Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
26.5.20

Temo-la referido várias vezes, porque o que já escreveu e as suas ideias, estão repletas de informações que não se devem descartar, para quem quiser compreender por um novo prisma, a História da Arte, e em particular a da Arquitectura.

 

No post de hoje - já a seguir - um excerto de uma apreciação do seu trabalho The Craft of Thought: Meditation, Rhetoric and the Making of Images, 400-1200, de 1998. Livro que temos em francês, intitulado Machina Memorialis, da Gallimard, Paris 2002, e de onde temos retirado informações verdadeiramente inovadoras, que temos publicado.

 

E, repare-se como é dito, que neste caso a inovação vem de um outro campo, exterior - o da história da literatura - que  assim forneceu materiais e novas informações para história da arte.

 

Inovação que veio colocar, como Mary Carruthers defende,  as imagens e as palavras juntas; mas sem as «priorizar» umas relativamente às outras. Porque as duas fazem parte - e aqui acrescentamos nós, porque usadas em simultâneo -, da actividade mental.

 

Sobre-MachinaMemorialis de MaryCarruthers-4.jpg

 

Já agora, não de uma actividade mental qualquer, mas a da invenção.

 

Embora por outro lado, por exemplo (e esta é uma ideia nossa), quando as «subtilezas» dos teólogos medievais exigiam demasiado à palavra, como concordâncias e rupturas em simultâneo, ou ainda afirmações incrivelmente cautelosas, era nessa altura que as imagens - com o apoio da gramática que nesse caso a própria geometria também é; era então que se socorriam das imagens para melhor expressar algumas concepções teológicas...*

 

Portanto, invenção (ou muitas e diferentes invenções) que depois duraram séculos, fazendo com que tantas dessas imagens (que estão abaixo, como doodles ) - que tinham tido uma origem mental (resultado do trabalho da verdadeira imaginação) - perdurassem e fossem empregues na Arte. 

 

colecção-de-SinaisSignificantes-3.jpg

 

Por isso é muito estranho, estranhíssimo para um arquitecto formado nos anos 70, que muitos dos que chamamos «gatafunhos», da imagem acima, tenham sido Ideogramas de uma língua (a arquitectura) que foi aplicada nas edificações:

Assim se fazendo a distinção entre formas simplesmente tectónicas, destinadas ao suporte; e as formas significantes - colocadas, expressamente, para falarem pelos proprietários dessas mesmas edificações.    

E quando dizemos que foram colocadas nas edificações, note-se que não foram simples ornamentos apostos, e mais superficiais. Mas o décor â maneira vitruviana: i. e.,  alguns desses Ideogramas, muito adequadamente, deram forma à base, que é aquilo a que chamamos planta de um edifício.

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* Como sucedeu com o Quicumque

link do postPor primaluce, às 20:00  comentar

 
Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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