Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
16.8.18

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Deste desenho há que referir que se trata de «técnica mista» pois deve ter sido começado no adobe illustrator e  depois trabalhado quer à mão quer no paint, e agora digitalizado

 

Vendo bem, isso nem sequer interessa, pois o que importam são as imagens reunidas/sobrepostas/acomodadas* como sempre aconteceu na arquitectura.

 

Tratam-se de imagens mnemotécnicas que ficaram algumas delas por si (ou seja cada uma e não reunidas) associadas aos chamados estilos históricos. Por isso, se das técnicas do desenho até já nem nos lembramos, no entanto, lembramo-nos e bem, das razões porque reunimos estas imagens numa única edícula

 

Quanto aos círculos que geraram as formas acima, já escrevemos sobre eles inúmeras vezes, destacando hoje - além do nosso post anterior - que até na Carta de Copérnico a Nicolau III esses mesmos círculos estão lá referidos:

“…nevertheless I knew that others before me had been granted the freedom to imagine any circles whatever for the purpose of explaining the heavenly phenomena…” **

 

Sendo que na data em que Copérnico viveu os Fenómenos do Céu não eram apenas os secos e delimitados eventos científicos que hoje são. Incluíam-se então nesses eventos toda uma série de questões e de temas que hoje são Metafísica, ou de disciplinas como a Teologia e a Antropologia.

E pensa-se ainda hoje que a representação do Espírito Santo esteve sempre restrita ao emprego de uma Pomba Branca, mas são inúmeros os autores que falam nos Ventos e em Pneuma.  Razão para que alguns esquemas dos ventos de Isidoro de Sevilha também tenham passado à arquitectura.

 

Retornamos assim, hoje, à Torre dos Ventos que está em Atenas, mostrando alguma assimilação, pelo cristianismo, de ideias (componentes) vindas também do paganismo.

 

Um sincretismo religioso que por exemplo está bem patente no muito inovador trabalho de Peter Frankopan - As Rotas da Seda, uma Nova História do Mundo***.

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 *Visto que cada uma destas palavras descreve o que aconteceu
Hoje já nem tanto, pois não há aquilo que foi o contrário do "horror vazio", assim chamado para a arquitectura medieval. Isto, e explica-se, porque na verdade quando os historiadores de arte se referem a "um horror ao vazio" como uma «regra» do estilo românico, é pena que não tenham compreendido que isso foi antes um desejo de aproveitar todas os espaços e todas as superfícies, para nelas colocar nelas qualquer tipo de imagens que representassem um louvor a Deus. 

 

** Ver em: https://en.wikiquote.org/wiki/Nicolaus_Copernicus e ainda em: https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/novas-explicacoes-sobre-o-pensamento-97538

 

***Razão para lembrarmos o «nosso» Monserrate que depois de ter tido um outro título na Faculdade de Letras veio a público como Monserrate uma Nova História. Ou seja, depois de ter olhado para todas as Histórias Gerais (do Mundo) e de o seu autor - Peter Frankopan -, ter reunido os importantes eventos mundiais de uma maneira diferente do que é mais habitual, esse autor terá sentido a necessidade de chamar a atenção para esses facto. O que naturalmente lhe deu não só imenso trabalho, mas também o mérito de estar a apontar para caminhos novos que a historiografia vai fazer no futuro

link do postPor primaluce, às 11:00  comentar

 
Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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