Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
8.3.21

Claro que se fica satisfeito ao verificar que há curiosidade ligada ao que vamos escrevendo, e que são muitas as visitas aos nossos blogs...

 

Aconteceu ontem com o que escrevemos, primeiro no Facebook, e já depois quando fazendo um apanhado se resolveu registar - talvez de maneira mais durável - num dos nossos blogs.

VillardDeHonnecourt.jpg

Neste caso fez-se esse registo acrescentando uma nova combinação de malhas (imagem acima), que foram obtidas nos folios e nos diagramas reunidos por Villard de Honncourt*.   

A imagem resultante, até a nós nos surpreendeu:

Terá sido isso que trouxe uma grande série de visitantes ao nosso blog? Aquele onde ontem coligimos todos esses elementos que nos pareceu dever organizar e registar, para assim estar mais à mão, e mais fácil de se aceder?

Ficam as perguntas...

Porque, frequentemente acontece-nos isto, realizar - de facto, e a posteriori - o maior valor de muitos materiais de que já escrevemos e publicámos.

É a questão das segundas leituras, já que vamos mudando, e quando relemos, um dia apercebemo-nos de novos elementos e de novas interpretações (de que esses escritos ou imagens são passíveis).

Enfim, interpretações que antes não tínhamos detectado, pelo menos em toda a sua dimensão.

É também o que se passa no texto seguinte, certamente «apanhado» no IADE, na BAQ, não sei em que livro? De certeza desde 2014 até Julho de 2019, período em que visitámos a biblioteca semanalmente, e com o objectivo de reunir o máximo de informação. 

Nesse texto, como se pode ler - e agora sublinhámos - mencionam-se o que são imagens que funcionaram (ou funcionam ainda?) como mapas mentais.  

mapasMentais-2.jpg

E pensaremos talvez - pelos tempos dos verbos... - que mapas mentais são coisa exclusiva da actualidade. Será assim? Serão?

Absolutamente! Não concordamos.  E talvez tenhamos hoje (todos, ou pelo menos alguns de nós?) a bagagem suficiente para perceber que os fenómenos mentais** - a reflexão, o pensamento, o «cogitar»; para podermos ver que estes fenómenos, obviamente, não são exclusivos da contemporaneidade.

Que os antigos reflectiram, e muito, sendo que o que hoje somos e pensamos, está ancorado lá atrás. Lembre-se a frase "somos como anões aos ombros de gigantes", que há bem pouco tempo também nos mereceu um outro post 

No entanto, é forçoso concordar que hoje estamos com alguma vantagem relativamente aos sábios que na Antiguidade e na Idade Média, criaram e usaram formas e imagens - por exemplo, muitas que são de raiz geométrica e a cujo estudo nos temos dedicado. Imagens que agora vemos que foram algo semelhante a "mapas mentais" (e também por isto lhes temos chamado IDEOGRAMAS). 

E essa nossa vantagem resulta do facto de termos muito mais informação, e de podermos perceber o que se passou há vários séculos, ou até há milhares de anos. Percebemos como então - tal como hoje se faz - usaram diferentes tipos de diagramas, que frequentemente serviam para ajudar o pensamento a pensar.

Por fim, temos a acrescentar, ou a corrigir no que está acima sobre MAPAS MENTAIS, na frase -"...forma de representar graficamente em duas dimensões..." -  aqui há que acrescentar que as representações não foram apenas bidimensionais, mas muitas vezes tridimensionais: 

Imprimindo-se assim na arquitectura as ideias que bidimensionalmente estavam nos pavimentos de mosaicos, nos tecidos, nas superfícies dos paramentos (de parede); nos vitrais, em pinturas, em arcas tumulares, em relicários... E depois também tridimensionalmente na ourivesaria, etc., etc., etc.***

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* Aqui note-se que Villard De Honnecourt compilou várias imagens, algumas soltas, outras já arranjadas em padrões. Na imagem que está acima, da nossa autoria, algumas repetições, e depois a formação do padrão, fomos nós que a fizemos. 

** Inclusivamente muita literatura permite-nos isso. Pensemos em Saussure, em Noam Chomsky (e as suas ideias essenciais, por exemplo resumidas e divulgadas em dicionários...); ou no que se pode ler directamente em António Damásio: um autor que tem tido a preocupação de fazer divulgação científica, i. e., acessível a todos.

***Naturalmente não temos dúvidas que estas nossas ideias revolucionam a História da Arte, como é mais conhecida. Por isso pensamos em E.H. Gombrich que escreveu The Story of Art , a qual termina assim: "But is not this constant need for revision one of the thrills of the study of the past"

link do postPor primaluce, às 16:00  comentar

 
Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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