Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
8.2.17

Sim, é o que consta no site do SIPA: "Igreja Barroca de Planta Elíptica..." como podem ler aqui.

De tudo o que fomos estudando para o que seria a nossa tese de Doutoramento - aquela de que Fernando António Baptista Pereira entendeu dizer (5 ou 6 anos depois de se ter começado a trabalhar, e o que sempre dissemos iria ser um percurso à vol d'oiseau); de tudo isso que estudámos, pudemos perceber a influência quer da Cosmologia (antiga), quer da Teologia (cristã), para a formulação do desenho arquitectónico.

Se quiserem, em termos de hoje, para o design final: a cara: a aparência que as obras iriam apresentar, aos que as iriam olhar e ver.    

De tudo o que estudamos e percorremos pudemos ter a certeza de que nunca nada era deixado ao acaso! Os mínimos detalhes eram sempre estudados para serem concordantes com as ideias que se queriam passar.

Mas também, com os novos conhecimentos, que entretanto a Igreja - às vezes muito renitente como é sabido... - entretanto reconhecia. É o caso da Elipse.

Isto é, da forma elíptica que Képler demonstrou ser a forma das Órbitas dos Planetas.

Esta afirmação não começa por ser nossa - vem de um autor com quem muito se aprende George Hersey - mas torna-se num contributo que muito vem enriquecer, dá força e contextualiza, várias (ou muitas) outras das nossas constatações. As mesmas que as «Universidades» entenderam desprezar e não aceitar com lógicas absurdas e retrógradas*. 

Johannes Képler morreu em 1630, as suas ideias rapidamente se espalharam, e em Itália, segundo Hersey a obra de Francesco Borromini - S. Carlo alle Quatro Fontane - já (em 1638) inclui uma elipse. Forma de que Hersey escreve o mesmo que já explicámos, sobre a semelhança com a oval: "The two forms are only roughly identical, however, and not mathematically so."

Sobre as ovais, elas também são muito mais do que isso, e várias obras Barrocas também o demonstram: porque desde muito cedo houve a tradição de dar forma não só aos ornamentos mas também à própria planta da igreja a partir de Ideogramas que significassem Deus. O Deus Uno e Trino, como Joaquim de Flora o interpretou, levou também, muito mais tarde, ao desenho de várias igrejas com plantas compostas de três círculos que se aproximam do desenho das ovais.

Esquema-da-Trindade-segundoJoachim-de-FLORA

Figurae-Joachim_de_Flore.jpg

Só que, nalguns casos, para que essa composição de base fosse mais notória, os próprios tectos têm nervuras que se intersectam, para acentuar e dar mais expressividade ao que a partir das plantas nem todos conseguem ler.   

Para terminar e para quem tem acompanhado as nossas informações**, relativas a uma Historiografia da Arte que alguns teimam em não a querer ver, note-se como vão longe os mais simples ideogramas medievais; note-se como evoluiu o desenho e a complexidade aumentou, inclusive com bases matemáticas, que vão para além da mais simples geometria.

Note-se ainda como já não há uma arquitectura (à maneira medieval) feita de planos todos paralelos e repetidos (que podiam continuar indefinidamente); Note-se, como isto, em que E. Panofsky viu o esboçar da abertura e da perspectiva, é mais do que tudo o retrato da espantosa evolução humana, que a arquitectura sempre plasmou.    

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*Entre essas, recusando as nossas metodologias. As de quem sabe, por experiência, o valor do desenho e da geometria para a acomodação das formas que, por serem significantes tinham que estar presentes nas edificações.

**Incluindo-se nessas informações explicações de desenho que normalmente os Historiadores de Arte desconhecem ou desprezam:

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/42024.html

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/41511.html

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/41879.html

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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