Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
26.7.18

Sobre ICONOTEOLOGIA, este palavrão que alguns portugueses acham deveras «feioso», e que aqui achamos muito bonito.

 

Pelo significado: porque é fantástica a rapidez com que a contracção para uma só palavra de ICONOS mais TEOLOGIA nos transporta para uma ideia concreta.

 

Tomaram os designers (visuais) poder dispor de vocabulário visual que tivesse tal como esta palavra tem, uma  correspondência tão forte - que aqui é entre som e sentido significante; tomaram eles ter isso entre imagens e os seus significados (correspondentes).

 

Dizemos “tomaram eles...”,  embora saibamos que há algumas imagens, como as seguintes:

 

 

-----»           (exemplo estas)             

que sempre foram fortíssimas a traduzir alguma ideia.

(i. e., a seta aponta uma via, dedução, e o símbolo do infinito que muitos sabem ler) 

 

Mas este post é para dar a conhecer a palavra ICONOTEOLOGIA que o Pe. Eugenio Marino que inventou.

É verdade, que no documento a que acedemos ainda a palavra estava seccionada, mas como podem calcular, para alguns (como nós),  da ideia de colar as duas partes à concretização foi um ápice*.

 

No site seguinte da Biblioteca Domenicana de Santa Maria Novella é referido Eugenio Marino:

http://www.bibliotecadomenicana.eu/

 

E também aqui: http://www.e-theca.net/emiliopanella/hospes2/marino.htm

 

Neste blog nosso ---» https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/  podem encontrar várias outras referências indo por aqui:

 

https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/search?q=Pe.+Eugenio+Marino&Submit=OK

Image0017.JPG

Acima, imagem vinda do Catálogo do Carpe Diem, Arte e Pesquisa, feito para assinalar 5 anos de actividade (em Maio de 2014).**

Trata-se apenas do lado direito da fotografia de uma instalação, em que, vários espelhos enfatizam a pintura existente na parede dessa sala do Palacete sito na Rua do Século, onde o Carpe Diem está instalado.

Palacete que pode ter pertencido a Sebastião José de Carvalho e Mello, tendo sido talvez (?) o mesmo que alugou a Gérard De Visme, e à firma que este tinha formado com D. Purry e Mellish.

Ao certo não sabemos...

Chama-se a atenção para a imagem e o emprego de um IDEOGRAMA (os dois círculos entrelaçados), que ao ser repetido cria um padrão que, desde 2002, dizemos ser falante e por isso decorativo, na antiga acepção da palavra decorativo.

 

É o mesmo padrão que está no túmulo de Egas Moniz e que funcionou para nós - depois do briefing da Maria João Neto (em Dezembro de 2001) - como a «chave de um código». Ou, melhor dizendo, tratou-se do verdadeiro preâmbulo, que nos permitiu aceder a um imenso tema. Tema até agora desconhecido, e por isso totalmente inexplorado, na óptica da História da Arte. A qual, demasiado obediente, continua silenciada pelas regras da «Academia».


Mas, esta academia lembra-nos Pierre Magnard e o que com ele aprendemos sobre a Academia de Platão, que, 20 séculos depois, em Florença, foi renovada por Marsile Ficin.

Reparem que o excerto seguinte termina a lembrar que "foram 2000 anos, contínuos, a desenvolver o saber com criatividade e com moral".

(Naturalmente tínhamos que sublinhar o moral, cansados que estamos dos imorais doutores da UL e seus «sucedâneos», que existem dispersos, mais ou menos desqualificados, por tudo quanto é «escolinha»);

Mas enfim, importam agora as ideias - e as palavras concretas - de Pierre Magnard:

 

« La sagesse a toujours eu ses lignages ; on parlait autrefois de phylum et de concatenatio, la consistance résidant moins dans ce qui est transmis que dans la transmission elle-même, qui fait vivre l'Académie de Platon du Jardin Akadémos à la villa Carregi, c'est à dire du 4e siècle avant J.C. à Marsile Ficin qui meurt en 1499, soit vingt siècles continus de création et de morale. La modernité eut la prétention de se vouloir inaugurale. Pourtant Descartes lui-même demeurait fasciné par les grandes chaînes de raison qui portent le développement du savoir.»***.

 ~~~~~~~~~~~~~~~~

*Sabemos alguma coisa de colas, sejam elas os formaldeídos industriais, ou as simples colas domésticas à base de farinha. Portanto, daí a perceber que uma língua também tem uma mecânica - como 2 peças de madeira se juntam ou se encaixam - não vai uma grande distância.

Mais, quando George Hersey  explica a ligação da Filologia à Edificação, então ele e outros (como Mary Carruthers) não só nos ajudaram a passar uma linha vermelha, como ainda contribuíram para uma espécie de «grande festa»:

Onde, apesar de se deverem manter as regras de sobriedade (e a máxima Sageza) -  próprias da Ciência –, sobretudo há que recuar no tempo, e talvez muito...

 

Para ir ao encontro dos antigos Sábios ou dos Filósofos que tratavam de tudo, sem terem as mentes preconceituosas dos «académicos contemporâneos». Assim insiste-se, vale reler acima o excerto de Pierre Magnard, e também aproveitar (nota seguinte) o remate final do seu artigo.

 

**Fico sempre fascinada com os artistas (contemporâneos), Pela sua sensibilidade/curiosidade capazes de constatarem que algo se terá passado...? Como os círculos pintados da parede terão intrigado alguém, ao ponto de esse alguém perceber que ali estava uma imagem e um thema, a explorar, a trabalhar. Enfim a ampliar, num diálogo entre o antigo e o actual 

 

*** Ver no fim do artigo (na p. 5 do PDF) quando P. Magnard diz que ao iniciar um tema, então corre o risco de ser o elo mais fraco -"le maillon faible" -, de uma longa cadeia.

Nada de mais verdadeiro!

link do postPor primaluce, às 12:00 

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