Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
1.6.18

Mas, surgiu da Cosmologia antiga quando ainda apenas se usavam círculos,

Almagest_1.jpg

como são imagens científicas, vindas em especial do Almagesto.

 

Foi portanto da tradição de se mencionar o Céu (e aqueles que se supõe o habitam - Deus com as suas venerandas hierarquias, muito celestiais*), que bastante mais tarde, depois de J. Képler provar serem elípticas as órbitas dos planetas. Foi então depois dessa prova ter acontecido, que usando a mesma lógica tradicional (a de sempre), a Elipse transitou do Céu (e das órbitas) não só para a Ciência e para os Atlas e Mapas do Céu, mas também para as melhores obras arquitectónicas.

 

Obras que como habitual reuniram (e plasmaram de «modos muito decorativos») os Saberes dos tempos em que foram feitas**.

 

Ora muito disto, vem a ser defendido e explicado há anos, tendo sido escrito, concretamente, num dos nossos posts anteriores.

 

As Universidades (onde estou e onde tenho passado) repudiam estes conhecimentos... Apesar de nos aparecerem alunos a conseguirem integrar, e bem, nos seus projectos (gráficos, e ou de design ambiental) essa iconografia tradicional.

Imagens que os próprios, sendo mais observadores do que é normal (e portanto que os restantes colegas), esses alunos retiraram-nas dos azulejos, das grades metálicas, forjadas e fundidas, das varandas antigas.

Ou dos bordados, da Arte Popular, dos monumentos, das fachadas citadinas, e das Casas Nobres, nas zonas mais antigas... etc., etc.

Retiraram, mas sempre sem conscientemente eles terem a noção das fontes de onde essas imagens brotam*** (e em catadupas!).

Assim isto parece ser o que dá jeito às universidades e às Ciências (da Arte, às Escolas de Design, etc.)?

Embora a «turistada» invada as nossas cidades, também pelos riquíssimos ambientes urbanos, muito vintage!

Sem que se apoie a postura científica de quem, com toda a honestidade, entende que estas matérias merecem ser devidamente trabalhadas, nos lugares próprios para o efeito...

Sem que se apoie a Ciência e a Cultura portuguesa de modo a poder ser reconhecida, e desse reconhecimento se tirarem lucros e benefícios, directos ou indirectos, como acontece na Indústria (normal, ou seja não cultural).

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*Hierarquias celestes já referidas em Evangelhos e sobretudo consagradas 3-4 séculos mais tarde na obra do designado Pseudo-Dionísio Areopagita, o sírio que viveu no século V.

Obra de onde dimanou, para o lado de Constantinopla (Oriente), muita da informção e dos conhecimentos que na Idade Média, também o Ocidente veio a adoptar. E se tornou na base (imaterial) das obras materiais produzidas ao longo de milhares de anos.

** A beleza de muitos tectos deve-se exactamente a esta lógica: à vontade de serem um firmamento repleto de astros

*** E assim - porque dá jeito continuar a ignorar o que são importantes descobertas - lá se vai pondo (ou deixando estar de molho) este assunto, que é dito ser do "inconsciente colectivo".

No conceito de C. G. Jung, que tem costas largas, e tão bem responde a esta «preguiça colectiva», revativamente às mudanças que são importantes.

Mas que é também a forma de alguns - continuando a não contribuir e a não ajudar às explicações (que se impõem, pois podem ser dadas!) - manterem algum ascendente sobre todos os outros!

link do postPor primaluce, às 07:00  comentar

 
Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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