Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
11.4.17

A imagem seguinte exprime bem, por isso a desenhámos em Janeiro de 2013, aquilo que a UL (e outras entidades igualmente «responsáveis»*), entenderam fazer às descobertas que sucessivamente fomos realizando.

gentinha de punhos de renda(4).jpg

(legenta)

 

Primeiro (2001 a 2005), orientada na Faculdade de Letras, por uma Professora que decidiu que deveríamos conseguir explicar a arquitectura do Palácio de Monserrate a partir das origens do Estilo Gótico. Isto é, a partir das invasões, por povos germânicos, no Império Romano (do Ocidente), ocorridas, principalmente e com maiores fluxos, durante o séc. V d.C. Invasões que ainda agora continuam a ser consideradas uma das causas da queda do Império romano, em 476.

Depois, numa 2ª fase, de 2006 em diante, e estando nós a fazer as necessárias investigações para os estudo do doutoramento que nos propusemos desenvolver; tendo portanto uma maior autonomia, mas ainda assim acompanhada por um outro professor orientador que, felizmente, nos foi dando mais informações [e desse modo nos permitiu que entendêssemos como diferentes e sucessivos ideogramas estiveram na origem de várias das formas geométricas (abstractas) da arquitectura antiga e tradicional]. Aconteceu nessa 2ª fase (em que ainda estamos...), que, crescentemente, várias surpresas - como sucessivos novos conhecimentos, sempre a surgirem (de todos os lados, e a encaixarem bem nos dados objectivos, anteriores, históricos e já conhecidos). Desde então sucedeu que, constantes e consecutivamente imparáveis, muitos novos dados surgissem, obrigando-nos a que passássemos a ter em conta uma nova historiografia.

A qual, na nossa mente, passou ela própria, «a auto-definir-se»**, substituindo, sobretudo ao nível de alguns detalhes e pormenores mais relevantes, as Histórias que nos tinham sido ensinadas. 

Foi então, por coincidência, que começámos a reparar, que o nosso orientador dos estudos de doutoramento, parecia estar cada vez mais mal-disposto, e ainda com comentários repetitivos, que até então não tínhamos ouvido (?!):

"Não vai fazer uma História da Arte...! Não vai fazer uma História da Arte...! Não vai fazer uma História da Arte...!" 

Até que, claro que este discurso deixou de ser som e sensação incomodativa, obrigando "a cair na real":

A atingir a percepção, do que para ele se estava a passar!

Até que, enfim, lá compreendemos o mal-estar, a indisposição, e a indisponibilidade: i.e., a falta de profissionalismo, etc., etc.

A própria FCT, ainda em 2006/07 tinha referido (carimbado!) os estudos como sendo Esotéricos. Provavelmente, e como todos fazem, atirando uma palavra cujo cabal conhecimento, como temos detectado, quase ninguém conhece...

Só que, mais uma vez avançámos e na nossa biblioteca preferida (BAQ) finalmente encontrámos algo mais.

Havemos de escrever sobre o tema - surgido, quiçá no final do século XIX? - já que antes, pelo contrário, o que agora uns chamam, ou insultam (?) de Esotérico, tratou-se de Iconografia que era desejada para estar presente (plasmada/embebida) nas edificações.

Até lá - e para já (ver abaixo) - ficam várias imagens do Tratado de Arquitectura de André Félibien, Sieur des Avaux. Desenhos que, como escreveu, era suposto serem empregues nos vidros - "verreries", dos vãos e janelas dos edifícios.

Levámos muito (demasiado) tempo até chegar aqui***. No entanto, todo este tempo foi de enriquecimento pessoal: solitário, é verdade, porém, um tempo de enorme enriquecimento! Deo gratias...

As Escolas e o Ensino Superior (da UL e do país...) podem querer apodrecer com as suas visões arrogantes, altaneiras e medíocres? Pois que fiquem, assim, por muitas mais décadas!

É o que se deseja ao ensino melhor de todos os tempos, como auto-propagandeiam «essas melhores escolas»...

 

(Imagens e legendas, ver maior dimensão)

 

*Na sua obrigação de acolher e apoiar o nossos estudos de mestrado e depois de doutoramento.

**Isto é, a História passou a ser bastante menos aquilo que nos dizem (ou disseram ao longo do tempo), passando a ser o que estamos a encontrar!

***Mais precisamente até aparecer o adjectivo Esotérico: vindo, ou associado por algum autor/arquitecto, ao (seu) discurso teórico, integrado na arquitectura.

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link do postPor primaluce, às 13:00 

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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