Há uns anos estávamos longe de saber que ia existir IA - i. e., Inteligência Artificial
E que esta mesma «inteligência» iria saber explicar - muito melhor do que nós !!! - aquilo em que consiste a ICONOTEOLOGIA.
Portanto sugerimos a leitura seguinte (obtida no link ) :
- Estudo de Símbolos e Imagens:Analisa a multiplicidade de significados (polissemia) que um símbolo ou imagem pode ter, muitas vezes com várias interpretações e camadas de significado.
- Pluriassociação de Formas:Examina como diferentes símbolos e imagens se associam para criar novos significados, num processo quase permanente.
- Interligação de Ideias e Influências:Destaca a relação entre a iconografia (a forma das imagens) e outras influências, como ideias religiosas, visões do mundo e contextos geográficos, para entender o significado das imagens.
- Conceito Medieval:O termo é particularmente aplicável ao período medieval, onde os símbolos e as imagens eram muito utilizados e carregados de significado.

Verga ou lintel onde Cristo dentro de uma mandorla ultrapassada - transportada por anjos -, nos lembra a cultura arianista (dos visigodos «mais tradicionais»). Os que aqui na Iberia, como se poderá deduzir, ainda defendiam o seu património cultural/essencial, que precedeu a proclamação do Filioque (*) , e a sua inserção no Credo, ou Símbolo de Niceia-Constantinopla.
E assim, nesta e outras transposições das ideias para imagens, o arco ultrapassado foi inventado. Aquele que mais tarde, provavelmente também aqui na Iberia, foi adoptado pelos árabes?

De novo os anjos transportam a mandorla, mas neste caso colocando Cristo no seu centro. Mandorla que já não é arianista, mas sim sintética e tradutora do Filioque. A mesma que vai estar na origem do Arco Quebrado; e condizente com as ideias do cristianismo que não paravam de evoluir. Por isso Cristo que remete para um livro, em que se diz:
Ego sum lux mundi