Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
7.7.23

... estando em Portalegre, vamos visitar o Senhor da Paciência ?

IMG_20230523_215221.jpg

Para já demos-lhe um novo ambiente com a ajuda de H. Matisse (desta vez vinda de um simples calendário, mas, podia vir de um post antigo).

É a imagem de um Senhor que tínhamos esquecido, porém, não há muito tempo 

alguém relembrou a sua existência.

E na  na BMP  está uma cópia, sim, que pode vir a ser útil...

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26.6.23

Ora como muitos dos ornamentos da Arte antiga e tradicional (europeia) provêm do cristianismo, para nós faz sentido falar de uma Iconoteologia.

O que corresponde a um avanço relativamente à Iconologia, em geral, e à Iconografia cristã (que é muito especifica, e é mencionada, inclusivamente, no Catecismo Católico).  

Para outros autores e estudiosos as mesmas imagens surgiram-lhes noutros contextos. Não exactamente na Arquitectura ou na Arte, mas em documentos que para eles seriam/são científicos. Concretamente em escritos dedicados à Astronomia e Cosmologia.

E assim, supomos (nós) - com base em leituras algumas já antigas, e outras definitivamente mais recentes; enfim, supomos que não se terão apercebido, como essa iconografia de Mapas e de Tabelas Cosmológicas (algumas que designam por "Computus"),  está presente na arquitectura, na ourivesaria, em vitrais e pintura; ou até, ainda, em pavimentos romanos. Da Antiguidade Tardia... 

Presente por se tratarem de Ideogramas alusivos a Deus.

Num próximo post, vamos transcrever e colocar aqui o que pensámos entre 2002 e 2004, e já ficou escrito (está publicado**) no nosso estudo dedicado ao palácio de Monserrate. Porque, na casa que foi de Francis Cook, junto à entrada e nas escadas de acesso ao primeiro andar, está em estuque - embora trabalhado graficamente de outra maneira -  este mesmo padrão de quadrifoils, a que os franceses chamam culots***.

Assim, note-se na imagem abaixo, e na sua legenda, que este padrão (dizem eles...!) integra "uma tabela para localizar a posição da lua no zodíaco" 

Nós dizemos bem diferente:

"De Deus e do Universo, que se (con)fundiam, para os tectos do Palácio da Ajuda, um ornamento lindo, que ainda há-de dar muito que falar"

CosmologiaMedieval-F.Wallis300ppp.jpg

FB-PN.Ajuda-FotoRodada-2.jpg

 

FB-J.AlbertoRibeiroAjuda.png

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*O PRIMEIRO POST DESTA SÉRIE ESTÁ AQUI e Aqui

Onde se pode ler:

“Ornament is not only produced by criminals; it itself commits a crime,” So said architect and designer Adolf Loos in his 1910 lecture-turned-essay “Ornament and Crime,” where he described the effort in designing and creating ornaments as superfluous and wasteful and helped to set the stage for the minimalist, stripped-down forms that would shape modern architecture and design for much of the twentieth century.

(…)

The debate over ornament—what is its purpose, what should it look like, how should it be applied..,”

(texto que continua)

** O que irá envergonhar os profs, que de tão contentinhos, nos conseguiram impedir de prosseguir estudos que deveriam interessar a qualquer universidade portuguesa... (mesmo que não lhes interesse a eles mesmos!)

Mas enfim, “antes tarde do que nunca

*** Padrão também empregue pelos cistercienses, que desenha a Cruz Pátea, está em Auras, etc., etc

Imagem da Bibliotheca Apostolica Vaticana vinda de https://www.jstor.org/stable/447355

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24.6.23

Começou a época dos trabalhos de campo de Arqueologia

imagemRomana-Rabaçal.jpg

Vindo daqui

imagemRomana-Rabaçal-2.jpg

Mas... vão pondo a descoberto o que não sabem o que é (*).

Porém, podendo ouvir e aproveitar o que se lhes vai dizendo sobre uma Iconografia tão específica, preferem negá-la. Até um dia (em que vão aperceber-se da própria ignorância!)

Ver aqui

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(*) O que nos dá imenso jeito: a nós como quem aprendeu  a escrever uma tese. A mim que fui expulsa da FLUL por querer fazer um doutoramento dedicado à Iconoteologia cristã  subjacente na que foi a primeira arte cristã. Depois chamada arte tradicional (europeia). Sem que, em geral se apercebam, que se tratam de "faith based styles"

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13.5.23

Em Arte, Património e Museus, como também acontece em outros autores, aparecem por vezes posts muito bons.

É o caso deste, onde aproveitámos para deixar (o que consideramos ser) uma importante informação

Igreja de Fátima- Arca-salvífica-200.jpg

Obra fabulosa, para percebermos a transição que se fez entre os primórdios da Arte e Arquitectura, até à contemporaneidade!

Alguém dizer que está farto de arte religiosa, é o mesmo que dizer que não percebe nada - também - da Arte Contemporânea...

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23.3.23

As duas palavras acima, na origem, e ao longo do tempo, designaram coisas diferentes: conforme tenha sido  na Idade Média, no Renascimento, ou na actualidade:

LÚMENS referia-se à luz física,   e

LUX referia-se à luz espiritual  (na Idade Média)

Já tinha encontrado este «assunto», que para nós é interessantíssimo, e tentámos alguma clarificação da diferença significante entre as duas palavras, em PIERRE MAGNARD. O filósofo francês, que estudou, entre muitos outros temas, a vida de Marsile Ficin.

O que se pode ouvir aqui {vindo de: https://www.canalacademies.com/emissions/point-de-mire/marsile-ficin-et-lacademie-platonicienne-de-florence}, ou ler, se preferirem...

Devendo reparar-se que o que está escrito, é um pouco diferente do que está no filme (referido mais abaixo), e que é dedicado à construção da designada "primeira Catedral Gótica" . Portanto, na Idade Média, alguns séculos antes do Renascimento, em que viveu Marsile Ficin (séc. XV, quando procurou compreender a luz, sobretudo numa «perspectiva transcendente»):

Ficin et la recherche de la lumière

"Très vite , il est apparu comme le philosophe de la lumière, tout comme un certain peintre, Angelico,le sera lui aussi. Une sorte de parenté de pensée rapproche ces deux penseurs, unis par le sens de la lumière. Pour Ficin, la manifestation la plus sensible de la vérité la plus haute, c'est le rayonnement du soleil : "lumen" est la splendeur d'un paysage illuminé, et "lux" désigne l'astre d'où la lumière émane. Toute sa réflexion consiste à se demander quelle relation existe entre les rayons du soleil et le soleil lui-même. Nous sommes en tant que créatures des rayons de ce soleil. L'apologétique de Ficin est une réflexion sur le rayonnement lumineux, qui nous montre comment le monde se manifeste, d'où il procède, se développe. Tout rayonnement émane du soleil mais toujours pour y faire retour. Et nos vies, bien conduites, ne sont pas autre chose..."

Talvez não seja fácil perceber (?), para o leitor comum, a diferença, entre o que diz Pierre Magnard, para LÚMEN e LUX, num tempo que é já renascentista, sendo que o que está no filme é relativo à igreja da Abadia de Saint-Denys, que, como se percebe foi concebida na Idade Média, sendo «inaugurada» pelo abade Suger em 1144.

Comecemos por traduzir a explicação de Pierre Magnard (sublinhada a amarelo - 1."lumen" est la splendeur d'un paysage illuminé, et 2. "lux" désigne l'astre d'où la lumière émane ):

1. LUMEN é o esplendor de uma paisagem iluminada

2. LUX designa o astro de onde a luz emana

Nada levaria a pensar que um dia - i. e., na actualidade e cientificamente - os dois «referentes» surgissem como que trocados:

Que LUX passasse a ser o nível de iluminação de um dado ambiente; e, inclusivamente qualificado com todo o rigor numérico/matemático, que habitualmente se atribui às unidades de medida *.

E que LUMEN deixasse de ser o equivalente a um adjectivo - como é esplendoroso, ou luminoso... - e se viesse a tornar, na actualidade, na quantidade de luz que é emitida por um objecto luminoso, concretamente, por uma lâmpada eléctrica.

Porém, tendo nós lidado com esta terminologia - lúmens e lux - durante décadas, talvez essa (estranha**) vantagem nos facilite o entendimento, e agora ajude a perceber melhor a diferença entre os dois termos?

Mas, mesmo assim, é ainda estranhíssimo, quase paradoxal, ver que um conceito (as unidades de medida) que empregámos no âmbito dos cálculos de luminotecnia que ensinávamos aos alunos de ambientes, e de design de interiores a fazerem, é de facto bastante estranho que tivessem nascido na religião (!).

Embora o contrário seja explicado, como verificamos, por alguns autores a propósito dos círculos que «enxameiam», ou pululam, na arte cristã, e deram origem aos diferentes ideogramas (ou emblemas?), e estes aos arcos dos diferentes estilos.

Concretamente desde a Antiguidade Tardia, sendo explicado por André Grabar que esses círculos eram provenientes de esquemas científicos, explicativos do Cosmos.   

Enfim, voltando ao início, e ao que nos trouxe a escrever este texto: tínhamos acabado de escrever um  post no fb, quando, reparámos que faltava mais alguma coisa...

Só que afinal era imenso o que faltava, e o novo texto passou a ser este, a que se acrescentou um enorme preâmbulo (o que ficou acima):

Penso na Luz e em Luis Chimeno Garrido, que ontem me sugeriu que visse este filme {https://www.rtp.pt/.../the-story-of-the-first-gothic...}.

Venho agradecer-lhe, e perguntar se se lembra das aulas de iluminação?

Porque no filme, quase no fim, refere-se Lúmen e Lux.

Assunto que tivemos que tratar durante anos, explicando aos alunos que as lâmpadas fornecem luz - que se mede em LÚMENS (por exemplo - ver as embalagens no supermercado); pois haveria sempre o objectivo de atingir um determinado nível de iluminação. O qual, por sua vez, era preconizado em função das actividades a exercer. Valor definido em LUX (como está numa tabela de ergonomia que agora se acrescenta).

Ou seja, para fazer um cálculo de iluminação, e supondo uma situação ideal, sem haver percas 1 LUX = 1 LÚMEN/m2.

No filme, quase no fim, faz-se notar que o principal objectivo do Abade Suger, na obra de arquitectura de Saint-Denys, foi o de "transformar LÚMENS - a luz física, em LUX - a luz espiritual ".

Pergunta-se:

Não é (quase) incrível, fascinante mesmo..., esta coincidência? E a história da minha vida profissional?

É que se não se tivesse passado comigo, dificilmente ia acreditar...

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* Abaixo a imagem de um Luxímetro, e as Tabelas de Ergonomia, base para os cálculos de luminotecnia. Estas indicam o número de lux necessários, ou aconselhados, para as diferentes tarefas visuais (em função da maior ou menor exigência da tarefa visual, a desempenhar).   

luxímetro.jpg

Lux-ciência.jpg

** Mas essa "estranha vantagem", deixa de o ser quando se percebe que a Ciência de hoje deriva de uma Pré-Ciência, que, em geral desconhecemos. Assim como a sua história e como evoluiu ao longo de centenas, ou por vezes, de milhares de anos. Evolução, na qual a maioria dos conhecimentos, antes estavam todos ligados, e nunca sectorizados, ou tornados independentes como hoje se verifica. Tornando extremamente difíceis, nas diferentes actividades profissionais, a compreensão das interligações transdisciplinares, que, frequentemente, são necessárias estabelecer.

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14.3.23

(Ad triangulum)

tetraktys-CUBICA-3.jpg

Continuando com metodologias experimentais, para já acrescenta-se um excerto de um post de Vítor Serrão:

VítorSerrão-FB-AdTriangulum-250ppp.jpg

Em breve vamos contrariar o historiador E. H. Gombrich*, e acrescentar informações relacionadas com este tema de ICONOLOGIA, e em cuja raiz está o "Y", a Tetraktys, e o Credo de Atanásio, como já se abordou.

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*Ele que escreveu de maneira fascinante: tão bonito e sempre interessante. Porém, o "treino" que vamos levando também se torna ele mesmo, numa fonte de informações nesta temática.

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10.2.23

Comentário (de 10.02.2023) ao título simples de um post de Joaquim de Azevedo no FB *

PlateXXX-300ppp-b.jpg

FB-JoaquimDeAzevedo.jpg

Malhas ..., malhas, malhas,

até parece o meu “malhar em ferro frio"! Obrigada ao primo De Azevedo.

Num tema que é vastíssimo - e ainda maior, no fascínio, curiosidade e entusiasmo que cria - tento deixar pouca informação (se é que consigo?).

Para além de todas as representações icónicas – como a imagem da Trindade do século XV (Trono da Graça – linda sem dúvida!), lembramo-nos, e diz-se no Credo - Símbolo de Niceia-Constantinopla - que Deus é Luz: “Deus de Deus, Luz de Luz...”

Ora, segundo a lógica da arquitectura, nas grandes igrejas e catedrais, essa Luz-Deus (luz metafisica) passava por aberturas que eram janelas. Mas as ditas janelas [1], em geral, na sua parte superior (nas bandeiras ou nas vergas) tiveram formas (desenhos) que significavam Deus.

Uma das questões mais interessantes, foi o facto de S. Bernardo de Claraval, ter proposto, para as igrejas cistercienses, e contra os «excessos de cluny», a máxima simplificação (por vezes vista como iconoclasta), para os desenhos dos vidros das janelas.

Passaram a ser losangos, sempre pequenos porque as técnicas do vidro, ainda não tinham avançado (como aconteceu mais tarde), e não permitiam grandes dimensões; pequenas peças, pelas quais a luz – (também) considerada divina [2], passava.

Mas prometi ser breve, e assim lembro que já escrevi algumas vezes sobre António Quadros - fundador da escola onde fui prof. durante 43 anos. Lembrando que num dos seus livros o Dr. A. Quadros se referiu e procurou “um Champollion” para uma escrita que, segundo ele [3], teria existido, «chamando-lhe» escrita ibérica.

E também já escrevi sobre a «minha» Pedra de Roseta – a que foi a fonte de tanta informação, inesperada e imparável - que nos caiu em cima {https://primaluce.blogs.sapo.pt/a-minha-nossa-pedra-de...}.

Por fim dizer que E. H. Gombrich [4], e bem, chama PADRÕES, ao que nós chamamos malhas.

Mas isso tem ainda a ver com a escola onde estive 43 anos, e onde Lima de Freitas - penso que terá sido ele (?) - lançou as bases de um design básico, pelo qual qualquer aluno tinha que passar. Por isso, os ditos PADRÕES, no IADE eram (e ainda agora são) conhecidos como as “Malhas da Olga”. Só que, já ninguém as faz. Não perceberam (nós também não!) para o que serviam, e hoje, se era pelo lado do desenho rigoroso, para “fazer mão[5], agora há o AI (adobe illustrator) e o CAD...

Por fim, vai para nota [6], a referência a um outro post, de um excerto do Pseudo-Dionísio, o Areopagita, traduzido por Maurice de Gandillac. Refere o que é talvez (?) o mais importante/o cerne das minhas “trouvailles”: somos perspicazes e capazes de nos exprimirmos (linguisticamente) com muito pouco: i. e., com formas simples, sem som (portanto numa escrita não fonética), mas com incríveis qualidades visuais.

Quanto às Artes e ao Ensino - quando um dia aqui chegarem... (se chegarem a ouvir falar nestes assuntos?) – as Neurociências vão ter imenso que fazer. Porque, só a Iconoteologia (do cristianismo) tem material, quase infindo, para fornecer

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[1] Também em varandas, as respectivas guardas, grelhas por onde entrava a luz, etc.

[2] E não apenas funcional como é hoje, para nós, quer a luz artificial, quer a luz natural. A luz do dia e do sol era um dom/dadiva de DEus

[3] Ao que parece terá aprendido com os seus mestres?

[4] Em O Sentido da Ordem, Um estudo Sobre a Psicologia da Arte Decorativa, ed. Bookman 2012. Ver p. 63. In Cap. III, O Desafio das Restrições, 1. Realidades da criação de padrões. Original de 1979, publicado por Phaidon Press Limited: The Sense of Order- a study in the psicology of decorative art.

[5] Só que, agora dizemos que mais do que “fazer mão”, afinar e afiar lapiseiras, minas e lápis, eram traçados directores. Mais ainda: como Estruturas do Universo, às quais muitas das formas – como as da Rosácea de Villard de Honnecourt (a acompanhar este post) – se deviam conformar. O que já ficou em Monserrate uma nova História, no comentário a uma expressão de Patrick Gautier Dalche, quando na sua legenda a uma imagem medieval, realça o respectivo geometrismo: “…Les diagrammes (…) suivent une structure géométrique rigoureuse: ce sont des concepts illustrés et nom une représentation fidèle du monde"

[6] https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/uma-inteligencia...

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* E AQUI

 

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7.2.23

Depois da malha publicada num post - como reacção a um outro de Joaquim de Azevedo, procuro (outras) malhas apresentadas na Fac. de Belas-Artes, no âmbito dos estudos de doutoramento.

De um PPT de Abril de 2010, retiro 2 slides:

PPt-Abril2010-fbaul-a.jpg

(slide 1)

PPt-Abril2010-fbaul-b.jpg

(slide 2)

Um dos primeiros, e o último.

Porque:

1. Na discussão teológica entre o Filioque e o Perfilium foram geradas algumas das formas mais importantes da Arquitectura do Ocidente... etc.

(porque pensar exigia desenho**, havendo tudo, e mais alguma coisa - um mundo a escrever -, para explicar o que se passou)

2. No último slide dessa apresentação em PPT havia ainda a junção de vários elementos, simples, mas também, e já em padrão (ou malha), o aproveitamento de desenhos medievais (alguns de Isidoro de Sevilha), que foram transpostos para indústrias do séc. XX. Concretamente, as cerâmicas para a construção - em que muitas malhas medievais «reviveram»; e desse modo acrescentaram padrões ao que hoje, em geral, todos querem lisinho e minimalista... etc.

[sem perceberem, como Adolf Loos, indirectamente (ao anular a imagem), contribuiu para o turismo de massas de hoje; para as viagens que muitos fazem em demanda do passado visual, culto e da cultura, que é ainda, simultaneamente, enorme interrogação, por ser inconsciente colectivo...]

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* Vindo do Facebook, post de 7.2.202

** Ler aqui

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3.2.23

Uma das nossas imagens preferidas (*), de entre todas as que temos publicado é esta:

MalhaCredoAtanásio-2.jpg

Que, praticamente, terá significado o mesmo que esta outra, vinda do Liber Figurarum de Joachim de Flora

Liber_Figurarum_Libro_de_las_Figuras_Tabla_XIb_Có

É dificil prever se continuaremos sempre, a explicar, detalhadamente, o que aconteceu, lá atrás, no tempo e na História? Assim como na Geometria...

Mas ontem, de impulso, a propósito de Santo Agostinho e do seu De Trinitate, em que tanto meditou,  saiu - i. e.,  reagimos a um post de Joaquim de Azevedo - com o resumo seguinte:

 SobreSantoAgostinho-2.jpg

Resumo de ideias que, como nós próprios verificamos, estão cada vez mais depuradas, felizmente. Sem que nos tenha acontecido, o que alguns, ou muitos (?) desejariam... 

Por isso, óptimo, e thanks God !

Mas perdeu e perde, a Universidade e a História da Arte, entregue a professores glutões muito pouco produtivos, nada interessados em conhecer e aprofundar aquilo que diz respeito a todos (**).

Mary Carruthers, que me lembre, não chama Ideogramas às formas geométricas a que nos referimos; mas captou que, na sua essência - com mais ou menos elementos decorativos (outros, agregados), elas serviram para elevar os crentes cristãos, até Deus: eram imagens anagógicas.

Ou, como explica, para «ajudarem» numa "Contemplatio", que fez questão de designar em latim.

Borromini utilizou o ideograma de base triangular (equilátero) da primeira imagem, para uma das suas obras, como já se escreveu e podem ler - aqui. É o que chamamos Ideograma do Credo de Atanásio ***.

E também os Círculos Entrelaçados de Joachim de Flora foram muitissimo usados; embora, mais tarde - e porque são necessários 3 circulos para desenhar a oval - também a oval foi depois confundida com a elipse; que se passou a usar depois de Kepler «a ter descoberto», no traçado das órbitas dos planetas 

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(*) E da nossa autoria, por se tratar de uma malha que nunca vimos - enquanto padrão (mas apenas como elemento simples, num tecto de uma igreja de Borromini) 

(**) E depois expulsando da Universidade quem não os seguir ...

*** Imagem seguinte (já apresentada)

ARCO-CREDO-ATANÁSIO-3.jpg

 

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2.1.23

É o tema que não abandonamos.

E se já há este post, agora acrescenta-se-lhe uma imagem - da mesma família - recolhida nas Calçadas de Lisboa 

IMG_20221230_180411.jpg

Neste caso na Praça Duque da Terceira, junto ao Cais do Sodré; embora saibamos que este motivo existe noutros locais de Lisboa

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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