Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
15.1.18

Há dias, porque em Portalegre adquirimos muitas e boas informações sobre a representação do Espírito Santo, no nosso blog - designado Cas'Amarela (ou simplesmente Casamarela) ficou um registo que dedicado exclusivamente a Portalegre.

 

Como é hábito, nem sempre os nossos títulos vão directinhos ao tema predominante do post, mas como podem confirmar aí tratou-se, incluindo imagens, de algumas alusões ao modo de representação da Terceira Pessoa da Trindade.

Inclusivamente, ficou esta frase que quisemos fosse bastante clara:

"Só que eram os Ventos, ou 'Pneuma' (palavra de origem grega), de uma Rosa dos Ventos a que várias imagens do Espírito Santo, forçosamente, sempre ficaram associadas".

Hoje, dando ainda continuidade a essa clareza, e no âmbito de uma disciplina - a ICONOTEOLOGIA - que defendemos mereceria ser muitíssimo mais aprofundada*, fica um desenho de uma Torre em Atenas, chamada dos Ventos:

TorreOctogonalAtenas-inRobertAdam 001-c.bmp(imagem vinda de Classical Architecture, a Complete Handbook, por Robert Adam com ilustrações de Derek Brentnall. Ed. Viking, London 1992. Ver na pág. 201)

 

É Octogonal, pois em cada uma das suas faces foi representado um Vento.

Torre que terá estado na origem da formulação de uma ideia do cristianismo (provavelmente formulada ainda antes da Antiquidade Tardia, e que depois foi continuada também na Idade Média); i. e., da ideia que a representação do Espírito Santo não tinha que se fazer apenas com recurso a uma imagem naturalista - a Pomba.

Podendo servir-se - já que o Espírito é além da Luz que ilumina, o Ar que permite respirar e estar vivo e portanto desperto, inspirado, e cheio de espírito. Aqui por vezes também sinónimo da mente (Psique). Repete-se, podendo assim usar-se, em alternativa à imagem da Pomba, uma imagem abstracta: isto é o octógono e o número que lhe corresponde, que é o 8 (onde estão as 8 direcções, possíveis dos ventos).

Também interessantíssima é a existência em Roma, próximo do Coliseu, no tecto em abóbada da designada Basílica de Maxêncio e Constantino, de uma série de octógonos. É que os necessários ôcos construtivos, para aligeirar as abóbadas, foram as inspiradoras formas octogonais.

Depois, cerca de um milhar de anos mais tarde, no Mosteiro da Batalha a Capela do Fundador é Octogonal, forma que tem ainda um enorme destaque, por exemplo, na Casa de Monserrate (em Sintra).

Perguntarão alguns se estamos a ler D. Brown ou J. Rodrigues dos Santos? Nada disso, pelo contrário, andamos sim, e cada vez mais perto (do que esses e muitos outros autores) das melhores e das verdadeiras fontes...**

∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞

*Já se escreveu - vezes sem conta, sobre a (ir)responsabilidade da FL-UL, da FBA-Ul e do IADE, para a situação que ficou criada: não se tendo organizado um grupo específico para se dedicar à investigação desta imensa temática. Investigação que as melhores universidades do mundo nunca ousariam desvalorizar, mas que em Lisboa, Portugal, é mandada calar!

**A Polissemia Medieval torna esta temática muito rica, mas também extremamente difícil de abordar, a parecer quase hermética. Matérias em que, por exemplo, o cardeal Henri De Lubac (conhecido vaticanista) investigou e publicou. 

link do postPor primaluce, às 14:00 

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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