De facto, é possível que alguns digam que o "tudo sobre a Ogiva", não lhes chega!
Pois! Esse tem sido um dos nossos maiores problemas: quem sabe bastante de História da Arte; Professores que têm explicações para os mais pequenos detalhes - incluindo imensas explicações sobre a Arquitectura... - dirão que as nossas informações são parcas. Mas aqui recordo-me de Luís Esteves Casimiro, o investigador de Iconografia da FL-UP que recebeu um Prémio do Vaticano, pela sua tese de doutoramento*.
Na verdade, não é numa simples tese - doutoramento, mestrado, seja o que for? - que alguém inclui informações que tem, desenvolveu especialmente, e domina praticamente a partir da infância. Por razões da nossa vida, brincámos muitas horas com compassos, e desenhámos sobre malhas:
Em suma, sem o sabermos constituímos um Corpus informativo, que é nosso, e que os outros dificilmente conseguem captar.
Aliás - é importante acrescentar - é mais fácil a um Engenheiro (de Estruturas, ou um qualquer outro...) compreender as nossas informações do que um Historiador da Arte!
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*Recordo o que me escreveu sobre a sua transversalidade. Consegue-se colocar, em pouco tempo, e com poucas palavras, na cabeça de um Historiador da Arte, o muito que não sabe das áreas de Ciências? Incluindo: Matemática, Geometria, Desenho, Estática?
