Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
9.10.12

Nos nossos dias as Ciências têm Corpus muito específicos, de tal maneira que até nós, nos dois blogs em que vamos escrevendo e que vamos produzindo, também reconhecemos que entre os dois, por vezes, parece não haver distinções.

Parece que Primaluce - que entendemos dedicar a muitos e vários temas, como consta no perfil - é o mesmo que ICONOTEOLOGIA. Mas não é, e não foi essa a intenção inicial... Mas vamo-nos perdendo, porque há distinções (científicas e metodológicas) que se fazem na actualidade, as quais são extremamente difíceis de manter quando se olha para o passado.

Aqui, Iconoteologia pretende ser mais restrito: ir mostrando como as imagens - desde um simples Diagrama, a uma obra de Pintura ou de Arquitectura - se foram produzindo de acordo com a Teologia Cristã.

Hoje queremos insistir numa ideia, já apresentada: só com bons conhecimentos de Geometria se podem compreender vários Ideogramas, assim como as formas arquitectónicas que posteriormente geraram: 

Mais, só com conhecimentos de Geometria, se percebem as transformações impostas aos Ideogramas medievais, que por sua vez estão na base da Arquitectura Barroca.

 

Poderíamos indicar bibliografia, mas preferimos remeter para um Ideograma que está patente num Vão Bífore do Mosteiro dos Jerónimos: imagem que é a mesma que Guarino Guarini usou em Turim, no lanternim da Igreja de S. Lorenzo*.

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*Ver em Monserrate, uma nova história, figs. 112, 113 e 114, pp. 272 e 273.

Ler em pp. 37, 38,69. Para  Antonio Bonet Correa, Caramuel Lobkowitz influenciou Guarini, e dele escreveu: "...El pensamiento arquitectónico de Caramuel asombra hoy por su modernidad. Su formulación de que «Architectura, Philosofía Moral Y Theulogia» son las tres Gracias Escolásticas, que se dan las manos, supone un concepto integrador de la arquitectura a las actividades humanas más primordiales...". Ler op. cit., p. 165, a nota nº 78. 

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6.10.12

Pensar e repensar aquilo que se faz, é, certamente, apanágio de alguns: porque se remetem a sucessivas reflexões, e o «caso da Bandeira Nacional»  ontem ocorrido não é para menos.

Já se diz que é simbólico, para outros mero acaso, que o PR não teve culpa, não teve intenção... Etc. Não faltam diferentes perspectivas e análises.

Mas ainda não se ouviu, incisivamente, uma comparação que poderia ser feita com outros países. Com povos onde a tolerância não é tão grande, ou até, casos em que a informalidade não é a regra. Imaginam-se outros governantes a colocar bandeiras às avessas? Se tal acontecesse não se apuravam responsabilidades? Não há uma check list de verificações e procedimentos a preceder um qualquer evento público? Não há um Chefe de Protocolo, de Cerimónias, ou um Mordomo? Em última análise, o dono da casa, não verifica, em cima do momento que há um cordão enfiado ao contrário na baínha da bandeira? 

O «acaso» de ontem é retrato de tudo isto, e também de muitos desconhecimentos.

Será que os nossos governantes recordam (que na origem, como ainda parece acontecer na área da Justiça), que o sentido do Poder remonta ao Divino?

 

 

Será que os nossos governantes percebem (e fazem a associação...), porque foi Santiago Calatrava buscar as «Ogivas Metálicas» que colocou na Estação do Oriente? Será que percebem que usou - como um verdadeiro Mestre, Conhecedor e Sábio - do sentido antigo, inconsciente e ainda vagamente reminiscente, da Ogiva?

A resposta está na fotografia acima, feita na Estação de S. Bento no Porto. Mas ainda fica uma nova pergunta:

O que tem a ver (e porque se insere/inseriu numa parede do Átrio Principal da Estação de S. Bento), o episódio mais célebre da vida de Egas Moniz, com o facto de precisarmos de nos deslocar e viajar?

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5.10.12
Querer que os nossos alunos saibam ver; que tenham réguas e compassos nos olhos, para notarem detalhes pequenos e mínimos, será uma ambição excessiva? Francamente não sabemos responder...  

Face ao que nos rodeia, no caso ao de uma varanda repleta de pessoas responsáveis (os mais altos dignitários da Nação) que estavam a observar um erro e o deixaram passar. Face a pessoas que naturalmente respeitamos, mas cujos actos são do tipo de disfarçar e de fingir que tudo está bem, fica-se perplexo...  

Vale a pena ensinar a observar, e ensinar a ler as formas correctas? No seu sentido e orientação correcta?

Em público, corrigir um erro notório é assim tão difícil? Só os gestos formais e inicialmente programados são possíveis? Não há espaço para mais do que o improviso, a correcção que se impõe?

 
Foto do Portal Sapo http://www.sapo.pt/ às 11h 50m de 05.10.2012
 

Os Governantes são meros «Robots Programados», insensíveis ao inesperado? Incapazes de reagirem ao que vai acontecendo...?

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Quanto à Esfera Armilar e ao Escudo Português já os referimos noutros locais e oportunidades.   

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/34256.html

http://primaluce.blogs.sapo.pt/29383.html

http://primaluce.blogs.sapo.pt/28775.html

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
Outubro 2012
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