urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia ICONOTEOLOGIA; ICONOTHEOLOGY Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin. LiveJournal / SAPO Blogs iconoteologia 2020-06-18T21:53:29Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:128073 primaluce 2020-06-18T19:30:00 IMAGENS tradutoras de Dogmas do Cristianismo: obrigatoriamente icónicas, claro! Porque, caso contrário ninguém as sabe ler... 2020-06-18T18:54:24Z 2020-06-18T21:53:29Z <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img class="" style="width: 613px; padding: 10px 10px;" title="30.6.2017-Portalegre-B.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6b18bb3d/21839852_YTnCS.jpeg" alt="30.6.2017-Portalegre-B.jpg" width="613" height="414" /></p> <p style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">HOJE, a propósito de círculos, e de imagens emblemáticas, estamos a encontrar materiais de 2003, que, só em parte puderam entrar no trabalho dedicado a Monserrate.</span><br /><span style="font-size: 12pt;">Já que, na Faculdade de Letras investiga-se Arte, mas não é suposto poder apoiar as ideias com desenhos... </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><br /><span style="font-size: 12pt;">Menos ainda, com desenhos de origem geométrica! Abstractos...?</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><br /><span style="font-size: 12pt;">Ora a tonta: </span><br /><span style="font-size: 12pt;">Que é lá isso*?<span class="text_exposed_show"><br />Vê-se logo que é arquitecta! Saber ler imagens como se fosse uma língua**?</span></span></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;"><span class="text_exposed_show">Porém - e agora vem a história mais longa -, acontece que o post que está no facebook {em <a href="https://www.facebook.com/gloria.azevedocoutinho.7/posts/875393426299924" rel="noopener">https://www.facebook.com/gloria.azevedocoutinho.7/posts/875393426299924</a>}, começou por aqui: </span></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><span class="text_exposed_show">na sequência das imagens seguintes</span></span></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img class="" style="width: 624px; padding: 10px 10px;" title="caminhosDeUmaIdeia.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba818a8db/21839632_ByDeL.jpeg" alt="caminhosDeUmaIdeia.jpg" width="624" height="537" /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Porque, ao olharmos a sobreposição de círculos sobre a fachada de Monserrate, começámos a pensar na «elegância» que é - visualmente -, esta intersecção dos círculos: já não toda, mas principalmente na sua parte inferior... Quando se eleva e também parece um cálice.<br /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Foi quando nos lembrámos que esta mesma imagem (e sabemos disto desde 2003) está no Palácio da Vila, em Sintra, num remate azulejar:</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img style="width: 660px; padding: 10px 10px;" title="Image0068-aSINTRA-PAL.DA.VILA-F.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B38175351/21839635_QhWqZ.jpeg" alt="Image0068-aSINTRA-PAL.DA.VILA-F.jpg" width="660" height="331" /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Naturalmente, da imagem mental - já há mais de 15 anos prontinha, na cabeça - daí, à possibilidade de fazer a experimentação/verificação (como tem sido sempre a nossa metodologia de trabalho); obviamente que esse passo - hoje, com algum tempo -, se resolveu num instante.</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Porque, como os arquitectos podem verificar nas imagens seguintes, algumas intersecções estão «levemente alargadas»: o que não tira, minimamente, a validade às teorias que defendemos. </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Apenas mostra, e valoriza, o imenso rigor geométrico com que os antigos trabalhavam</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img style="width: 618px; padding: 10px;" title="SINTRA-PAL.DA.VILA-AZULEJOS-BASE-GEOMÉTRICA.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B33171701/21839639_5Tz5P.jpeg" alt="SINTRA-PAL.DA.VILA-AZULEJOS-BASE-GEOMÉTRICA.jpg" width="760" height="270" /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img style="width: 619px; padding: 10px;" title="SINTRA-PAL.DA.VILA-SCALA&amp;IPPAR.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8f17f707/21839640_ZV7bN.jpeg" alt="SINTRA-PAL.DA.VILA-SCALA&amp;IPPAR.jpg" width="760" height="220" /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;"><span class="text_exposed_show">Por fim, e dado que não é a primeira vez que expomos esta questão (até porque rende mais fazer este tipo de análises no Facebook, do que em qualquer Universidade portuguesa...), na imagem seguinte está a sobreposição do esquema geométrico (rigoroso e anicónico), posto sobre as imagens icónicas. Ou, será que devemos dizer naturalistas (?). Imagens que permitem à maioria*** ler, e assim compreender, que se trata de uma representação da Trindade. <br /></span></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 760px; padding: 10px 10px;" title="Filioque-SobreposiçãoIcónico+Anicónico.png" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4f172eca/21839649_JbZBs.png" alt="Filioque-SobreposiçãoIcónico+Anicónico.png" width="760" height="428" /></p> <p> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Por fim, as conclusões?, são para quem as quiser tirar...</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><span class="text_exposed_show">~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~</span></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><span class="text_exposed_show"><br />*Isso, é a necessidade de proteger o que nos pertence:<br />A prova de que muitas obras são/foram ICONOTEOLOGIA</span></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><span class="text_exposed_show"><br />**Outra «tontice absoluta», só pode ser: defender que as Neurociências e a Linguística têm alguma coisa a ver com ARTE!</span></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><span class="text_exposed_show">***E, acrescentemos a essa maioria, os PROFs doutores do IHA da FLUL, que são os grandes especialistas de História da Arte, quem melhor lê, sobretudo imagens concretas e explicítas. Já que, ... abstracções? Não, isso não é com eles...<br /></span></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:127677 primaluce 2020-05-26T20:00:00 De Mary Carruthers a autora que diz que as imagens antigas, muitas delas se destinavam a uma Contemplatio feita pelos orantes 2020-05-26T19:16:13Z 2020-05-26T19:16:13Z <p><span style="font-size: 12pt;">Temo-la referido várias vezes, porque o que já escreveu e as suas ideias, estão repletas de informações que não se devem descartar, para quem quiser compreender por um novo prisma, a História da Arte, e em particular a da Arquitectura.<br /></span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">No <em>post</em> de hoje - já a seguir - um excerto de uma apreciação do seu trabalho <em>The Craft of Thought: Meditation, Rhetoric and the Making of Images, 400-1200, </em>de 1998. Livro que temos em francês, intitulado <em>Machina Memorialis, </em>da Gallimard, Paris 2002, e de onde temos retirado informações verdadeiramente inovadoras, que temos publicado.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">E, repare-se como é dito, que neste caso a inovação vem de um outro campo, exterior - o da <em>história da literatura</em> - que  assim forneceu materiais e novas informações para <em>história da arte</em>.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Inovação que veio colocar, como Mary Carruthers defende,  as imagens e as palavras juntas; mas sem as «priorizar» umas relativamente às outras. Porque as duas fazem parte - e aqui acrescentamos nós, porque usadas em simultâneo -, da actividade mental. </span></p> <p> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img style="width: 683px; padding: 10px 10px;" title="Sobre-MachinaMemorialis de MaryCarruthers-4.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6c1778d5/21818477_e5baF.jpeg" alt="Sobre-MachinaMemorialis de MaryCarruthers-4.jpg" width="683" height="720" /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Já agora, não de uma actividade mental qualquer, mas a da invenção. </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Embora por outro lado, por exemplo (e esta é uma ideia nossa), quando as «subtilezas» dos teólogos medievais exigiam demasiado à palavra, como concordâncias e rupturas em simultâneo, ou ainda afirmações incrivelmente cautelosas, era nessa altura que as imagens - com o apoio da gramática que nesse caso a própria geometria também é; era então que se socorriam das imagens para melhor expressar algumas concepções teológicas...*</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Portanto, invenção (ou muitas e diferentes invenções) que depois duraram séculos, fazendo com que tantas dessas imagens (que estão abaixo, como <em>doodles </em>) - que tinham tido uma origem mental (resultado do trabalho da verdadeira imaginação) - perdurassem e fossem empregues na Arte.  </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 600px; padding: 10px 10px;" title="colecção-de-SinaisSignificantes-3.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8d17112e/21818503_cJc0G.jpeg" alt="colecção-de-SinaisSignificantes-3.jpg" width="600" height="636" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Por isso é muito estranho, estranhíssimo para um arquitecto formado nos anos 70, que muitos dos que chamamos «gatafunhos», da imagem acima, tenham sido <em>Ideogramas</em> de uma língua (a arquitectura) que foi aplicada nas edificações: </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Assim se fazendo a distinção entre formas simplesmente tectónicas, destinadas ao suporte; e as formas significantes - colocadas, expressamente, para falarem pelos proprietários dessas mesmas edificações.     </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">E quando dizemos que foram colocadas nas edificações, note-se que não foram simples ornamentos apostos, e mais superficiais. Mas o <em>décor </em>â maneira vitruviana: i. e.,  alguns desses Ideogramas, muito adequadamente, deram forma à base, que é aquilo a que chamamos planta de um edifício.</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">* <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Credo_de_Atan%C3%A1sio" rel="noopener">Como sucedeu com o <em>Quicumque</em></a></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:127408 primaluce 2020-05-09T09:00:00 Páginas mais visitadas (visualizações últimos 30 dias - hoje, 9.05.2020) 2020-05-09T08:13:33Z 2020-05-09T09:18:21Z <ol><br /><li><span style="font-size: 12pt;"><a title="ICONOTEOLOGIA; ICONOTHEOLOGY" href="http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/" target="_blank" rel="noopener">ICONOTEOLOGIA; ICONOTHEOLOGY</a> - 27</span></li><br /><li><span style="font-size: 12pt;"><a title="De Guardi a Canaletto - os chamados «Italianates»: e como a arquitectura do Cristianismo «convinha» à Victorian City (Londres)" href="http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/55498.html" target="_blank" rel="noopener">De Guardi a Canaletto - os chamados «Italianates»: e como a arquitectura do Cristianismo «convinha» à Victorian City (Londres)</a> - 15</span></li><br /><li><span style="font-size: 12pt;"><a title="A Elipse era já conhecida bem antes do nascimento de Cristo*, no século IV aC." href="http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/a-elipse-era-ja-conhecida-bem-antes-do-108704" target="_blank" rel="noopener">A Elipse era já conhecida bem antes do nascimento de Cristo*, no século IV aC.</a> - 13</span></li><br /><li><span style="font-size: 12pt;"><a title="Círculos, Ovais e Elipses (2)" href="http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/41511.html" target="_blank" rel="noopener">Círculos, Ovais e Elipses (2)</a> - 12</span></li><br /><li><span style="font-size: 12pt;"><a title="António Rodrigues, João Pedro Xavier e Domingos Tavares..." href="http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/52402.html" target="_blank" rel="noopener">António Rodrigues, João Pedro Xavier e Domingos Tavares...</a> - 12</span></li><br /><li><span style="font-size: 12pt;"><a title="Hoje a Planta da Igreja dos Clérigos" href="http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/hoje-a-planta-da-igreja-dos-clerigos-96743" target="_blank" rel="noopener">Hoje a Planta da Igreja dos Clérigos</a> - 9</span></li><br /><li><span style="font-size: 12pt;"><a title="A ICONOTEOLOGIA na base da tectónica (defendemos nós)" href="http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/a-iconoteologia-na-base-da-tectonica-123644" target="_blank" rel="noopener">A ICONOTEOLOGIA na base da tectónica (defendemos nós)</a> - 8</span></li><br /><li><span style="font-size: 12pt;"></span></ol><div class='ljparseerror'>[<b>Error:</b> Irreparable invalid markup ('&lt;a [...] elíptica&quot;&quot;&gt;') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]<br /><br /><div style="width: 95%; overflow: auto">&lt;ol&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;ICONOTEOLOGIA; ICONOTHEOLOGY&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;ICONOTEOLOGIA; ICONOTHEOLOGY&lt;/a&gt; - 27&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;De Guardi a Canaletto - os chamados «Italianates»: e como a arquitectura do Cristianismo «convinha» à Victorian City (Londres)&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/55498.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;De Guardi a Canaletto - os chamados «Italianates»: e como a arquitectura do Cristianismo «convinha» à Victorian City (Londres)&lt;/a&gt; - 15&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;A Elipse era já conhecida bem antes do nascimento de Cristo*, no século IV aC.&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/a-elipse-era-ja-conhecida-bem-antes-do-108704&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;A Elipse era já conhecida bem antes do nascimento de Cristo*, no século IV aC.&lt;/a&gt; - 13&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Círculos, Ovais e Elipses (2)&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/41511.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Círculos, Ovais e Elipses (2)&lt;/a&gt; - 12&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;António Rodrigues, João Pedro Xavier e Domingos Tavares...&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/52402.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;António Rodrigues, João Pedro Xavier e Domingos Tavares...&lt;/a&gt; - 12&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Hoje a Planta da Igreja dos Clérigos&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/hoje-a-planta-da-igreja-dos-clerigos-96743&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Hoje a Planta da Igreja dos Clérigos&lt;/a&gt; - 9&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;A ICONOTEOLOGIA na base da tectónica (defendemos nós)&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/a-iconoteologia-na-base-da-tectonica-123644&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;A ICONOTEOLOGIA na base da tectónica (defendemos nós)&lt;/a&gt; - 8&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;&quot;Igreja Barroca de Planta Elíptica&quot;&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/igreja-barroca-de-planta-eliptica-96341&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&quot;Igreja Barroca de Planta Elíptica&quot;&lt;/a&gt; - 7&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;À procura do Arco Moçárabe... (e ainda sobre o Museu dos Concílios de Toledo)&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/a-procura-do-arco-mocarabe-e-ainda-126964&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;À procura do Arco Moçárabe... (e ainda sobre o Museu dos Concílios de Toledo)&lt;/a&gt; - 6&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Os Diagramas de Villard de Honnecourt&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/57184.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Os Diagramas de Villard de Honnecourt&lt;/a&gt; - 6&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;UMA DAS MELHORES EXPLICAÇÕES SOBRE O &quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/uma-das-melhores-explicacoes-sobre-o-113740&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;UMA DAS MELHORES EXPLICAÇÕES SOBRE O &#39;FILIOQUE&#39;&lt;/a&gt; - 4&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Pesquisa - ICONOTEOLOGIA; ICONOTHEOLOGY&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/search&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Pesquisa - ICONOTEOLOGIA; ICONOTHEOLOGY&lt;/a&gt; - 4&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;As Edículas e as Vergas dos Arcos e das Janelas, mais os significados que conferiam às obras arquitectonicas&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/62364.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;As Edículas e as Vergas dos Arcos e das Janelas, mais os significados que conferiam às obras arquitectonicas&lt;/a&gt; - 4&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Um caso muito mais afirmado...&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/58338.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Um caso muito mais afirmado...&lt;/a&gt; - 3&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Grades «Neogóticas» de Ferro Fundido&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/27111.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Grades «Neogóticas» de Ferro Fundido&lt;/a&gt; - 3&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Este último artigo postado em Primaluce, deveria ter vindo para aqui&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/este-ultimo-artigo-postado-em-primaluce-121048&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Este último artigo postado em Primaluce, deveria ter vindo para aqui&lt;/a&gt; - 3&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Intervalo no Carpenter&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/57604.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Intervalo no Carpenter&#39;s Gothic... para lembrar o que alguns dizem sobre «uma Idade Média e um Renascimento» (que não existiram*!)&lt;/a&gt; - 3&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Carpenter&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/57462.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Carpenter&#39;s Gothic&lt;/a&gt; - 2&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Carpenter&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/58022.html&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Carpenter&#39;s Gothic?&lt;/a&gt; - 2&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;li&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt;&quot;&gt;&lt;a title=&quot;Vãos e Vergas: ainda as notas de um artigo. Post dedicado a quem não lê Portais e sua Iconografia; a quem não sabe francês e precisa de tradução...Ou (e idem) a um certo Ensino Superior português que «vive de cabeça enterrada na areia»?&quot; href=&quot;http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/vaos-e-vergas-ainda-as-notas-de-um-69479&quot; target=&quot;_blank&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;Vãos e Vergas: ainda as notas de um artigo. Post dedicado a quem não lê Portais e sua Iconografia; a quem não sabe francês e precisa de tradução...Ou (e idem) a um certo Ensino Superior português que «vive de cabeça enterrada na areia»?&lt;/a&gt; - 2&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;<br />&lt;/ol&gt;</div></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:126964 primaluce 2020-04-16T13:00:00 À procura do Arco Moçárabe... (e ainda sobre o Museu dos Concílios de Toledo) 2020-04-16T16:21:17Z 2020-04-17T10:28:30Z <p><span style="font-size: 12pt;">Prometemos fazer um <em>post</em> sobre o tema Arco Moçárabe, não está esquecido...  </span><span style="font-size: 12pt;">Mas, na verdade, as informações que encontramos sobre os <em>Moçárabes,</em> e o <em>Moçarabismo</em> são bastante escassas. </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">No entanto, e porque todas as nossas pesquisas são sempre altamente - que </span><span style="font-size: 12pt;">é como quem diz, utilíssimas; a</span><span style="font-size: 12pt;">ssim, depois de feito <a href="https://www.facebook.com/bienfaire.etlaisserdire.3/posts/132182971718613" rel="noopener">este post.</a> e dada a falta de espaço (nos comentários do Facebook), passámos para aqui, onde se completam uma série de informações:</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img class="" style="width: 720px; padding: 10px 10px;" title="santa-leocádia-2.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B56182c92/21768173_4NWKc.jpeg" alt="santa-leocádia-2.jpg" width="720" height="522" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">A imagem acima representa o IIIº Concílio de Toledo, e é um quadro a óleo (século XIX) de José Marti y Monso*. </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Ainda deste quadro - e porque as questões que nos interessam são iconográficas - chama-se a atenção para o pormenor do desenho do pavimento, ampliado na imagem seguinte. Mais: sublinhe-se que o pintor não esteve lá; não assistiu à cena, e portanto fez o que se pode chamar uma reconstituição histórica: como no cinema ou no teatro. </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">E aqui, não sabemos, apenas supomos, terá sido com pesquisa (ou sem ela?), que decidiu, como se vê abaixo, o padrão para o pavimento. Exactamente para contextualizar (e enfatizar) - pela conveniência, e pela boa adequação (como os antigos, desde Homero, sempre viram estas questões das imagens que se deviam empregar) - a reconstituição histórica que, certamente, quereria ele, fosse tão verosímil quanto possível.<br /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 630px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="santa-leocádia-4.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bca17f9c2/21768197_FVyN5.jpeg" alt="santa-leocádia-4.jpg" width="630" height="262" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=570058980166705&amp;set=pcb.570059170166686&amp;type=3&amp;theater" rel="noopener">(padrão que é o mesmo - vamos ser redundantes - igual ao que foi aplicado há anos na fachada da Birmingham Library - como já acima mencionado)</a></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Mas, voltando à História - às ideias, e aos factos da época em que estas imagens nasceram - , sabemos que para alguns, como Pinharanda Gomes, foi em Toledo, no ano 400, e no Iº Concílio, que pela primeira vez foi proclamado o <em>Filioque. </em>Já para outros autores, nesse Concílio (do ano 400) a decisão mais importante foi a condenação do <em>Priscilianismo,</em> não sendo referida a questão do <em>Filioque.</em></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Depois - e como já está no nosso trabalho sobre Monserrate** -, sabe-se que foi em 589 (é a reconstituição histórica que está no quadro) que Recaredo fez o mesmo que Clóvis (<em>m.</em> 511). Quando quase um século antes o Rei dos Francos se tinha convertido ao Catolicismo: abandonando assim o <em>Arianismo.</em>  </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Recaredo, dizem (vários autores), precisava de unir o seu povo que vivia em guerras constantes; mas fê-lo - ao contrário do que era esperado -, não no sentido da "<em>identidade Goda",</em>  tendo preferido repetir o gesto de Clóvis, que Roma já tinha (naturalmente e entretanto) aprovado. Aprovação que tinha o apoio de vários Padres da Igreja, entre os quais se conta Santo Agostinho (<em>m.</em> 430) que escreveu <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/On_the_Trinity" rel="noopener"><em>Sobre a Trindade</em></a>, de acordo com o que ficara estipulado em Niceia (325) e em Constantinopla (381)<br /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">O que é interessante verificar - à medida que vamos ampliando as nossas informações sobre este assunto (desde 2002 até 2020) - é o enorme desconhecimento que entretanto também se abateu, desde o início do século XX, sobre as instituições de ensino (que é dito ser)  superior, relativamente a estas questões. E aonde, estranhamente, os vários professores, de tão especializados que são, deixaram de saber o que antes todos sabiam, e que eram generalidades.<br /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Como se pode ver já abaixo, nesta página (e em todo o Guia) de onde retirámos as imagens deste <em>post,</em> aí há bastante mais informações: pois foi na Basílica de Santa Leocádia que decorreram mais de uma dezena de Concílios (ibéricos). Ficando a saber-se, inclusivamente, que há em Toledo um Museu dedicado a esses mesmos concílios... <br /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 592px; padding: 10px 10px;" title="santa-leocádia-5.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd917680e/21768302_QT8qJ.jpeg" alt="santa-leocádia-5.jpg" width="592" height="720" /></p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 406px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="santa-leocádia-6.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B291866d9/21768305_QzcTP.jpeg" alt="santa-leocádia-6.jpg" width="364" height="596" /></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Ou seja, concretamente, confirma-se essa proliferação de reuniões ou conselhos (daí a origem da designação <em>concílio),</em> onde nem tudo o que se debatia eram exclusivamente assuntos religiosos; isto é, não se limitavam às discussões sobre as duas fés - a <em>fides romana</em> e a <em>fides gotica</em> - que, especialmente em Toledo, se afrontavam.</span></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">E pelas informações obtidas, percebe-se que era muito diferente daquilo que a palavra <em>Concílio</em> hoje nos faz pensar. Visto que nos <em>Concílios de Toledo</em> se discutiram temas que hoje são da política, e da organização de toda a sociedade, dividida por países, cabendo aos respectivos governos as tomadas de decisão (e não à religião)<br /></span></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Foi por vários autores que ficámos a saber, bastante mais, acerca desta imensa temática***. Sendo portanto de estranhar, muitíssimo, que nos tivessem «sugerido» que era absolutamente necessário encontrar as "<em>Origens do Gótico</em>" para podermos perceber Monserrate; e que, depois de desvendado esse enigma, antiquíssimo, os (supostos) interessados nada mais quisessem saber do assunto. </span></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Ficando os ditos orientadores e autores das sugestões de pesquisa, reféns da sua tacanhez e enorme fechamento, relativamente às questões que eles próprios levantaram. Ou seja, não sabiam e não imaginavam, minimamente, o imenso alcance das questões que eles mesmos colocaram. </span></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Melhor, </span><span style="font-size: 12pt;">são todos os sinónimos de <em>tacanho</em> - que um qualquer dicionário nos dá -, como é por exemplo a ideia de acanhado e de pequeno... Não precisando nós, nos tempos que correm, de mais sinónimos ou epítetos, para adjectivar tanta parvoeira.  Sobretudo quando se podem ler outros autores, esses sim interessantes e fantásticos, como Frances Yates, Mary Carruthers, ou ainda António Damásio.</span></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">E isto num tempo em que é tanto o que nos é dado, e em que podemos pôr (sem barreiras ridículas entre disciplinas),  todas as nossas melhores informações, ao serviço do conhecimento do passado, e das ideias que foram materializadas nas obras. </span></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Assim como podemos saber das imagens, que eram frequentemente usadas, para traduzir essas mesmas ideias.</span></p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Mais: Historiadores de Arte que não acreditam na capacidade falante das imagens, pior que tacanhos são verdadeiros empatas; e é isto, que está na Universidade de Lisboa! </span></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Mas adiante: a nossa curiosidade já nos poderia ter levado a Toledo? Sim e não. Porque se fossemos a todos os lugares que estão citados em Monserrate, na sua Arquitectura e Iconografia, então a volta seria enorme. </span></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Depois, p</span><span style="font-size: 12pt;">or outro lado, mais do que os lugares, ou os cenários e os contextos paisagísticos em que todos estes factos ocorreram - como se não tivéssemos imaginação, e fossemos nós fazer a nossa própria reconstituição histórica - mais interessante de facto (para nós, e se temos que escolher) são as problemáticas que ficaram: </span></p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Neste caso a tradução de ideias da fé, que em tempos eram chamados <em>dogmas,</em> <a href="https://primaluce.blogs.sapo.pt/o-conhecimento-de-deus-divisoes-477953" rel="noopener">em imagens esquemáticas - resumidíssimas - que ainda agora se usam como temos mostrado.</a></span></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Por fim, e para quem tinha decidido ir a Toledo este ano, pelo menos para já valeu a pena voltar a olhar para o Guia. Afinal conseguimos ainda agora uma nova informação, das  mais relevantes: t</span><span style="font-size: 12pt;">anto quanto se diz terem sido importantes e históricos os concílios de Toledo. </span><span style="font-size: 12pt;">Por isso, foi em 1969 que se decidiu a criação de um Museu, para os divulgar. </span></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">O mesmo abriu em 1971, mas, pelos vistos, os que nos orientaram e em 2001 mandaram à procura das "<em>Origens do Gótico",</em> dá para ver, ainda não terão tido tempo, no mínimo, de saber da sua existência</span><span style="font-size: 12pt;">...?</span></p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Pois se soubessem, parece-nos, também estariam a par do contributo dos <em>Concílios de Toledo,</em> no moldar da cristandade a que pertencemos.</span></p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;"> </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Enfim, talvez o Museu numa visita de uma a duas horas, permita no mínimo um conhecimento superficial daquilo que, especificamente, se passou na <em>Iberia.</em>  </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 543px; padding: 10px;" title="Image0009-b.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb218bb9a/21768697_uCaTU.jpeg" alt="Image0009-b.jpg" width="409" height="939" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">É neste tom que terminamos: desejando que os professores de História da Arte saibam, um mínimo, daquilo em que metem os seus alunos. </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Nesta temática em que nós não esquecemos duas frases da maior importância: </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Uma está na <em>New Advent Catholic</em> <em>Encyclopedia, </em>e a outra é de André Grabar. Na primeira <a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/uma-das-melhores-explicacoes-sobre-o-113740" rel="noopener">questiona-se a abstracção que os Godos</a> tanto discutiram (da qual já se escreveu); na segunda é André Grabar que se refere à ousadia dos Godos - "<em>hardiesse"</em> - palavra lembrada no mesmo <a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/uma-das-melhores-explicacoes-sobre-o-113740" rel="noopener"><em>post</em></a>.<br /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Para nós é espantoso, que um conjunto de ideias (nossas), alicerçadas em factos cuja imensa relevância, por exemplo, até deram origem a um museu, que os professores-orientadores do ensino superior português os desconheçam totalmente! </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">~~~~~~~~~~~~~~~~~~</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">*Ver no Guia da cidade de Toledo: <em>Toledo, The Magic of Three Cultures, </em>Limite Visual Guide Books, Merida 1997. Ver pp. 34-35, 216.<br /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><em>** </em>Em  <em>Monserrate uma Nova História, </em>Livros Horizonte 2008, sobre a conversão de Recaredo, em 589, ver nas p. 18 e 48. <em><br /></em></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">*** E entre muitas obras tivemos a sorte de contactar<em> L'épiscopat de Lusitanie pendant l'Antiquité tardive (IIIe-VIIe siècles), </em>por Ana Maria C. M. Jorge, Edição do IPA, Lisboa 2002, onde se recolhem importantes informações.</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Quanto ao <em>Moçarabismo</em> e respectivo <em>Arco - </em>nascido na "<em>fides gotica"</em> - talvez em breve haja outro <em>post</em></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:126391 primaluce 2020-03-24T21:00:00 Os Tratados da Arca de Hugues de Saint-Victor 2020-03-24T22:26:59Z 2020-03-24T22:26:59Z <p><span style="font-size: 12pt;">Já escrevemos sobre eles, e é tanto, muitíssimo mais, que um dia poderemos dizer, relativamente a esses <em>Tratados da Arca:</em> </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Que haja condições para isso, uma equipa, ou um qualquer outro «milagre», que amplie as nossas capacidades de trabalho;  e ainda que multiplique as horas em que podemos ficar sentados...!*</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Assim hoje lembra-se <a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/ainda-em-torno-da-obra-de-hugo-de-s-44496" rel="noopener">um post nosso que tem oito anos</a> , e em que DLA com o seu <span style="text-decoration: underline;"><strong>endofarchitecture</strong></span> também colaborou**. Mostrando-se aquilo que Philibert De L'Orme sabia, relativamente à iconografia de uma casa nobre: como o <em>Chateau</em> francês - e não esquecer que estudámos Monserrate, <em>le petit chateau de Monsieur De Visme à Sintra</em>...</span><span style="font-size: 12pt;"> - devia ainda seguir, tal como as igrejas, algumas das prescrições dadas a Deus por Noé, para construir a sua (Arca-)Barca. <br /></span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Mas também se lembra e mostra, um <em>post</em> de hoje, que nos lembra que os dias difíceis, e os de vida confinada, muitos ficaram para a História: há que não o esquecer! ***<br /></span></p> <p> </p> <p class="sapomedia images"><img style="width: 643px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="Fluerus-Livros&amp;LIvros.jpg" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Beb173cb9/21739589_IrzwF.jpeg" alt="Fluerus-Livros&amp;LIvros.jpg" width="583" height="1031" /></p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Claro que a imagem acima é uma adaptação que fizemos da capa do <em>Dicionário por Imagens da Bíblia. </em>Éditions Fleurus, Paris 1998. Título original: <em>L'Imagerie de la Bible. </em>Versão Portuguesa de Março de 2000.</span></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Mas, o mais importante, e aquilo que nos fez trazer para aqui esta imagem, é o facto de sabermos da existência dos <em>Tratados</em> de Hugues de Saint-Victor que, em geral se pensa serem de Teologia, mas que (e como defendemos) deram origem à Arquitectura da<em> igreja românico-gótica</em>: </span></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Porque esta quis ser a <em><span style="font-size: 12pt;">Arca de Noé,</span> </em>que se supunha ser uma<em> Arca-Barca salvífica. C</em>omo está registado numa parede da igreja de Fátima em Lisboa, obra de Almada Negreiros. Um autor que a este propósito se cita, por sabermos que não entregava a outros, nem deixava por mãos alheias, o que devia ser o mais significante - ou o mais impactante - nos seus trabalhos e obras.  </span></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Como mostra a imagem acima, sempre gostámos da expressividade e da simplicidade do que vem das crianças, ou é para as crianças. Porém, quem quiser abordar <span style="text-decoration: underline;"><strong>cientificamente</strong></span> este assunto, que nada tem de simples, e pode até ser muitíssimo árduo, então que não deixe de consultar a <a href="https://r.search.yahoo.com/_ylt=A0geK.c1bXpeY98A.RpXNyoA;_ylu=X3oDMTEyb2lmMW1kBGNvbG8DYmYxBHBvcwM1BHZ0aWQDQjg3NDZfMQRzZWMDc3I-/RV=2/RE=1585110453/RO=10/RU=https%3a%2f%2fsblhs2.com%2f2017%2f01%2f31%2fmignes-patrologia-latina%2f/RK=2/RS=nP2gedqNXSqkTpjjCEaY9bFLEKI-" rel="noopener">Patrologia Latina de Migne</a>, </span><span style="font-size: 12pt;">o que pode ser feito indo pelo <em>link.</em> </span></p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Sobretudo, que não falhe os trabalhos de Patrice Sicard - que foi cónego de Notre Dame (Paris). Um autor cujas investigações dedicadas a este tema, primeiro nos surpreendem imenso; e que depois nos obrigam a admirá-lo pelo trabalho, vastíssimo e extraordinário, a que se entregou.</span></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;">Depois, no fim estão os títulos em latim, os que Hugues de Saint-Victor (autor do século XII com uma obra vastíssima) lhes deu. </span><span style="font-size: 12pt;">Concretamente:</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><em><span style="font-size: 12pt;">DE ARCHA NOE PRO ARCHA SAPIENTIE CVM ARCHA ECCLESIE ET ARCHA MATRIS GRATIE</span></em></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><em><span style="font-size: 12pt;"> LIBELLUS DE FORMATIONE ARCHE</span></em></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Sendo que o primeiro, como gosto de dizer, é toda a construção da alegoria em torno da <em>Igreja</em> , como <em>Arca-Barca</em> que há-de salvar a Humanidade. Acrescentando sempre, que é algo equivalente, ao que hoje é a <em>Memória Justificativa</em> de um projecto de arquitectura.</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">E o segundo livro - <em>LIBELLUS DE FORMATIONE ARCHE - </em>é o livrinho, cujo titulo nasce do facto de ser de muito menor dimensão; sendo neste que se ensina a construir a referida <em>Arca.</em></span></p> <p style="text-align: center;">~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~</p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">*E horas em que não estejam professores «verdadeiros patetas-desorientadores» a impedir os nossos trabalhos... <br /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">**Embora o mesmo esteja agora inacessível</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">*** Admitindo que não sabemos se a história de Noé, do primeiro livro da Bíblia, é verdadeira ou lenda...? Certo mesmo é que o <span style="text-decoration: underline;"><strong>Arco</strong></span> - considerado sinal de Deus - a partir de determinada data, foi inserido no que era a <em>Verga Recta</em> (sinal de rectidão, na antiga arquitectura grega). E também, porque ficou escrito assim: <br /></span></p> <p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;"><em>"Disse Deus: (...) Quando eu reunir as nuvens sobre a terra e o arco aparecer na nuvem, eu me lembrarei da aliança que há entre mim </em></span><span style="font-size: 12pt;"><span style="font-size: 14pt;"><em>e vós e todos os seres vivos..." </em>(<em>Génesis 9 , </em>12-16)</span> </span></strong></p> <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">E este é o início de uma outra história, a que a tradução da Bíblia (judaica) para a língua grega - no século IIIº a. C. - veio a dar um muito maior relevo... </span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:126129 primaluce 2020-03-11T20:00:00 Os Entrelaçados na Aura de Nsª Senhora... 2020-03-11T20:22:29Z 2020-03-11T20:47:12Z <p><span style="font-size: 12pt;">... num quadro de Álvaro Pires de Évora.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Claro que logo que os vimos (os arcos entrelaçados) ficámos fascinados. Por se perceber a preocupação do autor em comunicar algo mais; concretamente o contexto teológico. Se quisermos, foi como uma adjectivação que se entendeu dever fazer, relativamente à sua própria fé. Ou, concretamente, ao contexto da Fé Cristã*, em que esta obra se posicionava.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Depois, pelo nosso método experimental, desenhámos por cima de uma cópia que se tinha impresso. Mas, claro, não é a mesma coisa... (e era só experiência como nalguns escritos/desenhos exploratórios de Leonardo da Vinci)<br /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img class="editing" style="width: 608px; padding: 10px;" title="AURA-VirgemAPdeÉVORA-sobreposição.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba718c654/21723525_zDMEy.jpeg" alt="AURA-VirgemAPdeÉVORA-sobreposição.jpg" width="536" height="809" /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Já que no desenho descoberto (abaixo) - i. e., sem o papel vegetal (como acontece acima) - os arcos quebrados, menores e resultantes das intersecções dos círculos, ainda esses têm mais detalhes, que eram igualmente, falantes**.</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img class="editing" style="width: 671px; padding: 10px;" title="APdeÉVORA-FilmeMNAA.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1e176549/21723530_26c71.jpeg" alt="APdeÉVORA-FilmeMNAA.jpg" width="632" height="761" /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Dentro de cada «meia mandorla», que rectificada seria um triângulo equilátero, ainda estão desenhados, aquilo que - para os referidos triângulos - os geómetras chamam apótemas. </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">E desse modo, ao encontrarem-se no centro do dito triângulo, desenham um Y, que também foi representativo da Trindade, e de Cristo.</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Pode parecer árido, ao ser explicado desta maneira, mas em desenho tratam-se de formas que enriquecem imenso as composições, e que, por seguirem regras da geometria,  acrescentam sempre um rigor visual que é também harmonia formal. Ou - aquilo que verdadeiramente são - <span style="text-decoration: underline;"><strong>concordâncias geométricas</strong></span>. </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Estas imagens são materiais, ou se quiserem «ingredientes visuais», também altamente polissémicos. Que, para os <em>antigos </em>(e disto não temos dúvidas, referimo-nos ao clero) seriam certamente falantes. </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Já que os <em>saberes</em> ou as <em>ciências,</em> desde Martianus Capella, Alcuíno (de York) e depois ainda desde Hugo de S. Victor, funcionavam muito mais unidos do que hoje; isto é, não eram <em>disciplinas</em> avulsas<br /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">E mais ainda: não é por acaso, de todo, que a <em>Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira de Cultura</em>, no volume 2, sobre as <em>Artes Liberais,</em> a dada altura especifica (algo que desde 2002 nunca mais esquecemos):</span></p> <blockquote> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;"><em>"Durante a escolástica, as artes, o septívio, não foram estudadas por si  mesmas: eram vias de acesso à Sagrada Escritura"***</em></span></p> </blockquote> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Para concluir, como no <em>Credo, </em>onde Carlos Magno obrigou à inserção da partícula<em> FILIOQUE, </em>é isso que se pode ler nesta Aura de Nossa Senhora, atribuída a Álvaro Pirez</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">*Que Cristianismo, que religião, ou, em que região da Europa, o encomendador se posicionava.</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">**Quem saiba geometria, ou tenha uma boa memória visual, pode reconhecer nestes arcos a mesma organização, ou a mesma estrutural visual, igual ao que se passa na fachada do <em>Palácio dos Doges</em> de Veneza: ou até noutros edifícios desta mesma cidade. </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">*** A frase acima é uma afirmação essencial, impossível de esquecer. E que por isso obriga a rever, várias ideias, demasiado feitas, da historiografia da arte. Ver <em>op. cit.</em>, coluna 1417.</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:125372 primaluce 2020-02-22T13:00:00 What happened: 2020-02-22T13:16:43Z 2020-02-22T13:41:37Z <p><span style="font-size: 12pt;">Where is the original, painted by Hans Holbein?</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">What happened to «my circles», with its iconotheological meaning?</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Que s’est-il passé : Où est l’original, peint par Hans Holbein ? Qu’est-il arrivé à « mes cercles », avec son sens iconothéologique ?</span></p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;"><img style="width: 697px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="ONDE-está-o ORIGINAL.png" src="https://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc117f041/21696970_3Kbuk.png" alt="ONDE-está-o ORIGINAL.png" width="697" height="350" /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img class="" style="width: 800px; padding: 10px 10px;" title="detalheTapete HansHolbein-qualAVerdadeira-3.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be81894f6/21696966_phYLk.jpeg" alt="detalheTapete HansHolbein-qualAVerdadeira-3.jpg" width="800" height="400" /></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Bem podemos perguntar - <em>"urbi et orbi"</em> - pois parece que sim, que os círculos são só nossos...</span></p> <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Se a National Gallery não sabe de nada!? Pode-se dizer que pelo menos foram nossos, talvez só em Setembro de 2007? E que entretanto desapareceram... </span></p> <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Embora, garantimos, deixaram vários rastos da sua existência.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Alguns, escritos entre 2 e 14 de Fevereiro estão <a href="https://primaluce.blogs.sapo.pt/" rel="noopener">aqui</a>, mas temos mais </span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">(<em>thanks God </em>!)</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:124825 primaluce 2020-02-07T14:00:00 Sim, esta imagem é nossa 2020-02-07T15:19:49Z 2020-02-14T15:49:35Z <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Foi feita há anos para explicar como os <em>Ideogramas</em> desenharam alguns dos <em>Arcos</em> da Arquitectura Cristã, e assim substituindo o que eram VERGAS e LINTÉIS<br /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img style="width: 734px; padding: 10px 10px;" title="Vergas-Ideogramáticas.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3a18ebb1/21685217_lUqQl.jpeg" alt="Vergas-Ideogramáticas.jpg" width="734" height="720" /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">E se há dias a pusemos <a href="https://www.facebook.com/vitor.serrao.58/posts/2650627771672741?comment_id=2653537188048466&amp;reply_comment_id=2653879904680861" rel="noopener">aqui</a>,  é porque faz sentido ensinar alguma coisinha, </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">mesmo que pouca...</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Aproveitando agora para lembrar um <em>post</em> nosso, <a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/uma-inteligencia-perspicaz-nao-ficaria-69726" rel="noopener">mais antigo, que foi dedicado aos Vãos e às Vergas</a>, e ao que delas  escreveu, no século V, <em>o Pseudo Dionísio,</em> dito<em> o Areopagita </em>: </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p><span style="font-size: medium;">§ 5. – [333 B] <em>“Les verges indiquent le pouvoir royal, la souveraineté, la rectitude avec laquelle elles mènent toutes choses à leur achèvement (…) les équipements de géomètres et d’architectes, leur pouvoir de fonder, d’édifier et d’achever et, en général tout ce qui concerne l’élévation spirituelle et la conversion providentielle de leurs subordonnées. Il arrive aussi parfois  que les instruments avec lesquels on les représente symbolise [333 C] les jugements de Dieu à l’égard des hommes, les uns représentant les corrections disciplinaires ou les châtiments mérités, les autres le secours divin dans les circonstances difficiles, la fin de la discipline ou le retour à l’ancien bonheur, ou encore le don de nouveaux bienfaits, petits ou grands, sensibles ou intellectuelles. En somme une intelligence perspicace ne saurait être embarrassé pour faire correspondre les signes visibles aux réalités invisibles.”     </em> </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: medium;">Excerto proveniente de <em>Oeuvres Complètes du Pseudo-Denys L’Aréopagite</em>. Trad. Maurice de Gandillac, Éditions Montaigne, Paris 1943, p. 240.</span></p> <p> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Sobre este asasunto temos mais<em> posts, </em>que podem procurar ler, começando <a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/62364.html" rel="noopener">por este.</a></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Igualmente muito interessante, sem dúvida - e ainda sobre a imagem acima - o facto de em Aix-la-Chapelle, na <em>Capela Palatina</em> de Carlos <em>Magno, e</em>xistirem alguns destes <em> Arcos</em> ; </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Ou vãos, com o mesmo desenho tripartido. </span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:124436 primaluce 2020-02-01T00:00:00 ICONOTEOLOGIA - sim, como S. João Damasceno foi um dos seus maiores defensores 2020-02-02T15:59:54Z 2020-02-02T16:08:25Z <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><em>"... Não venero a matéria, mas o criador da matéria, que por mim se fez matéria."</em> </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 600px; padding: 10px 10px;" title="JoãoMansur.png" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb4186c12/21681088_mv2jy.png" alt="JoãoMansur.png" width="600" height="765" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">(imagem vinda <a href="https://www.bing.com/images/search?view=detailV2&amp;id=83CCF73C288664DE3CC9DC465BDB12B3A7564AF5&amp;thid=OIP.iiln8VlRcVECczJLemdm5gAAAA&amp;mediaurl=https%3A%2F%2Fimg00.deviantart.net%2Ff654%2Fi%2F2017%2F338%2Fa%2F6%2Fst__john_damascene_icon_by_theophilia-dbvqosr.jpg&amp;exph=510&amp;expw=400&amp;q=saint+john+damascene&amp;selectedindex=0&amp;ajaxhist=0&amp;vt=1&amp;ccid=iiln8VlR&amp;simid=608024861540485757" rel="noopener">daqui</a>)</span></p> <p style="text-align: center;"><a href="https://www.bing.com/images/search?view=detailV2&amp;id=83CCF73C288664DE3CC9DC465BDB12B3A7564AF5&amp;thid=OIP.iiln8VlRcVECczJLemdm5gAAAA&amp;mediaurl=https%3A%2F%2Fimg00.deviantart.net%2Ff654%2Fi%2F2017%2F338%2Fa%2F6%2Fst__john_damascene_icon_by_theophilia-dbvqosr.jpg&amp;exph=510&amp;expw=400&amp;q=saint+john+damascene&amp;selectedindex=0&amp;ajaxhist=0&amp;vt=1&amp;ccid=iiln8VlR&amp;simid=608024861540485757" rel="noopener">A ler</a><span style="font-size: 12pt;"> <a href="https://primaluce.blogs.sapo.pt/sera-que-o-mundo-evoluiu-como-leonardo-493063" rel="noopener">,</a></span><span style="font-size: 12pt;">  com passagens pelos 500 anos de Leonardo e como essa efeméride (à semelhança de outras anteriores) trouxe à luz trabalhos que fez e documentos pouco conhecidos. Sobre este (primeiro) defensor das imagens ler também:</span></p> <p style="text-align: center;"><a href="http://www.newadvent.org/cathen/08459b.htm" rel="noopener">www.newadvent.org/cathen/08459b.htm </a></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:123811 primaluce 2020-01-13T13:00:00 As Arcarias de San Juan de Duero, e a vontade de fazer passar - com a máxima força - um código visual: 2020-01-13T14:10:46Z 2020-01-13T14:12:52Z <p><span style="font-size: 12pt; font-family: courier new, courier, monospace;">Em nossa opinião estas arcarias são «altamente falantes», e portanto ICONOTEOLÓGICAS.</span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: courier new, courier, monospace;">E se por uns são atribuídas à <em>Cultura Islâmica</em>, outros referem tratar-se de uma obra românica.</span></p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: courier new, courier, monospace;">Para nós faz mais sentido, já que este tipo de <em>arcos entrecruzados</em> em geral é associado ao <em>Romanesque; </em>que é o equivalente do nosso estilo <em>Românico,</em> embora em Portugal não tenhamos conhecimento da existência de arcarias com este desenho/configuração.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: courier new, courier, monospace;">Como defendemos, desde 2001 - e perante as informações que o estudo do Palácio de Monserrate nos «deu» -, alguns povos, em geral os designados bárbaros, que quiseram entrar e fixarem-se no antigo <em>Império Romano;</em> esses povos serviram-se de sinais visuais, tradutores das ideias teológicas em que acreditavam, tendo originado assim iconografias muito próprias*, que usavam para marcarem as suas obras. </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: courier new, courier, monospace;">Tratavam-se de sinais que os identificavam enquanto povo(s), com um património cultural próprio, mas simultaneamente na sua vontade, que é notória, de pertença e integração numa região geográfica. </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: courier new, courier, monospace;">A região que, depois das decisões dos chefes políticos (o Imperador Constantino), se estava a cristianizar, cada vez mais (como se sabe, e veio a acontecer).</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt; font-family: courier new, courier, monospace;">Todas as fotografias seguintes vêm <a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Monasterio_de_San_Juan_de_Duero,_Soria,_Espa%C3%B1a,_2017-05-26,_DD_19.jpg#metadata" rel="noopener">da wikimedia commons,</a> pertencem a <span style="text-decoration: underline;"><strong>Diego Delso*</strong></span>*, e foram extraídas da primeira sendo todas adaptadas para este <em>post:</em></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 537px; padding: 10px;" title="SanJUanDeDuero-0.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7618d318/21665878_a7yFv.jpeg" alt="SanJUanDeDuero-0.jpg" width="860" height="278" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-family: courier new, courier, monospace;"><span style="font-size: 12pt;"><strong>License </strong><strong><a class="external text" href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/legalcode" rel="noopener nofollow">CC-BY-SA</a></strong></span></span></p> <p class="sapomedia images"><img class="editing" style="width: 587px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="SanJUanDeDuero-1.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be6175156/21665908_OcoYF.jpeg" alt="SanJUanDeDuero-1.jpg" width="760" height="302" /><img class="editing" style="width: 582px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="SanJUanDeDuero-3.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B20179f44/21665910_mC5Bj.jpeg" alt="SanJUanDeDuero-3.jpg" width="960" height="327" /><img style="width: 573px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="SanJUanDeDuero-4.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8e188f56/21665911_sSBsU.jpeg" alt="SanJUanDeDuero-4.jpg" width="960" height="322" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-family: courier new, courier, monospace; font-size: 12pt;">Acima, no rectângulo assinalado é claríssima a vontade de leitura de uma sobreposição. Para fazer passar (e portanto para se ler) - <span style="text-decoration: underline;"><strong>sublinhadíssima</strong></span> pela incisão de um sulco na pedra - a ideia do cruzamento de círculos.  </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-family: courier new, courier, monospace; font-size: 12pt;">Cruzamento que numa escrita ideográfica, permitia traduzir a ideia da proveniência do Espírito Santo, em simultâneo, do Pai e do Filho. Ideia que ficou registada para a História como FILIOQUE***.</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-family: courier new, courier, monospace; font-size: 12pt;">Por hoje, e para acabar - como se Arquitectura não tivesse sido no passado, mais do que é agora, uma ARTE VISUAL - repare-se na <span style="text-decoration: underline;"><strong>simbiose</strong></span> (falante, pois claro) emtre um arco ultrapassado e um arco quebrado</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 557px; padding: 10px;" title="SanJUanDeDuero-8.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1b1726d6/21666015_MDsi8.jpeg" alt="SanJUanDeDuero-8.jpg" width="960" height="317" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-family: courier new, courier, monospace; font-size: 12pt;">E enfim, sendo tanta a informação que se pode retirar de uma única fotografia, de uma série de arcos,... </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-family: courier new, courier, monospace; font-size: 12pt;">o melhor será continuar depois! </span></p> <p style="text-align: center;">~~~~~~~~~~~~~~~~~~</p> <p><span style="font-family: courier new, courier, monospace;"><span style="font-size: 12pt;">*Como é o caso das chamadas <em>Bandas Lombardas; e </em>neste exemplo trata-se do que também é conhecido como <em>Normando-Gothico</em> <br /></span></span></p> <p><span style="font-family: courier new, courier, monospace;"><span style="font-size: 12pt;">**Autor original: "<em>Credit me as the original author and use the same license. To do so add "<strong>Diego Delso, <a class="external text" href="http://delso.photo" rel="noopener nofollow">delso.photo</a>, License <a class="external text" href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/legalcode" rel="noopener nofollow">CC-BY-SA</a></strong>" legibly next to the image."</em></span></span></p> <p><span style="font-family: courier new, courier, monospace;"><span style="font-size: 12pt;"><span style="font-family: courier new, courier, monospace;"><em>***</em>De tudo isto já escrevemos, e não foi pouco, no nosso livro dedicado a Monserrate - <em>Monserrate, Uma Nova História -</em> como se pode ver no Cap. I, pp.27-49, no Cap. II, pp. 60-74, no Cap. III, pp. 106-123, e na Sintese Final pp. 156 em diante. </span> </span></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:123644 primaluce 2019-12-22T14:30:00 A ICONOTEOLOGIA na base da tectónica (defendemos nós) 2019-12-22T14:42:46Z 2019-12-23T16:27:01Z <p><span style="font-size: 12pt;">Estou a pensar (sim, para ver como hei-de expôr este tema complicado...) e é na última VISITA GUIADA {<a href="https://www.rtp.pt/play/p5656/e443819/visita-guiada" rel="noopener">https://www.rtp.pt/play/p5656/e443819/visita-guiada</a>}, dedicada às abóbadas algarvias de Fuzeta, e aos seus desenhos. </span></p> <p><br /><span style="font-size: 12pt;">Sendo altamente curioso, que seja mesmo no fim do programa, que se diga o que todas essas abóbadas têm em comum, apesar dos materiais diferentes e até das tecnologias construtivas também diferentes... (algo de celestial!)</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img style="width: 760px; padding: 10px 10px;" title="Tecto FUZETA.bmp" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bdf1701a6/21651534_4ZbNp.jpeg" alt="Tecto FUZETA.bmp" width="760" height="361" /></span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Por isso, na nossa posição (teórica, diferente da que foi exposta no dito programa, pela arquitecta Mafalda Pacheco), o que vemos e defendemos, é que aconteceu exactamente ao contrário: </span></p> <p style="text-align: justify;"><br /><span style="font-size: 12pt;">É logo no início, que se percebe o facto de ter existido uma ICONOTEOLOGIA, que desenhou todas essas abóbadas. </span></p> <p style="text-align: justify;"><br /><span style="font-size: 12pt;">Válido mesmo para as abóbadas chamadas "de Vela", ou as "de Barrete de Clérigo" (ou até para as mais simples, quer sejam apenas esféricas ou cilíndricas). </span></p> <p style="text-align: justify;"><br /><span style="font-size: 12pt;">Porque sim! É o que constatamos depois de longas análises*.</span><br /><span style="font-size: 12pt;">É notório que todas têm/tiveram uma génese comum: e na verdade, uma vontade de reprodução do céu, ou, da abóbada celeste. Em duas palavras - INVOCAR DEUS</span></p> <p style="text-align: justify;"><br /><span style="font-size: medium;">Assim - e voltando ao Programa da RTP - estamos perante técnicos que são muito estudiosos e muito sábios, talvez a trabalharem para as Câmaras Municipais (?)  mas que, lamentavelmente para eles, a regra é, ainda, a de fazer subordinar o mecânico ao conceptual. </span></p> <p style="text-align: justify;"><br /><span style="font-size: 12pt;">Aliás, também a História da Arte - que é a «grande culpada» de esta visão ainda prevalecer continua a ir atrás disso: </span></p> <p style="text-align: justify;"><br /><span style="font-size: 12pt;">Não vendo que as diferentes «tectónicas» (ou as técnicas construtivas) se adaptaram - seguindo uma máxima de que S. Paulo falou... - para produzir as formas que, por si só, eram já elas significantes.</span></p> <p style="text-align: justify;"><br /><span style="font-size: 12pt;">Claro que esta é uma teimosia ou persistência muito nossa, que havemos de provar..., e já faltou bastante mais tempo, para isso acontecer! </span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Donde, por aqui, e como em toda a parte - e para todos - SAUDINHA É O QUE DESEJAMOS!</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">* Talvez menos <em>gestalt</em> - ou de uma visão geral -, e sobretudo muito mais analíticas. I. e., no sentido da percepção (que cada um apreende para si) que o todo pode induzir a uma leitura diferente daquela que se pode fazer: mais rica, quando lemos as várias partes que constituem esse mesmo todo.</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:123342 primaluce 2019-12-08T17:00:00 Um dia incrivelmente inspirador: 2019-12-08T17:28:31Z 2019-12-08T17:36:44Z <h3><span style="font-size: 12pt;">Senão exactamente hoje, pelo menos foi-o no passado, e quase se pode dizer que o foi durante dois milénios</span></h3> <h3><span style="font-size: 12pt;">O culto da <em>Virgem Imaculada, </em>ou <em>Imaculada Conceição</em>  - muito frequentemente representada como uma <em>concha  </em>(mas não só, porque há outras representações) <em>-,</em> começou no Oriente tendo-lhe sido dado o título de <em>Theotokos, </em>o qual é explicado como <em>Mãe de Deus</em></span></h3> <p><span style="font-size: 12pt;"><em>"Theotokos - Mother of God (used in the Eastern Orthodox Church as a title of the Virgin Mary).</em></span><span style="font-size: 12pt;"><em>"the love poured into the Theotokos to enable her to love so fully in her turn"</em></span></p> <p><span style="font-size: 12pt;"><em> (...) ORIGEM</em></span><span style="font-size: 12pt;"><em>from ecclesiastical Greek, from theos‘god’ + -tokos‘bringing forth’. "</em>(*)</span></p> <h3><span style="font-size: 12pt;">Numa enciclopédia <em>on line</em> pode-se ler:</span></h3> <p><span style="font-size: 12pt;"><em>"The title of Mother of God (Greek: Μήτηρ (του) Θεοῦ) or Mother of Incarnate God; abbreviated </em>ΜΡΘΥ<em>, Latin Mater Dei) is most often used in English, largely due to the lack of a satisfactory equivalent of the Greek τόκος / Latin genetrix. For the same reason, the title is often left untranslated, as "Theotokos", in Orthodox liturgical usage of other languages." </em>(**)</span></p> <h3><span style="font-size: 12pt;">Não é muito comum encontrar-se, mas as letras gregas (<span style="text-decoration: underline;"><strong>ΜΡΘΥ</strong></span>) do texto acima, foram algumas vezes usadas - em trabalhos que hoje vemos como arte -, para referir/indicar/tornar presente aquela a que, na nossa cultura, normalmente é designada por "<em>Nossa Senhora"</em>.</span></h3> <h3><span style="font-size: 12pt;">Este culto nascido no Oriente foi sucessivamente ampliado, sendo que, em 25 de Março de 1646 o rei D. João IV a proclamou Rainha de Portugal. </span></h3> <h3><span style="font-size: 12pt;">Mais tarde, c</span><span style="font-size: 12pt;">om D. João VI, vários reis católicos (da Europa) pediram ao papa que fosse declarada <em>Imaculada Conceição.</em></span></h3> <h3><span style="font-size: 12pt;">No site da <a href="http://paroquiaqueijas.net/portal/evangelizacao/tempo-de-oracao/maria/282-portugal-e-a-imaculada-conceicao" rel="noopener">Paróquia de S. Miguel de Queijas</a>  encontra-se informação mais completa:</span></h3> <blockquote> <p><span style="font-size: 12pt;"><em>"Em Portugal, a bula Ineffabilis Deus de 1854, com a definição, precisava, para ser publicado oficialmente, de beneplácito régio, que o soberano não podia conceder sem a aprovação das duas Câmaras. O Ministro da Justiça conseguiu-a finalmente, após duas sessões de três horas cada uma na Câmara dos deputados e após uma sessão de duas horas na Câmara dos Pares. Por fim, D. Fernando, regente em nome de quem viria a ser D. Pedro V, pôde conceder o beneplácito a 16 de Março de 1855. Foi publicado a bula no Diário do Governo."</em></span></p> </blockquote> <h3><span style="font-size: 12pt;">Para além deste, de hoje (e pela sua imensa relevância na história da arte), já lhe dedicámos outros <em>posts,</em> como é possível confirmar***.</span></h3> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img class="" style="width: 624px; padding: 10px;" title="Theotokos-JDalarun-c.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bbd17f94e/21639270_qHMnH.jpeg" alt="Theotokos-JDalarun-c.jpg" width="780" height="553" /></p> <h3><span style="font-size: 12pt;">Por fim, e voltando à designação <em>Thetokos</em> que também está na imagem acima (<a href="https://www.fayard.fr/divers/le-moyen-age-en-lumiere-9782213613970" rel="noopener">excerto vindo de Jacques Dalarun</a>), é importante dizer que esta designação - e a ideia da <em>Virgem</em> como sendo <em>Mãe de Deus</em> - por ser «ideia complexa» também gerou as maiores controvérsias. As quais levaram, inevitavelmente, a  diferentes «noções» sobre Cristo (ou <em><span style="text-decoration: underline;">o seu conhecimento</span></em> - como em geral preferimos dizer).</span></h3> <h3><span style="font-size: 12pt;">O mesmo "<em>conhecimento de Deus</em>", e de Cristo - que esteve na raiz de algumas heresias e depois de alguns dogmas; todo um conjunto de ideias que por ser difícil de traduzir  em palavras frequentemente foi posto em esquemas e imagens de raiz geométricos<br /></span></h3> <h3><span style="font-size: 12pt;">O texto seguinte que seleccionámos - a abrir um sub-capitulo de <em>La Vierge Marie</em>, por Jean Guitton (Éditions Montaigne, Paris 1957, ver p. 105) - e que apesar de ser um excerto muito curto já prova a complexidade e as subtilezas a que nos referimos:</span></h3> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 625px; padding: 10px;" title="Image0134-c.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2218dc64/21639276_iDjzk.jpeg" alt="Image0134-c.jpg" width="760" height="258" /></p> <h3 style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">  </span><span style="font-size: 12pt;">*Como se pode <a href="https://www.bing.com/search?q=the+meaning+of+thetokos&amp;form=EDGSPH&amp;mkt=pt-pt&amp;httpsmsn=1&amp;msnews=1&amp;plvar=0&amp;refig=ee9909b1faa44fa685a9fbb43198f54a&amp;PC=HCTS&amp;sp=-1&amp;pq=the+meaning+of+thetok&amp;sc=0-21&amp;qs=n&amp;sk=&amp;cvid=ee9909b1faa44fa685a9fbb43198f54a" rel="noopener">ler aqui</a> </span></h3> <h3 style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">** Em <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Theotokos" rel="noopener">https://en.wikipedia.org/wiki/Theotokos</a></span></h3> <h3 style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">*** O último em <a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/sim-as-imagens-falam-defendemos-que-118202" rel="noopener">Maio de 2019</a>; e um dos primeiros <em>posts</em> (embora algumas destas referências já estejam publicadas no nosso livro, dedicado ao Palácio de Monserrate) foi <a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/sim-as-imagens-falam-defendemos-que-118202" rel="noopener">em 2014</a>. Ver ainda o <a href="https://primaluce.blogs.sapo.pt/ja-tratado-em-369413" rel="noopener"><em>post</em> de Fev. de 2017</a></span></h3> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:123017 primaluce 2019-11-08T15:00:00 Vindo do Facebook, onde foi publicado em 30 de Julho 2019-11-08T15:41:53Z 2019-11-08T15:41:53Z <p><span style="font-size: 12pt;">É este <a href="https://www.facebook.com/gloria.azevedocoutinho.7/posts/633577977148138" rel="noopener">o <em>post</em></a>  onde a <a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10215241154482459&amp;set=gm.2321850341183888&amp;type=3&amp;theater" rel="noopener">fotografia seguinte de Jorge Maio</a> fez toda a diferença.</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img style="width: 612px; padding: 10px 10px;" title="Igreja-ConvtºJesus-Aveiro-Jorge-Maio.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bcc181638/21607978_n8uCv.jpeg" alt="Igreja-ConvtºJesus-Aveiro-Jorge-Maio.jpg" width="612" height="860" /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Ou, melhor dizendo, mais do que alguma diferença, o nosso <em>post</em> nasceu num ímpeto, causado pela visão de uma fotografia fantástica: </span></p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Já que conhecemos iconografia semelhante em tumulária, em livros (<em>Grammar of Ornament,</em> de Owen Jones), e agora também em grades/guardas de uma ponte em Londres</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:122610 primaluce 2019-10-14T15:00:00 Para ler com mais atenção (e nós também), porque são temáticas complexas 2019-10-14T15:37:53Z 2019-10-14T15:51:22Z <p><span style="font-size: 12pt;">Já que, pareceu-nos, mas há que ler melhor, porque <a href="https://amusearte.hypotheses.org/3612?fbclid=IwAR2xlxff9gWUDxmRhWEuwOFHNQaI6BZvwT-Jko6sVGwhQbrMuV0FHnL4TSw" rel="noopener">este artigo sobre museologia</a> também tem muito do que foi a transição desde um tempo de ideias antigas e mais tradicionais relativas à Religião (e sua Arte), até aos dias de hoje:</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Como de 1917 se foi chegando a 2019. Cerca de 102 anos da história de Fátima, que neste contexto muito específico, também nos dão uma imagem do país; concretamente do ponto de vista artístico.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Aliás, é uma das frases que se pode ler nesse artigo: <em>“...inesperadas ligações entre diferentes estéticas.”   </em>Pois, também não admira! - dizemos nós - , porque foi o que mais aconteceu nestes últimos 102 anos.</span></p> <p><span style="font-size: 12pt;"> E sim, alterações estéticas, que se podem pôr em sequência, sendo interessantíssimo vê-las a evoluir. Concretamente a simplificação das imagens, o passar a um híbrido em que algumas partes ainda se lêem (e outras se tornam quase ilegíveis...)<em><br /></em></span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">E isto, ou este assunto posto assim (quase como se a História tivesse sido um <em>work in progress</em>) toca-nos muito especialmente, lembrando o que era o plano da nossa tese de doutoramento, e o respectivo desenvolvimento que ainda não esquecemos.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Ou seja, como por um caminho  de 2000 anos – ou melhor, desde 325 d. C à época actual - em sucessivas transformações da <em>História,</em> se tornou notório o modo como foram «secando» as fontes* da <em>Iconografia Cristã.</em></span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">A ponto de alguém – neste caso Alain Besançon  (e concretamente em 1994, por isso a imagem abaixo, que é aqui associada) – se referir a uma proibição da imagem** (<em>L'image interdite </em>).</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 476px; padding: 10px 10px;" title="Besançon-ImageInterdite.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2418aadf/21582626_dRz3L.jpeg" alt="Besançon-ImageInterdite.jpg" width="476" height="720" /></p> <p><span style="font-size: 12pt;">E aqui faríamos ainda uma outra nota de rodapé - mas há que economizar, e avançar mais depressa - dizendo simplesmente que (é a nossa opinião), <span style="text-decoration: underline;"><strong>em geral</strong></span>, e retirando casos específicos, mais conhecidos, as imagens não foram proibidas, censuradas ou afastadas. </span></p> <p><span style="font-size: 12pt;">Segundo cremos - e na aproximação temporal àquilo a que se chama <em>Arte Contemporânea,</em> foi «a evolução do mundo», e das ideias, que prescindiu do seu emprego. </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Não as quis mais, pois em grande parte a <em>Cultura Ocidental</em> - onde essas imagens nasceram (por terem sido necessárias) - ; a nossa cultura laicizou-se. E nesse processo (de laicização) muitas das referidas imagens morreram.  </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Mais, abreviadamente, considera o autor (Alain Besançon), que inclusivamente se tratou de uma evolução/progressão em direcção a um iconoclasmo crescente.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Claro que aqui continuamos no simples <em>Parecer</em> (deixado logo na primeira linha), porque, simultaneamente, também nos parece que o dito <em>Iconoclasmo,</em> tantas vezes, é só (ou sobretudo) aparente:</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Insiste-se: É que por muitos esquecimentos e desconhecimentos, também ainda há imagens que, para a maioria de nós, os seus referentes, são, simplesmente, insignificantes e abstractos.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Isto é, os supostos referentes – ou o significado de cada palavra (se se tratassem de textos escritos) – nas alusões que essas imagens fazem; elas, as referidas alusões, por não serem tão directas, nem tão eficazes, quanto conseguem sê-lo as imagens a que chamamos <em>naturalistas, realistas</em> (ou até designamos por <em>icónicas</em>); por isso são supostas insignificantes. O que pode não ter acontecido... (i. e., não ter havido vontade de abstracção) <em><br /></em></span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Concluindo, e desta exposição em Fátima <span style="text-decoration: underline;"><strong>que não fomos ver,</strong></span> relativa a um arco de tempo em que muito mudou (concretamente na Arte); sobre o que se passou nessa evolução, claro que continuamos sem respostas definitivas: cheios de dúvidas...<br /></span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Parecendo embora, ser este mais um exemplo, da transição de um tempo em que a Arte se fazia de imagens com «referentes de tradução directa»; para um outro tempo em que a imagem só aparentemente é que é abstracta***.</span></p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~</span></p> <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">*Quer as motivações para fazer as obras, quer os motivos (desenhos, ornamentos) para pôr nas mesmas.</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">**E claro que escrevemos isto por pensarmos que A. Besançon não viu, em muitos exemplos,  imagens que de facto existem, mas que para ele não têm significado; e portanto, como se não existissem, não conta com elas e não as analisa. Mas, casos há, em que por vezes os autores se referem a <em>imagens geométricas. </em>Servindo este epíteto apenas para dizer que há superfícies preenchidas; embora isso, ou o nada, fosse quase o mesmo, para o autor que escreveu.    </span></p> <p> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Do que lemos, A. Besançon supõe-as completamente abstractas, por não saber de certas correspondências, <a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/uma-inteligencia-perspicaz-nao-ficaria-69726" rel="noopener">que até já no século V-VI tinham sido mencionadas pelo designado Dionísio, o <em>Pseudo-Areopagita </em></a>. Mais um, ou outro sub-tema desta enorme e complexa questão, de que já escrevemos, várias vezes.</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">*** Como se fossem arbitrárias as significações que lhes atribuem; houvesse uma total abertura na exegése (por não haver correspondências únicas), ou, por fim, como se nunca tivesse havido alguma correspondência entre imagem e ideia.<br /></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:122366 primaluce 2019-10-12T12:00:00 Sobre a representação visual do FILIOQUE: Que várias instituições da Universidade de Lisboa não queiram reconhecer o que aconteceu... 2019-10-11T11:59:26Z 2019-10-14T15:15:49Z <p><span style="font-size: 12pt;">... isso é um problema das mesmas ou do MINISTÉRIO DA CIÊNCIA e do ENSINO SUPERIOR?</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">E também ainda do MINISTÉRIO DA CULTURA?</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;"><span style="text-align: left; color: #000000; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; text-decoration: none; word-spacing: 0px; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; float: none; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #ffffff;">Que responda quem quiser... </span></span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Se a <span style="text-decoration: underline;"><em><strong>autonomia científica</strong></em></span> serve para destruir as investigações e a aquisição de graus académicos - por quem investiga e chega a resultados; para a pretexto da referida <span style="text-decoration: underline;"><strong><em>autonomia científica</em></strong></span> se poderem perpetuar à frente dos Institutos de História da Arte (IHA) os mais medíocres? Obviamente que se é assim...? Então o assunto deixa de ser de cada uma das instituições, passando, hierarquicamente, a quem está acima das mesmas.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Portanto, cabe aos Governos, e em última analise aos responsáveis dos mesmos, avaliarem da honestidade dos que estão à frente de Instituições, a quem concedem a referida autonomia científica e pedagógica  </span></p> <p> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">imagem vinda de: <img style="width: 900px; padding: 10px 10px;" title="Filioque.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1a1875a3/21579821_torP8.jpeg" alt="Filioque.jpg" width="900" height="507" /><a href="https://fr.wikipedia.org/wiki/Querelle_du_Filioque#/media/Fichier:Filioque.JPG" rel="noopener">https://fr.wikipedia.org/wiki/Querelle_du_Filioque#/media/Fichier:Filioque.JPG</a></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Tendo esta imagem a imensa qualidade (como várias outras que se podem ver numa obra dirigida por Jacques Dalarun) de exprimir iconicamente (transparente e com toda a clareza), aquilo que em geral ninguém tem visto na<em> Intersecção de Dois Círculos</em>, na <em>Mandorla,</em> no<em> Símbolo do Infinito</em>. E ainda no <em>Arco quebrado caracteristico do Estilo Gótico</em>, como desde 2002 estamos a defender*.</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">O que aliás nos permitiu fazer um trabalho que nos deu a imensa gratificação de uma pesquisa honesta e bem feita. E onde a IDEIA do FILIOQUE (expressa na imagem acima) foi explicada, na sua tradução geométrica, e como frequentemente apareceu nas obras (exemplo do túmulo de Egas Moniz)</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img style="width: 493px; padding: 10px 10px;" title="FilioqueGeométrico.jpg" src="https://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B04185ea4/21579845_aiBoZ.jpeg" alt="FilioqueGeométrico.jpg" width="493" height="903" /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">~~~~~~~~~~~~~~</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">*Em suma, razão para ser PROSCRITA num país de invejosos, retrógrados e medíocres</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:121725 primaluce 2019-10-08T11:00:00 As sínteses visuais de Henri Matisse 2019-10-11T10:57:31Z 2019-10-11T11:01:01Z <p><span style="font-size: 12pt;">Quando Fernando António B. Pereira nos dizia: "<em>Glória, Não vai fazer uma História da Arte</em>", então estava ainda (tão) longe destas novas <em>trouvailles.</em></span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Mas, sabíamos que valeria a pena continuar, pois não era só na Iconografia antiga que poderiam surgir informações (e confirmações) do que estivera para trás. </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Já nos tínhamos apercebido - como se uma parte da História da Arte, ou, com mais rigor da <em>Iconologia</em> - estivesse parcialmente escondida. E a mesma nem sempre fosse visível, em todas as épocas; ou em cada época, nas obras mais acessíveis desse período (e que hoje se conhecem). </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Por exemplo o <em>Quadrifolio</em> de que já várias vezes escrevemos, aparece depois da «fase mais intensa» do <em>Gótico,</em> parecendo ser uma imagem emblemática* do Renascimento </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img style="width: 396px; padding: 10px 10px;" title="IMG_20190920_152028-d.jpg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B2e17ca19/21562656_i4nhB.jpeg" alt="IMG_20190920_152028-d.jpg" width="396" height="963" /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img style="width: 400px;padding: 10px 10px;" title="IMG_20190920_152137-c.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6e18f86f/21562654_fEkUa.jpeg" alt="IMG_20190920_152137-c.jpg" width="400" height="645" /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Os <em>quadrifolios</em> de Matisse, apesar de simplificados (relativamente a <a style="text-align: justify; color: #0066cc; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: Roboto,Helvetica,Arial,sans; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; text-decoration: underline; word-spacing: 0px; white-space: normal; box-sizing: border-box; orphans: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px;" href="https://primaluce.blogs.sapo.pt/115632.html" rel="noopener">este</a> - típico <em>quadrifolio</em> renascentista), têm ainda a ver, e como também (nós**) defendemos, com a origem do arco que ficou conhecido como <em>serliana.</em></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">* Embora como defendemos seja sobretudo, <em>emblema,</em> ou representação alusiva, da Mãe de Deus. Por isso (talvez de certo modo ligada - como se uma <em>flor</em>? fosse exclusiva) ao feminino. De qualquer modo, sublinhe-se o que escrevemos (e para os que adoram <em>viver na minha peugada</em>)<em>- </em>é uma dedução da arquitecta Glória Azevedo Coutinho. E portanto mais uma daquelas que irritam os típicos retrógrados portugueses, incapazes de aceitarem  uma mentalidade mais livre, com visões próprias ...</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">**Note-se que nunca em nenhum autor encontrámos esta afirmação, embora para nós faça todo o sentido, do ponto de vista «mecânico». O que se descobre (praticamente constante), na passagem das formas a que chamamos IDEOGRAMAS, quando geram ARCOS. Dito de outro modo, na passagem do <span style="text-decoration: underline;"><strong><em>modelo emblemático</em> ao <em>suporte estrutural.</em></strong></span></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;"> </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Acontece porém que explicar isto pode não ser muito fácil, o que exigiria aulas (por ser um exercício característico de um arquitecto), ou um contacto «ao vivo», por exemplo em aulas.</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Por fim, e sobre <em>As sínteses visuais de Henri Matisse, </em>temos mais alguns materiais, quem sabe se para outros <em>posts</em>?</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:121048 primaluce 2019-08-27T12:00:00 Este último artigo postado em Primaluce, deveria ter vindo para aqui 2019-08-27T11:47:05Z 2019-08-27T11:47:05Z <p><span style="font-size: 12pt;">Quem conhece a nossa vontade de distinção, entre as primeiras ideias e as mais genéricas para o nosso <em>blog</em>  Primaluce, e as mais especificas para o <em>blog</em>  que se intitulou ICONOTEOLOGIA; quem estiver nessa situação, pode perguntar porque é que o último artigo <em>postado</em> em Primaluce não veio para aqui?</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Se perguntar tem razão, pois nem sempre a <span style="text-decoration: underline;"><em><strong>pressa de escrever</strong></em></span>  nos torna mais lúcidos...</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">A luz (que é percepção dos nossos erros) pode vir só depois, como aconteceu neste caso, e assim aqui estamos, a trazer <a href="https://primaluce.blogs.sapo.pt/o-conhecimento-de-deus-divisoes-477953" rel="noopener">o último escrito para o lugar</a> onde deve estar, e onde devia ter nascido.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Mas, algumas reacções - que é mais fácil acontecerem no <em>facebook</em> - também enriquecem as nossas ideias. Por isso decidimos, transpô-las, igualmente:</span></p> <blockquote> <p><span style="font-size: 12pt;"><a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=649775215528414&amp;set=pcb.649783702194232&amp;type=3&amp;__tn__=HH-R&amp;eid=ARBMihTTGaqPPFvEUJLdumsp0K3aimI1bFN2_CGONwbfcB8_BFhC49iJPLgf8EB8Fh9UrGQCMuB7CmTs" rel="noopener">1º caso, introdução no facebook</a></span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">2º caso, a uma pergunta de uma leitora - Catarina Rosenbusch Erhard - "<em>E a seta nunca indicaria circulação ? </em><em>Nem possibilidade de se dirigir do Espírito para o Filho ?"   </em></span></p> <p> </p> </blockquote> <p><span style="font-size: 12pt;">Respondemos assim:</span></p> <p> </p> <blockquote> <p><span style="font-size: 12pt;">"<em>Posso responder que a questão é muitíssimo complexa. Do Espírito para o Filho, e do Filho para o Espírito, tudo foi/é possível. É Teologia Cristã (que está na base da Arte europeia). Quando um sinal posto numa obra de Arte tem várias leituras - diz-se que é polissémico - resulta portanto que a obra de Arte, tal como a Bíblia, é passível de uma exegese (quase bíblica). No nosso caso, bem possível, sou arquitecta não sou teóloga, mas admito ainda vir a estudar teologia, com orientação, para poder ir mais longe. De qualquer forma, na badana do meu livro sobre Monserrate, agradeci a Ana M. Castelo Jorge da UCP o apoio que nessa altura me estava a dar, como co-orientadora, do que iria ser a tese de doutoramento. Essa Professora está agora na direcção da Fac. de Teologia da Univ. Católica, de Lisboa. A sua pergunta é lá que pode ser melhor respondida... Obrigada pelo interesse"</em></span></p> </blockquote> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">No entanto, ao ter a noção que se podia ir mais longe na responta, acrescentou-se:</span></p> <p> </p> <blockquote> <p><span style="font-size: 12pt;"><em>"E ainda acrescento, que a melhor forma (na minha opinião) de traduzir visualmente a relação íntima entre o Pai e Filho, e como dos dois procede o Espírito [ver no Evangelho de S. João 15, 26, e ainda S. João 16, 13-15], é a do esquema que durou séculos: a intersecção de 2 círculos. Esquema que por sua vez originou a MANDORLA (que está no «estilo» protogótico), e depois o ARCO QUEBRADO que é característico do estilo gótico".</em></span></p> <p> </p> </blockquote> <p><span style="font-size: 12pt;">Por outro lado, o mesmo <em>post</em> tinha passado da página pessoal para a de um Grupo - <em>Arte, Museus e Património - </em>o que nos levou a comentar «probleminhas» que temos tido nalguns dos nossos <em>posts:</em></span></p> <p> </p> <blockquote> <p><span style="font-size: 12pt;"><em>"Agradeço à Dália que aprovou este nosso post, para publicação. Caso continuasse suspenso, como há dias sucedeu com um outro (sem que tenha sabido se acabou publicado ou não?), seria caso para pensar que o bullying e os «métodos-para-excluir» da Universidade de Lisboa se tinham mudado para aqui. Métodos de Profs que julgam que esconder e não divulgar (depois de terem aprovado ou dado a nota máxima...) são solução válida para conservar o conhecimento, em caixas herméticas, e impedirem assim que haja evoluções. Este post que escrevi ontem, quase 17 anos depois de ter percebido como anda errada a História da Arte; "trouvaille" obtida a investigar a Arquitectura do Palácio de MONSERRATE (Sintra): este post, digo, é mais uma das provas daquilo que o conhecimento artístico tem que se desenvolver e evoluir, em investigação e conhecimento. Mais, há dias fui contactada por alguém, que se apercebeu, pelos meus blogs e posts (a sorte de haver internet), ter defendido uma tese cujos temas - na relação entre Arte e Filosofia - se aproximam muito das ideias que venho a defender. Só que, se me tenho mantido - mas felizmente, não com a ferocidade arrogante dos doutores profs, da UL! - se tenho sido resistente, é porque 'thanks GOD' as minhas convicções têm lógica e bases científicas. Serão muito interdisciplinares? Sim, são. Como a Arquitectura sempre o foi. Leiam Vitrúvio..."</em></span></p> </blockquote> <p><span style="font-size: 12pt;">Terminamos com o que se considera extremamente simpático - porque vale a pena estar nas redes sociais com uma <span style="text-decoration: underline;"><em><strong>temática cultural</strong></em></span>  que sabemos ser razoavelmente inovadora - vindo da mesma leitora:</span></p> <blockquote> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><em>"Do interesse da circulação e da intersecção dos saberes :) <br />Grata pelas seus esclarecimentos."</em></span></p> <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 18pt;">Claro que também nós estamos extremamente agradecidos</span></p> </blockquote> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:120112 primaluce 2019-07-30T00:00:00 Será tudo Heráldica? 2019-07-29T15:56:08Z 2019-08-06T15:35:49Z <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Como parece poder concluir-se de um livro que nos chegou às mãos. </span><span style="font-size: 12pt;">Ou, sobretudo do Programa <em>Visita Guiada</em> da RTP2, como <a href="https://primaluce.blogs.sapo.pt/o-palacio-da-vila-de-sintrauma-474807" rel="noopener"><span style="text-align: left; color: #000000; text-transform: none; line-height: 31.72px; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: Roboto,Helvetica,Arial,sans; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; text-decoration: none; word-spacing: 0px; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; float: none; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: transparent;">aqui</span></a> podem ver. </span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Sabemos que não são muitos os que aqui vêm, e embora tenhamos criado este <em>blogue</em> para divulgar a noção de que muitas imagens da Arte são de origem religiosa cristã - e por isso adoptámos esta designação (<a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/" rel="noopener">ICONOTEOLOGIA</a>) inventada pelo Pe. Eugenio Marino. </span><span style="font-size: 12pt;">No entanto, o nosso primeiro <em>blog</em> que foi <a href="https://primaluce.blogs.sapo.pt/" rel="noopener">PRIMALUCE</a>, esse continua a ser mais conhecido e mais visitado.</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">De qualquer forma este <em>blog</em> já existe desde 2012, com o propósito de divulgar Iconografia que <span style="text-decoration: underline;"><strong>é empregue na Arte</strong></span>, e cuja génese temos vindo a encontrar, directamente relacionada com textos da Teologia Cristã.</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Podem ser textos bíblicos, ou excertos da <em>Patrologia</em> (<a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/uma-inteligencia-perspicaz-nao-ficaria-69726" rel="noopener">ver este exemplo do século V-VIº</a>), mas também orações  (o <em>Pai Nosso</em>, o <em>Credo</em>) cujas palavras desenharam não apenas o <em>imaginário mental </em> - dentro da "<em>caixa negra"</em> que é o cérebro de cada um -, mas que também foram adaptados, e se podem ver em inúmeras obras realizadas. Pois foram transpostos para as mais variadas matérias e suportes, e nalguns casos com essas imagens a funcionarem como verdadeiras <em>legendas.</em></span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Assim hoje temos centenas de imagens (algumas postas <em>on line</em>, várias fotografias, mas também muitas que as desenhámos); em resumo, inúmeras imagens difíceis de organizar por categorias. </span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Isto é, difíceis de separar segundo as categorias, hiper-delimitadas e a corresponderem às áreas cientificas que estão definidas pela Agência A3ES. Ou, como também pretendia, muito «metodologicamente», o nosso orientador do doutoramento!</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Deste modo temos que dizer que a palavra <em>Heráldica</em> podendo parecer uma solução simples, para designar/nomear essas mesmas categorias, é em simultâneo demasiado redutora. Porque irá afastar (atirando para o lixo, ou para que outra área?) muitos materiais iconográficos que continuam livres. E que continuarão a circular e a serem aplicados, nas mais variadas áreas da «comunicação visual» (sem limites, e sendo ao mesmo tempo muitíssimo polissémicos...).</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Isto é, da comunicação visual que se vai fazendo através de sinais que não correspondem a sons ou a fonemas.</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Como lhes chamamos desde 2002, muitos desses sinais postos na Arte - e <strong><span style="text-decoration: underline;">principalmente na Arquitectura</span></strong>, em que este tema nos interessa (sublinhe-se) - esses sinais eram como IDEOGRAMAS. </span><span style="font-size: medium;">Ou seja, tinham alguma correspondência a ideias - e não a sons - como acontece com as palavras.</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">E já agora, acrescente-se, mesmo que esses ideogramas estivessem em obras gráficas, com dimensões da ordem dos 2-3 milímetros, ou até menos, desde que fossem visíveis; mas podendo, em alternativa, ir até aos mais de 60 metros, como têm os <em>arcos quebrados</em> do Aqueduto das Águas Livres, no Vale de Alcântara. </span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Assim no fim deste <em>post</em> poderão perguntar-nos - e é possível, pois talvez já se tenha dito assim...? - se os Arcos do Aqueduto verdadeiramente, são mais "<em>estruturais"</em> ou mais "<em>heráldicos"</em> <strong>? </strong></span><span style="font-size: medium;">E na verdade (para mim) essa resposta fica dificílima...</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Porque D. João V fez o <em>Aqueduto*,</em> numa época em que já se conhecia <em>o sistema de vasos comunicantes.</em> Será que o fez sobretudo por uma questão de visibilidade, que quis dar, ao <em>Arco Quebrado, </em>e às formas da <em>arquitectura gótica</em>? Formas que passaram a empregar-se, com enorme frequência, na <em>Inglaterra protestante</em> (e é chamado <em>Revivalismo do Gótico</em>).</span></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">O que, como supomos, não aconteceu por uma razão de moda, e à semelhança dos fenómenos da actualidade  - qual cansaço em relação aos estilos anteriores... -, mas sim por razões de identificação religiosa** (separando os países que seguiram as ideias de Lutero, para a necessidade de Igreja se "<em>reformar", </em> dos países que seguiram Roma na designada <em>Contra-Reforma</em>).   </span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;">Voltamos à pergunta do título: </span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;">Será tudo <em>Heráldica?</em> Ou estamos perante <em>Sistemas de Sinais</em> que devem ser mais estudados e  conhecidos, já que existem em diferentes contextos, ou «linguagens»? </span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;">Depois de estudados, e se for necessário (?), podem então ser arrumados em classes e categorias... </span></p> <p style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 655px; padding: 10px;" title="SISTEMAdeSINAIS-170ppp.jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc317a62c/21520592_3zq34.jpeg" alt="SISTEMAdeSINAIS-170ppp.jpg" width="861" height="516" /></p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">*Só que os referidos <em>Arcos</em>, e pela menor agressividade (sísmica) que o terramoto de 1755 teve no Vale de Alcântara; o Aqueduto por ter ficado quase incólume, veio assim a contribuir para se reforçar, ainda mais, a noção da capacidade de resistência estrutural do <em>arco quebrado. </em></span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><span style="font-family: courier new,courier,monospace; font-size: 12pt;"><span style="font-size: medium;"><span style="text-align: justify; color: #000000; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; text-decoration: none; word-spacing: 0px; display: inline !important; white-space: normal; orphans: 2; float: none; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: transparent;">**Mas tornando-se, nalguns casos, posteriormente, num fenómeno de moda. E de tal modo, que ainda agora a Historiografia da Arte considera (e referimo-nos em especial ao <em>Revivalismo Gótico</em>)<em>, </em>um típico fenómeno de moda. Não tendo (ainda) colocado a questão, ou a hipótese, de alguns revivalismos se relacionarem com "expressões nacionais"... <br /></span></span></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:119902 primaluce 2019-07-24T20:00:00 No século XII... 2019-07-24T19:06:21Z 2019-07-24T19:06:21Z <p><span style="font-size: 14pt;">... uma nova arquitectura.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 14pt;">De que já escrevemos várias vezes, como podem ler:</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 14pt;"><a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=630056144166988&amp;set=a.151863168652957&amp;type=3&amp;eid=ARCRbN2x-EP8OJicah0iwtXEODeCqMEOdvfxEM8-YIy9LFW300fTgUuZcg4nOEdRo8vq_lqOCWHeKGi3" rel="noopener">Esta última no FB</a>, mas também em Primaluce em <a href="https://primaluce.blogs.sapo.pt/30594.html?fbclid=IwAR0lAVbDgHipZsqsDFGbhJOYGNrqTpj08r_6IAhf6wyuzFqe2m5OH_SJUi4" rel="noopener">26 de Fevereiro de 2011</a></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:119648 primaluce 2019-07-16T18:00:00 Todos à uma, com a cabeça na LUA! 2019-07-16T19:07:24Z 2019-07-17T09:28:23Z <p><span style="font-size: 12pt;">Depois de duas, lembrámo-nos de uma outra, terceira razão, para pensar hoje na lua</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Acontece que sobre INFRA-LUNARES e SUPRA-LUNARES já escrevemos várias vezes como podem confirmar*.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">E escrevemos não apenas por ser um assunto antiquíssimo, que vem desde o tempo de Aristóteles (pelo menos!); mas, sobretudo porque nos diverte esta persistência muito humana: Uma imensa curiosidade, que levou os <em>antigos,</em> face aos <em>gaps</em> de conhecimento e de informação, a ficcionarem, em doses razoáveis «de invenção»!</span></p> <p><span style="font-size: 12pt;">Assim sendo, temos agora que acrescentar um pouco mais ao que já apresentámos sobre este tema que achamos tão curioso, e que - também ele - se articula com a nossa profissão: </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">O que desde lá atrás, de há milhares e centenas de anos, fez com que os círculos  e todo um <em><span style="text-decoration: underline;"><strong>formulário visual</strong></span></em> fosse considerado <em>celeste,</em> e passasse depois às Artes e à Arquitectura, em especial na<em> Idade Média</em>.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Porque foram desenhados, a partir «dele» - desse formulário visual - arcos e mais arcos, ou a três dimensões - abóbadas umas sobre as outras, com superfícies esféricas ou cilíndricas. Elementos que primeiro foram gráficos e depois tridimensionais, e também serviram para, por vezes, e em função das diferentes localizações na construção, serem os mais variados suportes. Inclusive, sendo alguns mais importantes (ou mais valorizados) do que outros.<br /></span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Elementos que agora constituem "<em>detalhes visuais",</em> e também "<em>peças técnicas"</em>, que foram suportes. </span></p> <p><span style="font-size: 12pt;">Sempre eficientes, mas também sempre falantes! Por isso muitos lhes chamam (e os consideram) - <em>simbólicos.</em></span></p> <p><span style="font-size: 12pt;">Começamos então por referir o <em>Saber,</em> e os conhecimentos - que, forçosamente, sempre foram a base de todas as Artes**.</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img style="width: 600px;padding: 10px 10px;" title="Image0041-c.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B6417d71b/21510759_iTJ26.jpeg" alt="Image0041-c.jpg" width="600" height="342" /></span></p> <p><span style="font-size: 12pt;">E, de acordo com Michel Lemoine, optando pelo <em>Didascalicon</em> de Hugo de S. Victor como <em>primeira enciclopédia moderna</em> (mas não das <em>Artes); </em>p</span><span style="font-size: 12pt;">orque no século XII essa palavra tinha outro sentido, diferente do actual. </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Significava <em>Saber/Arte/Técnica</em> - tudo unido -, já que foi num contexto de <em>Artes Liberais***</em> que Hugo de S. Victor escreveu o <em>Didascalicon.</em></span></p> <p><span style="font-size: 12pt;">Vejamos portanto o desenvolvimento que veio a imprimir a este seu trabalho.</span></p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: 12pt;"><img style="padding: 10px; width: 600px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" title="Image0042-c.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be5189951/21510815_cLok7.jpeg" alt="Image0042-c.jpg" width="600" height="599" />Como é legível, está-se perante o que é agora um <em>índice,</em> ou um <em>plano de trabalho,</em> onde, aparentemente, o que pode ser a Psicologia (<em>Sagesse</em>), a Filosofia (Lógica), e os <em>saberes práticos</em>  (como as mecânicas), tudo isso, parece ter sido misturado.<br /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">É pois por aqui que os <em>Cientistas </em>(de hoje), altaneiramente, olham para o passado e acham que se confundia tudo! </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">E se o que está acima é razão para a sua presunção e soberba (?), também são capazes de dizer a alguns - por exemplo aos pobres dos estudantes de doutoramento... -, que "<em>não se aceitam as suas metodologias de investigação e de trabalho...</em>"</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Isto é, eles não aceitam o «bolo interdisciplinar» sobre o qual os seus alunos têm que trabalhar, porque (e desconhecem-no!!!) é constituído por várias disciplinas diferentes das actuais; como, por exemplo, era/foi no tempo de Hugo de S. Victor. </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Disciplinas diferentes, e diferentemente relacionadas entre elas, as quais, para as cabeças dos <em>orientadores</em>  dos estudos pós-graduados - os sapientíssimos que habitam as nossas universidades (e estacionaram sobre as hiper-especializadas disciplinas dos séculos XX e do XXI), eles não conseguem vislumbrar de outro modo, diferente do que aprenderam! </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Mostrando-se assim completamente incapazes de retrocederem; ou totalmente «des-imaginativos», não conseguindo viajar mentalmente até (i. e.,  imaginar) ao passado.<br /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Por isto - e no desenvolvimento do plano de intenções que Hugo de S. Victor elaborou para o <em>Didascalicon</em> -, é verdadeiramente curioso o que escreveu e nos apresenta à volta da Lua: </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Como o satélite da Terra lhe serviu - mas isso já vinha de trás (não esquecer) -, para estabelecer níveis diferentes, aplicáveis ao mundo (agora diríamos universo), e às suas criaturas, obra de Deus.</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img style="width: 600px;padding: 10px 10px;" title="Image0043-c.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B7618f08d/21510841_elTan.jpeg" alt="Image0043-c.jpg" width="600" height="635" /></span></p> <p><span style="font-size: 12pt;">E ao ler vemos que o mundo supra-lunar - que é a <em>Natureza</em>  (como está a seguir) -,  é também chamada <em>Tempo. </em></span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Mas é ainda, em simultâneo, o <em>Céu.</em> Sendo este oposto ao <em>mundo inferior,</em> que é o <em>Inferno. </em>Visto como (ou sinónimo de) <em>mundo da instabilidade e da confusão</em>. Pelo que a</span><span style="font-size: 12pt;">qui se aproveita para lembrar, que na origem etimológica, a palavra <em>diabólico</em> é o oposto de <em>simbólico.</em></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img style="width: 600px;padding: 10px 10px;" title="Image0044-c.jpg" src="https://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf5177cbb/21510844_6zbP2.jpeg" alt="Image0044-c.jpg" width="600" height="518" /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Por fim, e acabada esta escrita difícil que se quer resumir (mas é impossível...), vamos ver a LUA: </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">A do <em>eclipse,</em> e aquela a que os homens chegaram há 50 anos; depois de milhares de anos de  suposições, de ficções e de invenções, que apetece perguntar, se já terão estabilizado? Ou se, a Ciência ainda um dia terá bastante mais para acrescentar, àquilo que agora se sabe?</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Ou será que, ainda um dia, se vai confirmar que todos temos os tais "<em>orifícios invisíveis"</em>, como "<em>poros para a infusão</em>", por onde cada um recebe o "<em>espírito vital</em>" ? <em>Espírito</em> que nos alimenta desde a nascença, mas que depois se amplia para subsistirmos enquanto crescemos? </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">~~~~~~~~~~~~~~~~~~</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">* VER EM:</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">1ª- <a href="https://primaluce.blogs.sapo.pt/2013/09/14/" rel="noopener">https://primaluce.blogs.sapo.pt/2013/09/14/</a>;</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">2ª- <a href="https://primaluce.blogs.sapo.pt/2015/01/" rel="noopener">https://primaluce.blogs.sapo.pt/2015/01/</a>;</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">3ª - <a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/2014/03/" rel="noopener">https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/2014/03/</a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">**Neste caso não excluindo a Arquitectura, ainda agora vista como sendo uma Arte, completamente, transdisciplinar</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">***As <em>Artes Liberais </em>eram um conjunto de saberes, o correspondente ao que hoje se chamam disciplinas</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:119408 primaluce 2019-06-30T00:00:00 De novo o LOSANGO - forma de que já escrevemos bastantes vezes 2019-06-30T13:56:48Z 2019-06-30T13:56:48Z <p><span style="font-size: 12pt;">No ultimo <em>post</em> que aqui escrevi, na capa de um livro de Mark Gelernter são notórios os Losangos nas faces da <em>Pirâmide do Louvre.</em></span></p> <p> </p> <p><a href="http://visao.sapo.pt/actualidade/mundo/2019-05-17-Morreu-I.M.-Pei-o-arquiteto-da-Piramide-do-Louvre" rel="noopener">Obra que é da autoria de Pei,</a><span style="font-size: 12pt;"> na qual não vislumbramos alguma razão. relevante, para esse emprego... A não ser a resultante de alguma tradição europeia, principalmente a inglesa (?), em que, frequentemente, os losangos são empregues, talvez por razões visuais/estruturais; ou só pelo hábito e pela tradição? Sem que os respectivos autores tenham algum dia aprofundado os seus "<em>motivos"</em>. Isto é as razões originais, que depois levaram a um uso repetido*? (perguntamos) </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Um emprego, quiçá, ao nível «das reminiscências» como se lhe referiu no século XVIII William Kent. pressentindo um sentido antigo que teria existido, mas que ele não saberia concretizar. </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">E escrevemos isto no condicional, admitindo ter razão, mas sem certezas. Já que não conversámos com William Kent - o sábio e versátil arquitecto inglês que (à distancia) muito admiramos!</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Mas enfim, voltando ao título, temos que explicar ter encontrado <a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10206544211864329&amp;set=gm.1001334139902188&amp;type=3&amp;eid=ARCUOiv0L0yC2AgE0JnDkK0zTKoe_KX99qZd3Ej6eAllZz8yL7PHtjudSE9WGZILiQ_GQFJmkj3Q3tM5" rel="noopener">uma fotografia muito bonita (de 2016, pertencente a Jorge Maio) do Palácio dos Condes de Basto em Évora.</a> Imagem que nos levou a escrever o texto que agora se transcreve:</span></p> <p> </p> <blockquote> <p><span style="font-size: 12pt;">"<em>É verdade acabei de (re)publicar agora mesmo um post que é de alguém certamente inspirado e sensível, mas desconhecedor de informações a que cheguei nas minhas investigações, primeiro de um mestrado e depois daquilo que seria um doutoramento...</em><br /><em>Seria mas não é, porque encontrei informações boas (de mais) para um Ensino Superior que se despromove em cada dia que passa.</em><br /><em>Enfim, nunca fui ao palácio dos Condes de Basto, em Évora, mas sempre que encontro fotografias deste tecto fico, verdadeiramente, fascinada:</em><br /><em>Porque é uma das óptimas provas de que as ogivas foram/eram sinal de Deus e depois sinal nobreza; i. e., «a história» do direito divino, de uma categoria social ou de uma classe que se sentia sagrada... Prosaicamente, aquilo que veio a ser dito, já nos nossos tempos, como característica das «pessoas de sangue azul».</em><br /><em>Claro que a sociedade evoluiu imenso, e hoje estas categorias perderam-se/esqueceram-se e já não têm o valor que outrora tiveram. </em><br /><em>No entanto, só sabendo da sua existência, no passado, e como há séculos foram muito relevantes, podemos agora compreender aquilo que foi - aprendi com o Vitor S. esta designação - um PROGRAMA ESTÉTICO: </em><br /><em>Claramente diferente do que é um programa funcional, esse programa estético geralmente estava na base e presidia à feitura de composições como esta </em>(1).<br /><em>No ínicio do século XX o engenheiro-arquitecto italiano Pier Luigi Nervi reutilizou esta iconografia (porque na base é disso que se trata) criando estruturas de betão-armado de enorme interesse visual.</em><br /><em>~~~~~~~~~~~~</em><br />(1) <em>Como é também exemplo o tecto da igreja do Senhor Jesus de Barcelos de João Antunes, que domina toda a geometria dessa composição arquitectónica.</em>"</span></p> <p> </p> </blockquote> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Tudo isto podem encontrar <a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10206544211864329&amp;set=gm.1001334139902188&amp;type=3&amp;eid=ARCUOiv0L0yC2AgE0JnDkK0zTKoe_KX99qZd3Ej6eAllZz8yL7PHtjudSE9WGZILiQ_GQFJmkj3Q3tM5" rel="noopener">aqui,</a>  mas também podem procurar com as tags <em>losango. primaluce,</em> <em>iconoteologia.</em> Ou indo directos </span><a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/11471.html" rel="noopener"><span style="font-size: 12pt;">a este exemplo.</span></a><span style="font-size: 12pt;">  As escolhas são várias, visto que o <em>losango</em> e o <em>quadrado,</em> por razões diferentes, não deixaram de ser empregues</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;"><em>* "Motivos"</em> como lhes chamava Robert Smith, e não <em>ornamentos</em> como a maioria escreve, ou ainda <em>elementos decorativos</em>; sendo que <em>ideogramas</em> é como nós preferimos designar. Constatando que Kubler - segundo Horta Correia - designava estes elementos que se vêem com tanta frequência como <em>invariantes. </em>Palavra que faz bastante sentido (pensamos nós), por conter a ideia de que o <em>estilo</em> poderia variar, mas que algumas formas se mantinham sem mudanças.</span></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:119069 primaluce 2019-05-20T15:00:00 Da Teologia para a Arquitectura, ou vice-versa. 2019-05-28T14:59:50Z 2019-05-29T15:52:46Z <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Este livro, da autoria de Mark Gelernter - Arquitecto, Professor da Universidade do Colorado (Denver USA) - é talvez o melhor que conheço dedicado à <em>História da Arquitectura </em>*.</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Mas, pergunto-me: </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Quem o lê não ficará convencido que se trata de uma <em>História da Filosofia</em>, muito resumida? </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Não, não é piada! Compreenderá como em cada época, as principais ideias - traduzidas em <em>Ideogramas</em> de base geométrica - influenciaram as obras? </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">A razão para termos percebido e adoptado a palavra, já que, frequentemente, a Arte (e também a Arquitectura), foi uma verdadeira ICONOTEOLOGIA**? </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">E apesar de não ter lido o livro todo, ou de nem sempre estar de acordo com o seu autor, é no entanto forçoso reconhecermos a sua imensa qualidade. Razão porque o citámos, e nos apoiámos, nas suas explicações***: </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Para abrir, desenvolver - e depois passar a defender -, as novas ideias que formámos sobre Monserrate. Assim como relativamente a outras obras, muitíssimo mais recentes...</span></p> <p class="sapomedia images"><span style="font-size: medium;"> <img style="padding: 10px; outline: #000000 solid 1px; width: 480px; height: 658.15px; text-align: center; color: #000000; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: Roboto,Helvetica,Arial,sans; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; text-decoration: none; margin-right: auto; margin-left: auto; word-spacing: 0px; display: block; white-space: normal; max-width: 840.2px; box-sizing: border-box; orphans: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: transparent;" title="M.Gelertner.jpg" src="https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bcb18ea80/20927986_BqRbJ.jpeg" alt="M.Gelertner.jpg" width="480" height="665" /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">*Ver  <a href="https://www.architectmagazine.com/aia-architect/aiavoices/denvers-dean_o" rel="noopener">https://www.architectmagazine.com/aia-architect/aiavoices/denvers-dean_o</a></span><span style="font-size: medium;">: </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">Onde Mark Gelernter exemplifica alguns dos desafios que serão colocados aos futuros profissionais:  <em>"(...) area, which I’m really excited about, is “enduring places.” It’s the logical extension of sustainability, in encouraging the adaptive reuse of existing buildings. This brings together our historic preservation programs with our sustainability initiatives, and it encourages a renewed look at traditional languages of design. We now partner with the Institute of Classical Architecture and Art to provide a certificate in classical architecture."</em></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: medium;">**Palavra que foi <a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/46212.html" rel="noopener">inventada por Eugenio Marino, </a><em><a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/46212.html" rel="noopener">OP.</a> </em>Ler também sobre <a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/48124.html" rel="noopener">a existência de uma <em>Histiconologia , </em>seguindo uma concepção de Laurent Gervereau.</a></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">***Concretamente a sua ideia de uma "<em>estrutura divina</em>" (ou Deus) que em geral deveria ficar plasmada nas edificações.</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:118202 primaluce 2019-05-09T13:00:00 SIM - as Imagens falam, defendemos que existiu uma ICONOTEOLOGIA... 2019-05-09T12:42:23Z 2019-05-09T14:05:01Z <p><span style="font-size: 12pt;">...e  se não estou a ensinar é porque não querem!</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Ou será que alguém na nossa situação – com mais de 40 anos como docente de uma escola de <em>Design</em> - ainda um dia vai ter que explicar tudo isto, «tintim-por-tintim»? (qual tribunal da inquisição?, e nele provar, diferentemente do que «se aceita» em História da Arte, na FLUL, que as imagens têm a capacidade de falar...)<br /></span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Como as imagens - e os esquemas desenhados, </span><span style="font-size: 12pt;">como aprendido na ESBAL -</span><span style="font-size: 12pt;"> que as pomos ao serviço da Arquitectura (bem como do seu desenho e concepção), podem reflectir e traduzir o Pensamento?</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Como </span><span style="font-size: 12pt;">num projecto </span><span style="font-size: 12pt;">as imagens justificam, bem antes de se fazerem os cadernos de encargos, ou de existirem as medições e os orçamentos; como elas justificam e dão <span style="text-decoration: underline;"><strong>todo o fundamento</strong></span> aos milhares ou milhões de euros que se hão-de gastar, numa qualquer edificação? Ou numa obra de urbanismo?</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Se as imagens têm esta capacidade decisória para construir o futuro (*) -  em projectos, em planos territoriais e de ordenamento -, porque não podem essas mesmas imagens ter a capacidade para explicar/relatar, historicamente, as diferentes mentalidades (no plural, porque houve várias) que existiram no passado?</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Será que ainda vou ter que traduzir este texto fantástico de Rudolph Arnheim (ver imagem abaixo**)?  </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Texto onde explica, no fim, na frase que sublinhámos, que quando há desenhos que são IMAGENS MENTAIS (ou relatos de processos de pensamento apoiados nas imagens), que esses materiais são bem-vindos. E mais, que se deseja (altamente) que não sejam nem perdidos nem desprezados, dada a sua «fragilidade»...</span></p> <p><span style="font-size: 12pt;">Será que teremos ainda um dia, de provar tudo isto?    </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Será que ainda vamos ter de explicar que em geral – numa língua com base na geometria (língua que existiu, mesmo que informalmente) – que o triângulo foi usado para designar a <em>Trindade Cristã,</em> e que o quadrado (numa «lógica muito inesperada», por ser três mais um), significou a <em>Virgem,</em> a <em>Mãe de Deus</em>, que frequentemente era designada por <em>Théotokos</em>? (***)</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Será que ainda vou ter que explicar/fundamentar toda a produção, «produzida» a propósito do Palácio de Monserrate? Fabricada/produzida» então (entre 2001 e 2004) com imenso estudo é verdade. Mas sobretudo com a liberdade e a espontaneidade, de quem já tinha mais de 25 anos de vida profissional? E, em que cada projecto (note-se, porque isto acontece na vida de todos os arquitectos projectistas...) acaba no fim com a assinatura do autor,  <span style="text-decoration: underline;"><strong>aposta num Termo de Responsabilidade?</strong></span> </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Terei que provar toda a (minha) honestidade posta nos estudos feitos a propósito de Monserrate?   <span style="text-decoration: underline;"><strong><br /></strong></span></span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Enfim,  perante tanta justificação (quiçá necessária?), aqui tenho mesmo que me lembrar de Rogério Mendes de Moura, o meu Editor (Livros Horizonte), que, pediu-me para retirar do livro a maioria das chamadas <em>notas de rodapé.</em> Porém, na sua opinião, essa teria que ser uma tarefa bastante cuidadosa, pois para si - como me fez ver - algumas dessas notas eram, não a essência, mas, considerava-o, um dos aspectos positivos e originais do trabalho que foi realizado.</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 685px; padding: 10px;" title="RUDOLPH-ARNHEIM-def..jpg" src="https://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8b189f15/21447468_jwkez.jpeg" alt="RUDOLPH-ARNHEIM-def..jpg" width="470" height="514" /></p> <p><span style="font-size: 12pt;">(*) Pessoalmente reconheço-a - e acho que essa capacidade de desenhar/designar o futuro, julgo, é uma característica da maioria dos Arquitectos e dos Designers? Mas, pode ser que muitos outros, sobretudo nos Institutos de História da Arte, não a reconheçam? O que naturalmente nos leva a outra pergunta, e esta boa para Reitores:<br /></span></p> <p><span style="font-size: 12pt;"><em>"Para que existem cursos e até mesmo departamentos de Arte, em Escolas Superiores e em Universidades se o Estatuto que conferem à imagem é de absoluta menoridade? Como se as imagens nunca fossem falantes... Até mesmo as Imagens (ditas) abstractas, como é para a maioria de nós todos o alfabeto e os caracteres do chinês, do japonês, do coreano...?"</em> <br /></span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">(**) Extracto obtido em <a href="https://books.google.pt/books?id=DWmtB9szhFsC&amp;pg=PA116&amp;hl=pt-PT&amp;source=gbs_toc_r&amp;cad=4#v=onepage&amp;q&amp;f=false" rel="noopener">google books</a> </span></p> <p> </p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">(***) Como deixámos no nosso trabalho. No que foi uma via em direcção ao que muito mais tarde (século XIX) veio a ser a sua definição/consagração (dogmática) como <em>Virgem Imaculada</em>.</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><a href="https://www.google.com/search?q=Entrela%C3%A7ados+C%C3%A9lticos+e+do+Livro+de+Kells&amp;client=ms-google-coop&amp;cx=013879456795131126190:rmy1sm_ir4m&amp;tbm=isch&amp;source=iu&amp;ictx=1&amp;fir=OPOB4F5F0Hc2IM%253A%252CKs8EtLWFY7z5QM%252C_&amp;vet=1&amp;usg=AI4_-kQ04Z8QW0GHpFSwxoG1untCiR5JJQ&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwixwOXUwo7iAhWp0eAKHTR0BtIQ9QEwAXoECAkQBA#imgrc=OPOB4F5F0Hc2IM:" rel="noopener">Ver ainda aqui uma selecção Google</a></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:117547 primaluce 2019-04-24T00:00:00 DA ESTRUTURA DIVINA (e do UNIVERSO), muito que temos recordado nos últimos dias 2019-04-14T21:57:05Z 2019-05-13T15:25:26Z <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Como o nosso <em>post</em> no <a href="https://www.facebook.com/gloria.azevedocoutinho.7?__tn__=%2CdC-R-R&amp;eid=ARDRxVveOw6FRUUH_TNKddVxIZuo2VCa1oJEkltCqJ_i38G53QP210MFA5iIjobyOQZj34VgoHNTJFtL&amp;hc_ref=ARQ_wNG91iuN-mAGmwK4N2XU8RGZYA0FTb_jsvdKNqVfXqGZ3svxxL8mNjucNoGdBkc&amp;fref=nf" rel="noopener">facebook</a> (14.04.2019 - com fotografias da fachada da nova Biblioteca de Birmingham*) nos inspirou para muito mais: </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: medium;">A ir mais longe, ligando algumas ideias que até agora, explicitamente, aqui nas redes sociais ainda não se tinham associado.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Mais do que nunca lembrámo-nos da ideia de “UMA ESTRUTURA DIVINA” (destacada em maiúsculas) de que Mark Gelernter escreveu. Na frase: </span></p> <blockquote> <p><span style="font-size: 12pt;">“<em>This medieval preocupation with divine structure held equally true for architectural design</em>” </span></p> </blockquote> <p><span style="font-size: 12pt;">que deixámos já em Monserrate uma nova História (escrito em 2004). E dez anos depois (2014) retomámos, em <a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/sources-of-architectural-form-e-de-como-73803" rel="noopener">https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/sources-of-architectural-form-e-de-como-73803</a></span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Mas ainda, sobre ESTRUTURA DIVINA e o UNIVERSO, com o qual Deus se fundia (e confundia - por ser a sua obra), somos levados a pensar em James Ackerman e o que escreveu a propósito das discussões em torno das diferentes campanhas de obras da Catedral de Milão.</span></p> <p><br /><span style="font-size: 12pt;">Também sobre este assunto, e sem ter desenvolvido demasiado, claro (guardando para outras ocasiões), já deixámos alguma reflexão em <a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/ars-sine-scientia-nihil-est-79389" rel="noopener">https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/ars-sine-scientia-nihil-est-79389</a>.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Por fim, ligando aos <em>quadrifolios</em> ou <em>culots, </em>veja-se como a leitura da forma, ou, alternativamente, a leitura do fundo nos dá imagens diferentes:</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img style="width: 394px; padding: 10px 10px;" title="yo4.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bca17d70b/7358341_0ck25.jpeg" alt="yo4.jpg" width="394" height="138" /><br /><img style="padding: 10px; width: 543px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" title="Odrinhas.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc517955f/21419896_7WDHk.jpeg" alt="Odrinhas.jpg" width="543" height="383" />A 1ª imagem é um desenho nosso, e acima v</span><span style="font-size: medium;">ejam-se, as designadas "<em>estelas discoideias" </em>, que foram empregues como cabeceiras de túmulos. Podem-se ver, como é este caso, no Museu de Odrinhas (mas também em Beja, por exemplo...) </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;"><img style="padding: 10px; outline: #000000 solid 1px; width: 100px; height: 98px; text-align: left; color: #000000; text-transform: none; text-indent: 0px; letter-spacing: normal; font-family: Roboto,Helvetica,Arial,sans; font-size: 18.66px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; text-decoration: none; word-spacing: 0px; white-space: normal; max-width: 851.4px; box-sizing: border-box; orphans: 2; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: transparent;" title="outroquadrifoil.jpg" src="https://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B4717506e/7718818_S7bqM.jpeg" alt="outroquadrifoil.jpg" width="200" height="119" /> <u></u></span><u></u></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: medium;">* Nova Biblioteca de Birmingham que já foi considerada  (<a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Library_of_Birmingham?fbclid=IwAR1fEjWKXsTO8qyRKfj9JDn3pesX5k0tRUsDcTJ9KoYyhig9e5_i7kv0pyA" rel="noopener">ver aqui</a>) "<em>the largest public cultural space in Europe"</em></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:iconoteologia:117892 primaluce 2019-04-16T11:00:00 Igrejas e Catedrais: Edifícios das nossas cidades que foram concebidos como "Arcas da Sabedoria", e que hoje (em geral e com essas características) são ignorados 2019-04-16T10:37:40Z 2019-04-16T12:09:26Z <p><span style="font-size: 12pt;">Prevendo já o lado mais positivo (que há-de existir, mas também realista) sobre o que ontem aconteceu em Paris, lembre-se numa visão actual, o que hoje são as catedrais: </span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;"><em>«Les cathédrales se dressent au milieu du vain bruit de nos cités et sont comme des voix qui crient dans le désert» </em>*</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Como sabemos <em>Notre-Dame</em>  de Paris tem sido uma das mais emblemáticas catedrais de França, e portanto, apesar do «esquecimento geral» que se constata, tem sido até um dos monumentos mais visitados em todo o mundo.</span></p> <p><br /><span style="font-size: 12pt;">Como mostra o mapa abaixo, em França são imensas as igrejas e catedrais, todas elas <span style="text-decoration: underline;"><strong>matéria</strong></span> ou <span style="text-decoration: underline;"><strong>materialização</strong></span> de uma Cultura (não estamos a referir uma religião) , que praticamente já ardeu, numa combustão lenta... </span></p> <p><span style="font-size: 12pt;">E muito poucos têm querido saber das cinzas, ou dessas obras, deixando-as manterem-se como verdadeiras vozes "<em>a gritar no deserto</em>..." </span></p> <p><br /><span style="font-size: 12pt;">De entre esses poucos sabemos da existência (e portanto para nós destaca-se) do <a href="https://www.collegedesbernardins.fr/intervenants/sicard-p-patrice" rel="noopener">Pe. Patrice Sicard - cónego e capelão de Notre-Dame</a> – que é o autor de várias obras de divulgação de Arte e Arquitectura. </span></p> <p><span style="font-size: 12pt;">Com maior relevo, principalmente, para os estudos aprofundadíssimos que fez e onde explica como dois documentos escritos <strong><em>De Archa Noe  </em></strong>e <strong><em>Libellus de Formatione Arche </em></strong>** estiveram relacionados com a edificação e concretização das maiores igrejas e catedrais, não só de França, mas também de toda a Europa. </span></p> <p><br /><span style="font-size: 12pt;">Igrejas e Catedrais, que, como ficou registado no século XII - primeiro por escrito e só depois foram edificadas (isto é materializando esses escritos - como acontece hoje num normal projecto de arquitectos) - , elas foram concebidas/pensadas por Hugo de S. Victor (da abadia de Saint-Victor e autor desses escritos) como <em>Arcas da Sabedoria </em>***.</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><img style="width: 607px; padding: 10px;" title="EDitions-FRAGILE-.jpg" src="https://c7.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bb01763a9/21421269_0w4pt.jpeg" alt="EDitions-FRAGILE-.jpg" width="533" height="812" /></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img style="width: 659px; padding: 10px;" title="Image0159~-b.jpg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B5218d1f1/21421223_gbM6i.jpeg" alt="Image0159~-b.jpg" width="483" height="969" /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><img style="width: 642px; padding: 10px;" title="o-SABER-seg.HSV.jpg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9a17bdd9/21421224_zmob2.jpeg" alt="o-SABER-seg.HSV.jpg" width="466" height="504" /></span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">As duas páginas acima vêm de <em>Hugues de Saint-Victor et son École, </em>por Patrice Sicard, ed. Brepols, 1991, ver pp. 290 e 291. Em que a última página é um <span style="text-decoration: underline;"><strong>mapa</strong></span> que a FCT e os decisores dos seus «painéis científicos» deveriam conhecer. </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">Para não atropelarem ou desconhecerem <span style="text-decoration: underline;"><strong>os saberes do passado</strong></span>, e as suas correspondências para a actualidade. Já que os saberes de hoje, se filiam nos antigos (embora muitos não saibam como): </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: justify;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Ou, nem sequer o papel que tiveram as <span style="text-decoration: underline;"><strong>Escolas Catedrais</strong></span> na sua ampliação e divulgação </span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"> </p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">~~~~~~~~~~~~~~~~~~</span></p> <p class="sapomedia images" style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">* Ver <a href="http://www.lagracedunecathedrale.com/index.php?option=com_content&amp;view=section&amp;layout=blog&amp;id=1&amp;Itemid=19" rel="noopener">aqui</a></span></p> <p style="text-align: center;"><br /><span style="font-size: 12pt;">** Esses escritos foram um <em>Tratado de Arquitectura,</em> um <em>Tratado de Teologia</em>, um <em>Tratado de Teologia e de Arquitectura</em> (simultâneo)? Ou são duas obras separadas (embora articuladas entre si)? Ver também estes <em>post</em> já com alguns anos: <a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/os-tratados-da-arca-de-noe-de-hugo-de-87506" rel="noopener">https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/os-tratados-da-arca-de-noe-de-hugo-de-87506</a></span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">e <a href="https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/ainda-em-torno-da-obra-de-hugo-de-s-44496" rel="noopener">https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/ainda-em-torno-da-obra-de-hugo-de-s-44496</a></span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 12pt;">*** Como consta no título (em latim):</span></p> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">DE ARCHA NOE PRO ARCHA SAPIENTIE</span><br /><span style="font-size: 12pt;">CVM ARCHA ECCLESIE ET ARCHA MATRIS GRATIE </span></p> <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Sendo o respectivo autor (também designado em latim) HVGONIS DE SANCTO VICTORE</span></p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;">Hoje os espaços do Saber e da Cultura são outros: </span></p> <p style="text-align: center;"> </p> <p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12pt;"><a href="https://primaluce.blogs.sapo.pt/the-largest-public-cultural-space-in-465179" rel="noopener">Embora ainda se sirvam, e como já mostrámos, da iconografia medieval</a></span></p>