Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
7.5.14

Na imagem seguinte vinda do Convento de S. Francisco de Portalegre*, vê-se, claramente e bem definido, o desenho formado pela luz projectada.

 

 

Desenho que não é muito diferente de um conjunto de três vãos que se podem ver na Sé de Lisboa

 

Num excerto arquitectónico (da imagem acima) cuja data não sabemos precisar - pois aí é necessário, sem dúvida, o trabalho de um historiador: i. e., daquele que vai aos arquivos e procura o que possa existir, cruzando dados vários, e informações de diferentes proveniências... 

Mas, dizemo-lo nós, por comparação entre estas, e inúmeras imagens que temos visto, pode-se deduzir que nunca terá sido nem Românico nem Gótico. Devendo atribuir-se a sua origem, se bem que iconoteológica, a alguns dos autores mais criativos que, em Itália, por quererem evitar o uso das formas que os bárbaros (godos e visigodos) originaram; esses começaram então, com base na geometria e na iconografia já existente - como que a brincar - ensaiaram «novas formas», também elas significantes, que passaram a usar. Certamente (?), mais adaptadas à expressão das novas ideias que o Cristianismo pretendia lançar:numa renovação aristotélica - com S. Alberto Magno e S. Tomás de Aquino, foram assim deixadas para trás algumas (mas não todas) das lógicas anteriores, que tinham sido muito, e marcadamente, platónicas; sobretudo as que tinham sido influenciadas por Hugo de S. Victor.    

E isto que escrevemos, é mais uma vez o resultado de sucessivas leituras e observações (de imagens), onde é possível notar o modo como os desenhos dos vãos, foram evoluindo ao longo do tempo.

Como elementos básicos, alguns ditos clássicos e outros cristãos se fundiram. Como é o caso de vãos semelhantes aos que estão nas Termas de Diocleciano, e de outros vão ditos cristãos – como são algumas janelas características das igrejas românicas e góticas.

É possível (e útil) separar estas tipologias, como tem sido definido para os Estilos Históricos? Ou, pelo contrário, pode ser mais útil investigar a pensar num todo mais contínuo, em que as diferenças surgem apenas como resultado do contributo de alguns mais criativos? Eles que pensaram em novos modelos de expressão - que hoje revelam a criação de fusões e adaptações formais - as quais serviriam, como se supõe, para melhores traduções (visuais) das ideias da Teologia?

As perguntas não são de resposta fácil, assim, e seja o que for - pois parece que pouco interessa... (já que não tem nada a ver com o imediatismo da rentabilidade económica) - faz sentido lembrar Jacques Le Goff e a sua pergunta:

 

“Onde está, em tudo isto, o corte do Renascimento?”**

Pergunta que faz sorrir, lembrar outos contextos...

 

*Imagem pertencente a - http://ultimasreportagens.com/90.php

**Ver em O Imaginário Medieval,Editorial Estampa, Lisboa 1994, p. 38

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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