Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
23.9.25

Há uns anos estávamos longe de saber que ia existir IA - i. e., Inteligência Artificial

 

E que esta mesma «inteligência» iria saber explicar - muito melhor do que nós !!! - aquilo em que consiste a ICONOTEOLOGIA.

Portanto sugerimos a leitura seguinte (obtida no link ) :

 

"Iconoteologia é um termo que descreve o estudo de imagens, iconografia e símbolos, especialmente no contexto medieval, focando em como diferentes ideologias, visões antropológicas e influências geográficas ou religiosas se articulam e se expressam através de variadas formas de representação visual, que se sobrepõem nos seus significados.
Características da Iconoteologia:
  • Estudo de Símbolos e Imagens:
    Analisa a multiplicidade de significados (polissemia) que um símbolo ou imagem pode ter, muitas vezes com várias interpretações e camadas de significado.
     
  • Pluriassociação de Formas:
    Examina como diferentes símbolos e imagens se associam para criar novos significados, num processo quase permanente.
     
  • Interligação de Ideias e Influências:
    Destaca a relação entre a iconografia (a forma das imagens) e outras influências, como ideias religiosas, visões do mundo e contextos geográficos, para entender o significado das imagens.
     
  • Conceito Medieval:
    O termo é particularmente aplicável ao período medieval, onde os símbolos e as imagens eram muito utilizados e carregados de significado.
     
Em suma, a iconoteologia é um campo de estudo que se aprofunda nos sistemas de significado das imagens, desvendando como elas funcionam e se conectam com diferentes aspetos culturais, religiosos e sociais.
 
(...)
 
As respostas de IA podem incluir erros. "
 
E na definição acima sublinhou-se a amarelo aquilo que achamos menos correcto, ou necessário explicar:
 
1) As influências religiosas são mais importantes do que as geográficas. Embora estas existam e tenham peso no surgimento de certas imagens marcadas por algum regionalismo. Ou, por correntes artísticas que são menos da ordem das imagens criadas, mas mais próprias dos conceitos teológicos que as inspiraram.
Há que não esquecer que a Obra de Arte, é a materialização, ou o "tornar tangível "  daquilo que é também designado como cultura imaterial; saber intangível , etc., etc.
 
2) A palavra sobrepõem em nossa opinião está correcta. Mas também podemos falar em acomodação. Porque traduz melhor uma certa plasticidade (mental) que o autor - escultor, pintor ou arquitecto - tem que introduzir, mentalmente, quando está a pensar (e/ou a desenhar num esboço preparatório) a imagem final que quer obter.
Pensemos por exemplo num portal medieval e no seu tímpano. Onde por hipótese o autor quer reunir a imagem da mandorla e/ou do arco quebrado,  transportada por anjos.
Porque os ditos mensageiros (que são os anjos) querem mostrar a quem vier a olhar e a contemplar esse conjunto escultórico  - inserido na arquitectura do portal -, que a figura que contém no seu interior, é de origem divina, e inspirada pelo Espírito Santo.
Como por exemplo está a seguir: 

1-MANDORLAULTRAPASSADA-a.jpg

Verga ou lintel onde Cristo dentro de uma mandorla ultrapassada - transportada por anjos -, nos lembra a cultura arianista (dos visigodos «mais tradicionais»). Os que aqui na Iberia, como se poderá deduzir,  ainda defendiam o seu património cultural/essencial, que precedeu a proclamação do Filioque (*) , e a sua inserção no Credo, ou Símbolo de Niceia-Constantinopla. 

E assim, nesta e outras transposições das ideias para imagens, o arco ultrapassado foi inventado. Aquele que mais tarde, provavelmente também aqui na Iberia, foi adoptado pelos árabes?

Lux-Mundi-300ppp.jpg

De novo os anjos transportam a mandorla, mas neste caso colocando Cristo no seu centro.  Mandorla que já não é arianista, mas sim sintética e tradutora do Filioque. A mesma que vai estar na origem do Arco Quebrado; e condizente com as ideias do cristianismo que não paravam de evoluir. Por isso Cristo que remete para um livro, em que se diz:

Ego sum lux mundi

3. Por fim, no texto de IA sobre ICONOTEOLOGIA - a palavra que fomos buscar ao Pe. dominicano Eugenio Marino - está um aviso: "As respostas de IA podem incluir erros".

E sim podem!

Já que na continuação do texto, se o lerem totalmente, encontram referências aos nossos blogs - Primaluce e Iconoteologia; mas também o Cas'Amarela,  como sendo a fonte ou a «origem» da palavra ICONOTEOLOGIA. 

Porém, não nos cansaremos de informar que apenas a adoptámos. E por isso são vários os posts em que naturalmente mencionámos (e mensionamos sempre) o seu autor : Eugenio Marino OP.

Como está nestes:  https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/56174.html 

https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/arquivo-de-eugenio-marino-op-142519

https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/da-teologia-para-a-arquitectura-ou-119069

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(*) A proclamação do Filioque  e a sua inserção no Credo é referida como tendo acontecido (só) no tempo de Carlos Magno. Mas quando se estuda História, tendo em atenção o que em simultâneo aconteceu na vida religiosa de vários povos cristãos (entrados recentemente no império romano), tinha sido Clóvis o primeiro rei (dos Francos) a abjurar a fé arianista.

link do postPor primaluce, às 15:30  comentar

 
Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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