Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
29.5.17

Autores e assuntos a continuar a explorar nos próximos posts, visto que, mais do que nunca, estamos perante a História da Arte que Fernando António Baptista Pereira, a partir de meados de 2010-2011, não queria que escrevêssemos...

Isto é, desde Maio de 2006 (início dos estudos de doutoramento) deu-nos informações fantásticas, sobre autores que desconhecíamos, como é o caso de Frances Yates. Informações que nos fizeram progredir, imenso, (e aos referidos estudos).

Porém, pelo meio (ou mais pelo fim?) cerca de 2010-2011, terá achado que já tínhamos informações a mais - que inclusivamente nos estavam a dificultar a vida (por tanta polissemia) - e mudou de ideias? Foi assim? Francamente não sei (?), mas é esta a minha visão e convicção...

Mas, não são formas de supervisionar ou orientar alguém que espera atitudes positivas e coerentes, da parte de quem ensina, como acontece a um qualquer estudante relativamente aos seus professores; seja qual for o nível de ensino, o grau de especialização a adquirir. Ou ainda, as informações cientificamente, assim chamadas paradoxais, que possam surgir pelo caminho!

Isto é, a alguém que sabe o que quer, e não precisa de ser desorientado...

Para isso já bastava o tema escolhido, que aceitou orientar (e aconselhou) tão altamente desafiante e, definitivamente, tão rico.

É que afinal, e apesar de já se conhecer o painel Começar, na Entrada da Fundação Calouste Gulbenkian, ninguém nos sugeriu as obras de Almada Negreiros. Mas está lá tudo ou muito - como piscadelas d'olho (dizemos nós) - oferecidas a quem olha (vê/perscruta, questiona) as suas obras.

 

Começar-640x297.jpg

(legenda)

Só que por coincidência, agora, apareceram à frente dos meus olhos (de quem Deo gratias, consegue ler várias línguas), mais e outras informações de Almada Negreiros; elas apareceram quase ao mesmo tempo, que vários desenhos e outros conhecimentos vindos de Louis Sullivan. Materiais que se tornam preciosos.

Todos eles pistas de um caminho que segundo Raymond Bayer se chamou Kalokagatia, e vem desde a Grécia antiga: um amor pelas formas perfeitas, e por isso Belas [ou até elegantes e bondosas - como é frequentemente explicado].
Um amor pelos jogos visuais e pela descoberta das analogias e similitudes, que podem levar a correspondências entre referentes formais e palavras ou ideias.
E isto que escrevemos já não é registado a pensar nalguns trabalhos do autor a que Almada chamou Raimundo Lúlio, mas sim, num outro autor, de época bastante anterior, também ele cristão - e bem «reputado» na História da Igreja (embora quase desconhecido no mundo da arte...).
Enfim, a imagem abaixo e o que depois dela já encontrámos, lembrou-nos, há que o dizer, Raban Maur*.
Um autor que Dame Frances A. Yates (segundo nos parece não terá estudado?) mas que já Umberto Eco registou, com grande visibilidade, na sua obra.
E depois de tudo o que se escreveu (hoje), daqui pergunta-se:
"Então afinal de que se trata, quando se refere a expressão Narratividade Visual?"
 
É que há tantas maneiras de contar histórias: houve tantas formas (não figurativas) para explicar o Deus Cristão, que - e apesar disso -, parece difícil conseguir fazer perceber que a narratividade visual pode ser feita, exclusivamente, a partir da geometria e da matemática.
 
Ou...
 
Será que só numa boa escola de engenharia, e de design, pode haver alguém preparado para compreender isto?
 

ParaICONOTEOLOGIA.jpg

(legenda)

*Autor do século IX, contemporâneo de Carlos Magno, monge beneditino e teólogo germânico. Que se serviu da imagem e da palavra - juntas - para difundir a fé:

Sempre de maneira que hoje diríamos muitíssimo criativa, dado o uso que fez do que alguns designam "caligrammes".

link do postPor primaluce, às 15:00 

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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