Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
17.5.13
Esta característica da Arquitectura antiga é ilustrada hoje (especialmente - ver link*) por uma imagem que não é nossa, mas de Viollet-Le-Duc. Chega-nos pela Wikipédia e deve ser lido o texto que a acompanha.

Em geral estamos de acordo com o mesmo, mas, repare-se que este tipo de formas - referimo-nos às dos pinásios dos vãos executados em pedra, como mostra o desenho  - é diferente do que era mais comum na época: i. e., empregavam-se muito mais as formas curvas.

«Pinásios» a que normalmente não daríamos este nome, pois guardamo-lo (de preferência) para a designação de peças rectas, usualmente em madeira.

E essas formas curvas de génese antiga, que se sabe serem características do Românico e do Gótico, resultavam de uma série de especulações - de acordo com um «processo retórico», que ficou expresso visualmente - em torno do Conhecimento de Deus.

Mas, para o caso desta janela desenhada por Viollet-Le-Duc, ocorrem-nos dois momentos fundamentais da História da Imagem do Ocidente Europeu. Que são, especificamente:

O primeiro momento o Concílio Ecuménico realizado em Niceia (em 787) - considerado limite temporal da Crise Iconoclasta (já que de certo modo lhe pôs fim). 

E o segundo momento (bastante posterior à execução da referida janela), que foi o XIXº Concílio Ecuménico, conhecido como Concílio de Trento. Porque na sua 3ª fase (1562-63), na cidade de Trento, no Tyrol, se fez a reconfirmação das decisões de Niceia, que tinham sido tomadas em 787.

Devendo também informar-se (e sublinhar este facto) que de entre essas decisões avultava a vondade de emprego da Imagem da Cruz.

Alguns poderão questionar esta nossa ideia, pondo-a em dúvida; mas o facto é que o emprego - directo, simbólico e único - da Cruz, não foi muito comum na Primeira Arte Cristã. Notando-se que a maior divulgação da Cruz, e o seu emprego na imagética, que hoje se considera Arte, foi o resultado de um movimento crescente, muito lento, que se pode observar a partir do século VIII. 

Um movimento em prol da maior utilização da Cruz - como o símbolo mais forte, e capaz de resumir toda uma Teologia (que nos parece dever fundamentar-se nas decisões finais do IIº Concílio de Niceia**?).        

 

 (para legenda clic na imagem)

 

*http://fr.wikipedia.org/wiki/Fenêtre_à_croisée

(ver também - http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/15160.html)

**VIIº Concílio Ecuménico da Igreja, e o IIº realizado em Niceia. Algumas das suas decisões - incluindo a que concerne a representação da Cruz - podem ser consultadas em As Santas Imagens, no Catecismo da Igreja Católica, Gráfica de Coimbra, 1993 (ver p. 266);

http://ec.aciprensa.com/wiki/Iconos:_ventanas_a_la_eternidad.

Voltar a: http://primaluce.blogs.sapo.pt/

link do postPor primaluce, às 13:00 

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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