo isto são linguagens visuais: provindas directamente do Pensamento ou de Mentes que pensam com base em imagens, assunto em que um dia as Neurociências hão-de querer trabalhar, com a Arte, num qualquer curso de Design - especializadíssimo!

Do qual, uns e outros vão querer tirar muita fama, muito proveito, e, principalmente, fazer a máxima publicidade que lhes for possível. Dizendo-se os melhores dos melhores...

Já que, no oposto, nos tempos em que ainda vivemos, ser mulher é ser «onda» (ou quiçá, tumulto, e dos piores?). Uma ideia muito sui generis que - OBVIAMENTE - não confere competência, a uma qualquer mulher, para poder ser clarividente ou perspicaz!**

 

E repete-se (a seguir) a colocação de uma imagem que é, para nós - que pensamos com desenhos e neles nos apoiamos - para ganhar a vida, ou um salário no fim do mês! -, uma das imagens mais falantes que conhecemos...

Imagem que, de imediato, recorda uma frase de Salomão. É a autêntica mnemónica, capaz de estabelecer uma correspondência directa entre essa asserção e o desenho. Frase que foi uma prece, emocionada, dirigida a Iahweh, ao reconhecer a pequenez do templo que acabava de construir (se comparado com a grandeza de deus). 

PortaeCaeli.jpg

 

 

*Fernando António Baptista Pereira também sabe, aliás disse-nos (mas depois calou-se, será que se arrependeu...?) que na Rússia viajou ao centro do Per Filium. Tinha inclusivamente fotografias que, na altura prometeu, iria disponibilizar para entrarem no nosso trabalho. Só que, também disse depois, que se tinham «esfarrapado», porque foram apagadas e outras lhes foram sobrepostas. "Azarucho nosso"... claro, que temos horror a tudo o que nos parece, ou aparece, demasiado esfarrapado!

**Tema que lembra uma  especialista (mulher) que Grover Zinn tantas vezes cita.

Também o Papa Francisco, e a sua ideia de que a Igreja precisa de teólogos (especificamente mulheres).

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1.4.14

Foi em Jacques Le Goff, e especialmente no seu trabalho Em Busca da Idade Média, tradução portuguesa da Teorema, Jan. 2004, que encontrámos as mais importantes informações sobre a questão do Filioque. 

E foi na nossa tentativa de a compreendermos que usámos esquemas, e chegámos à Mandorla e ao Arco Quebrado. É também da autoria de Jacques Le Goff a ideia de uma Idade Média que chegou ao século XVIII: e com esta sua ideia terá aberto caminho a outros?

Foi reconhecido e premiado, como consta na noticia do Público*:

"Em 2004 recebeu o prémio de história  Dr A.H. Heineken por “ter modificado de forma fundamental” a percepção que tínhamos da Idade Média."

Será que A História da Arte no Ocidente de Martin Kemp já lhe deve (não sabemos) a organização e um índice inovador? Em que o período de 410 a 1527 é designado, genericamente, como o do "Estabelecimento de uma Cultura Visual Europeia".

Em suma a ideia que hoje defendemos, de uma génese religiosa da Arte Europeia - a que chamamos Iconoteologia - não é senão o (nosso) encadear dos contributos que recolhemos em vários autores. 

E a Jacques Le Goff ficámos a dever imenso...

 Concretamente o significado da imagem acima: muito antes de o termos lido em João Pedro Xavier e Domingos Tavares. Vindo de António Rodrigues, Renascimento em Portugal, Dafne Editora, 2007 (ver p. 105) 

*http://www.publico.pt/cultura/noticia/morreu-o-historiador-jacques-le-goff-1630555

Ver também:

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/vindo-de-primaluce-43991

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7.5.12

Hoje numa imagem recolhida num trabalho de Sandra Costa Saldanha*, um painel de azulejos. E pergunta-se: porque acham que a perspectiva está, propositadamente incorrecta?

 

 

A nossa resposta não é como a de alguns autores que se referem a esoterismos e a charadas!

Não. Nós simplesmente achamos que era essa a forma de transformar os quadrados do pavimento em Losangos (que eram significantes): sinónimos da Mandorla.

Como explicam alguns teólogos - M.-D. Chenu e Henri De Lubac - encontramo-nos, frequentemente, perante lógicas infantis e bastante ingénuas, que seriam, para alguns, de ordem mnemotécnica; mas para nós, elas foram claramente legíveis.

Aliás, se não o fossem, também nunca teríamos captado o que agora defendemos! 

 

*Ver em Sandra Costa Saldanha, A Basilica da Estrela, Real Fábrica do Santíssimo Coração de Jesus, Livros Horizonte, Lisboa 2008, p. 139, fig. 56.  

 

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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