Sim! Tanto mais que vem na continuidade do post anterior, lembrando o que todos sabemos: I. e., as aparências iludem!
Umas mais outras menos, as aparências são quase sempre isso: só verniz, muito superficial.
Ontem, hoje, amanhã, no futuro, tudo o que vemos nem sempre é verdadeiro! Porque, como no deserto uma simples miragem pode ser ilusão: mera imagem especular!
E pensando em água, há que o dizer, não é de todo bonito o espectáculo de "roupa suja" que temos aqui trazido.
Só que, contraditoriamente, é de gente que se coloca na situação de hiper-doutores: pouco humildes, amantes de «Galas-&-Vernissages», frequentadores assíduos de todos os "Glamours". Gente que nunca se priva de nada que não tenha brilhos, pois eles odeiam o despolido e os acabamentos naturais - que talvez não vejam (?), e por isso não valorizam... - mas é desses que estamos a escrever.
Registem: as sua «públicas virtudes» são as de uns «polidos-muitos-vítreos», como aqueles materiais para Ambientes Interiores (cujo Design evito...). A não ser que devam ser isto mesmo: destinados, especificamente, a lavagens quotidianas? Uma função para a qual os Agregados Artificiais, muito polidos, são exactamente o melhor de tudo!
Claro que nos referimos a pessoas concretas, que se apresentam assim: carregadas de Virtudes Públicas, certamente com o objectivo de cobrir "suas vergonhas". Aquelas de que, perdida a ingenuidade primitiva (de bons selvagens), obviamente hoje têm a completa noção*(do que são)!
Pelo que se pergunta: pode este nosso «escrevinhar» ser impróprio? Ou a melhor designação que se lhe deve dar é a de que é cru e verdadeiro?
O relatar típico de quem tem razões de queixa, farto de arrelias? E portanto, os relatos têm que exprimir e denunciar as incorrecções graves: já que a Justiça não funciona, e o MEC se faz MOUCO...
Felizmente, olhando para trás (8-5 anos), percebemos que o nosso estatuto também nos tem preservado dos «conselhos e magnas reuniões» científicas, onde - é vox populi (não inventamos) - o linguajar é geralmente, muitíssimo mais impróprio que o nosso: de caserna e com bastante mais do que meros resquícios de comportamentos adolescentes, de modos dos colégios masculinos; ou das «tropas fandangas», por onde sabe-se lá (?) andaram os autores das malfeitorias que nos gastam a paciência e o tempo...**
São maus-hábitos que não largam ou prescindem: «jeitos», certamente definitivos, que adquiriram.
Mas serão assim genuínos, ou quiçá, é muita vontade de imitarem os seus paradigmas? Vindos de quem? Onde é que o Ensino Superior é assim? Onde viram ou ouviram tais exemplos? Pergunta-se.
Já que, por exemplo, se estamos no que começou por ser uma Escola Técnica Secundária, para uma elite de artistas e criadores (inspirada em modelo espanhol, ainda existente, que nasceu no Palácio Quintela?), os seus modos e comportamentos estão agora longíssimo do que foi: é que não vieram de António Quadros!***
As nossas desculpas pelo que parece muito mau gosto, mas é o retrato da sociedade em que estamos (e, a ter emigrado, se o tivéssemos feito, era há séculos!)
Quando «as obras» de Primaluce acabarem voltaremos aos ideogramas, o lixo será retirado - se os vírus (e hackers?) permiterem.
No fim fica um aforismo útil e aplicável: em Portugal a única lei que se cumpre - é a Lei da Gravidade.
E algum Ensino Superior Privado com a legislação que o regulamenta, é uma das melhores provas de tal máxima!
*Não fora o embelezamento e discursos publicitários da propaganda - à moda do século XXI - julgaríamos serem verdadeiros "Índios de 1500". Com uma diferença: os "selvagens" que Pêro Vaz de Caminha descreveu - descobertos e desconhecedores da sua situação - “…com suas vergonhas tão nuas, e com tanta inocência assim descobertas, que não havia nisso desvergonha nenhuma…” - ignoravam o que era a nudez!!!
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_a_El-Rei_D._Manuel#Conte.C3.BAdo_da_Carta
Que pensem na analogia quem anda a perseguir pessoas, que, normalmente estariam reformadas... se não fosse o esforço para desenvolver uma investigação original. Que interessa à História e às Ciências Humanas, pois através da Arte (da imagem e do não verbal) pode-se chegar à compreensão do Pensamento, e a sua articulação - expressa em exemplos visuais, de há vários séculos atrás. Como os que hoje se chamam Patrimónios Intangíveis, que originaram o Património material (muito tangível) da Humanidade. Como é exemplo:
http://www.fba.ul.pt/santuarios-cultura-arte-romarias-peregrinacoes-e-paisagens/
**Por um lado gastamos demasiado tempo, mas por outro, e face às «leis-inexistentes», esta Justiça feita pelas próprias mãos - a dedilhar nas teclas do computador - além de sublimação, com a maior dignidade, está ao nosso alcance...
***Confirmem, lendo na pág. 105 o que se diz sobre A. Quadros - em:
http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/2485/1/ulsd059654_td_Anexos_Victor_Almeida.pdf
