Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
2.5.22

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AMOR, ARTE, INSURREIÇÃO. A criação artística apela sempre à insurreição que, por definição, existe no seu interior (ou não seria arte). Trata-se desse "puro mistério que nós balbuciamos, que a música canta, que os pintores evocam... e que remete sempre para o indisível -- e isso é o que faz a respiração de toda a arte"... Sim ! Belíssima, esta entrevista com Frei Bento Domingues no Público de hoje.”

Começamos com o texto acima, lindo (e muito empolgado) de um post de Vítor Serrão, que se pode ler na sua página de hoje  

E lindo mesmo, sem dúvida, mas seria ainda mais bonito (e coerente) se não viesse de alguém que, pura e simplesmente «expulsa» uma aluna – a quem publicamente tinha/tinham acabado de fazer elogios (e depois um dia mais tarde, até plagiado trabalhos...). E isto pela razão simples, de a aluna ter tido, e ter formado ideias próprias, sobre a arte antiga, religiosa e tradicional.

Em vez de, como «deveria» - se tivesse seguido as lógicas de um louvaminheiro profissional - e se se tivesse mantido submissa, ao que há muito estava (e ainda está) instituído.

Ou em vez de, e como é regra (regra que o louvaminheiro adora), ter repetido até à náusea, a «ciência da história da arte»; tal como foi inventada há cerca de dois séculos, quando ainda as neurociências e a linguística não existiam...   

Só que, prometemos a esse profissional de LOUVAMINHAS [1] que ainda hoje um texto de G. K. Chesterton, dedicado exactamente ao assunto que o levou a expulsar-nos da FLUL, iria ficar nos nossos posts. E por isso aqui está. Para não dizer que desconhece e nunca ouviu falar...

Mas, simultaneamente, também serve outro objectivo. Já que o mesmo texto (a seguir)  se prende, como defendemos, com os diagramas - vistos como abstractos -, no tecto da Arca de Belém, de que estamos a escrever:

“First, it must be remembered that the Greek influence continued to flow from the Greek Empire; or at least from the centre of the Roman Empire which was in the Greek city of Byzantium, and no longer in Rome. That influence was Byzantine in every good and bad sense; like Byzantine art, it was severe and mathematical and a little terrible; like Byzantine etiquette, it was Oriental and faintly decadent. We owe to the learning of Mr. Christopher Dawson much enlightenment upon the way in which Byzantium slowly stiffened into a sort of Asiatic theocracy, more like that which served the Sacred Emperor in China. But even the unlearned can see the difference, in the way in which Eastern Christianity flattened everything, as it flattened the faces of the images into icons. It became a thing of patterns rather than pictures; and it made definite and destructive war upon statues. Thus we see, strangely enough, that the East was the land of the Cross and the West was the land of the Crucifix. The Greeks were being dehumanised by a radiant symbol, while the Goths were being humanised by an instrument of torture. Only the West made realistic pictures of the greatest of all the tales out of the East. Hence the Greek element in Christian theology tended more and more to be a sort of dried up Platonism; a thing of diagrams and abstractions; to the last indeed noble abstractions, but not sufficiently touched by that great thing that is by definition almost the opposite of abstraction: Incarnation. Their Logos was the Word; but not the Word made Flesh. In a thousand very subtle ways, often escaping doctrinal definition, this spirit spread over the world of Christendom from the place where the Sacred Emperor sat under his golden mosaics; and the flat pavement of the Roman Empire was at last a sort of smooth pathway for Mahomet. For Islam was the ultimate fulfilment of the Iconoclasts. Long before that, however, there was this tendency to make the Cross merely decorative like the Crescent; to make it a pattern like the Greek key or the Wheel of Buddha. But there is something passive about such a world of patterns, and the Greek Key does not open any door, while the Wheel of Buddha always moves round and never moves on.”

É um excerto que já citámos noutras ocasiões, geralmente sublinhando as mesmas palavras e que podem encontrar em português. Em:  

"...Uma coisa de Diagramas e Abstracções..." - ICONOTEOLOGIA; ICONOTHEOLOGY (sapo.pt) 

Ou ainda:

As mulheres e os lugares na sociedade que os homens, hoje (em 2021), ainda acham que são só, e exclusivamente, seus (deles), é claro - Primaluce: Nova História da Arquitectura (sapo.pt)

E insistimos, ao incluir agora a imagem acima, porque, numa interpretação que é nossa - tal como está nas arcas tumulares alcobacenses - reconhecemos que em ambos os casos se trata de um padrão que terá servido para representar, ou aludir, ao Universo.

Quanto à entrevista no Público, vale mesmo ser lida, já que mostra toda a abertura de Frei Bento Domingues:

Como não parou no tempo, incluindo a sua reflexão sobre o papel das mulheres na sociedade e na igreja; ou ainda - é  original - a ideia que tem sobre as pechas nos comportamentos quotidianos, e fraudesinhas que vão dando jeito aos que as praticam ... (dizemos nós).

"Pecar é estragar. Estragar a vida intelectual, a vida afectiva; estragar a vida uns aos outros. Isso é que é pecar. Pecar, no meu vocabulário é estragar"

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* Prezava-se tanto, que tudo - no Antigo e no Novo Testamento - tinha que ser coerente. O que é dito, frequentemente, da seguinte forma:  "Novo Testamento está latente no Antigo e o Antigo está patente no Novo"

[1] Como podem ver na imagem seguinte

FreiTomás-FreiBento.jpg

link do postPor primaluce, às 22:00  comentar

 
Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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