Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
12.8.12
Já o escrevemos: os estilos foram uma linguagem equivalente às Sinalizações Visuais contemporâneas.

Nas imagens tentámos recriar - com pictogramas à maneira do design e da comunicação visual - o mais essencial das linguagens estilísticas, de antes e depois de Cristo.

  

 

Acontecendo que há muitíssimos mais casos do que aqueles que apresentamos, permitindo cobrir um espaço temporal de cerca 2000 anos.

Ver também:

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11.8.12

Sim, é um não parar de imagens de raiz geométrica, muito semelhantes entre si, porque têm uma origem comum.

Lembram-se desta imagem?

 
vejam-na em:

E agora comparem-na com esta:

 

 Vem de uma porta na Foz Velha, Rua do Veludo, Porto.

Não são imagens iguais, longe disso, mas quem desenhou uma não pode deixar de fotografar a outra, sabendo onde está a diferença entre elas...

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10.8.12
Recentemente pudemos recolher imagens da zona histórica do Porto, que está repleta do que se podem chamar Sobrevivências do Gótico. 

Ou, caso considerem que Gótico é apenas aquilo que tem Arcos Quebrados (?), nessa situação temos que admitir que se tratam de outros Sinais do Cristianismo, talvez menos importantes, mas que continuaram a ser incluídos nas obras da arquitectura. E aqui dizemos:

Quer na arquitectura urbana, quer na arquitectura religiosa!    

 

 

Agora sugere-se que comparem alguns vãos da cidade do Porto - fotografia superior, com outros vãos dos Açores; concretamente com os dos Impérios.

Aqui com os do Império do Raminho - onde a mesma iconografia, muito convenientemente e de acordo com a noção de «decor» vinda desde Vitrúvio* - esteve ao serviço da «ideia do Deus-Cristão».

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*Procurar "Decor" na tradução do Tratado de Vitrúvio, feita por M. Justino Maciel 

 Ver também:
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9.8.12

Como mostra o padrão que ontem incluímos no post (e hoje se repete), desenho da nossa autoria, não foi inútil tê-lo desenhado. Pelo contrário, há muito sabemos de tudo isto. Concretamente ao escrever o trabalho sobre Monserrate, foi muito o que se guardou para o doutoramento.

Assim também não foi inútil ter aprendido - mesmo que pouco bem - o programa informático que permite reconstituir a iconografia antiga (de tal maneira que é depois muito acessível e bastante fácil de alterar, como sucede nas diferentes obras).

Por várias razões - a primeira das quais foi a própria Fac. de Letras da Universidade de Lisboa a confirmar a existência dessa motivação, através dos comportamentos de professores e orientadores, que não estavam dispostos a aceitar novidades.

Por várias razões, repete-se, era muito o material que se tinha guardado para o doutoramento; e uma outra dessas razões, foi o facto de termos entendido que era importante sermos mais hábeis, e até mentalmente mais ágeis, do que as imposições que nos estavam a colocar*: 

Percebemos que o tempo podia ser nosso aliado, e que apesar das nossas ideias estarem muitíssimo firmes desde o início, seria melhor tentar publicá-las e apresentá-las à comunidade científica de maneira lenta, paulatina e em pequenas doses, como provavelmente outros já fizeram**?

 
Sigamos então os passos de sábios
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*Para não referir a falta de «agilidade mental» dos que impõem...

**Será o caso de Georges Duby? Cujos trabalhos em geral não apresentam notas sobre a proveniência das informações que apresenta? Supomos que sim. E somos nós que o admitimos - sem nunca termos ouvido esta hipótese a ninguém; supomos que dominaria a linguagem visual patente nas obras, como, cada vez mais, se passa connosco. Isso permitiu-lhe escrever com enorme à-vontade sobre o que tinha à frente, ou em fotografia, como quem lia a iconografia dos monumentos?

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8.8.12

Para facilitar a comparação hoje limitamo-nos à junção dos desenhos e fotografias anteriores.

 

 

Um conselho em poucas palavras: vejam bem! Isto é, vejam e compreendam como as imagens da «Arte Antiga» eram criadas (ou obtidas). Praticamente não havia criação, mas sim um «processo de obtenção» a partir de uma malha geométrica.

Os ingleses diriam "framework"

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7.8.12

Houve quem muito insistisse e nos fizesse ver a importância e dimensão do nosso Arquivo Visual (na memória).

Ainda bem que assim foi, porque se não nos tivessem chamado a atenção talvez não tivéssemos dado por isso, e, enfim, é uma vantagem que é bom conhecer!

Por outro lado, é verdade que os posts dos dois blogs não têm títulos que permitam aceder, imediatamente, às imagens específicas que foram escolhidas para ilustrar cada um dos textos desses posts.

No entanto, à parte esse «pequenino problema» (que um dia se pode vir a ultrapassar...), os dois blogs têm servido para tirar da memória - e assim materializar - o que até agora estava apenas à guarda exclusiva, de uma única mente: a nossa.    

Por fim, alguns poderão perguntar como é possível ter este arquivo mental? 

 

Acontece que ele não é abstracto: o que está na imagem acima, tal como na restante iconografia, são ligações com base em associações lógicas - de origem geométrica ou outra. E é isso que nos permite ter (na memória) o referido arquivo. Ao qual vamos buscar o que quisermos, quando quisermos.

Neste caso o janelão da Igreja de S. Nicolau, no Porto! 

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6.8.12
Assunto já tratado, mas sempre revisitável. Comparem no filme "O Discurso do Rei" o desenho da clarabóia, que parece ser, ou é o mesmo de um janelão da Igreja de S. Nicolau no Porto? Desenho que também está em vãos de Chambord. 
E, como escrevemos no trabalho dedicado a Monserrate, nos padrões dos trajes (como sinal da realeza?) de Isabel I de Inglaterra*.
 
 
 
Por fim, se a nossa memória visual nos espanta (?!), nos outros, e são muitos, parece causar vários problemas: concretamente a dita da invídia que não fica bem a ninguém!
Mas se nós invejássemos os que têm memória auditiva, seria tanta a inveja, sem sossêgo... 
Ver
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5.8.12
Continuamos a apresentar Clarabóias da Cidade do Porto, e neste caso, como se vê os vidros são transparentes, incolores, à excepção de uns pequenos triângulos azuis. 

 

 

Acontece que há (ou houve, e temos provas) várias clarabóias com Iconografia igual à da Arte Visigótica. Porquê? Não sabemos, embora tencionemos continuar a investigar a questão.    

Imagens que também foram adoptadas pelos nossos primeiros reis, como mostramos em Monserrate, uma nova história; ver pp. 265 e 270, figs. 95, 96 e ainda nºs 106, 107 e 108.

Ver ainda:

http://primaluce.blogs.sapo.pt/60448.html

http://primaluce.blogs.sapo.pt/68031.html

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4.8.12

Depois dos posts anteriores retoma-se uma imagem já aqui apresentada. É impossível não se ficar intrigado... 

É também impossível não nos lembrarmos de uma frase de William Chambers sobre as informações dadas pela Arquitectura! E depois pensar em frases atribuídas ao apóstolo S. Paulo, e no sentido moralizante (edificante) que sempre se viu na construção, desde os tempos mais antigos...  

 
A Polissemia medieval, e muitas das associações que estão na raiz do Pensamento, são, igualmente, não só intrigantes, mas sobretudo, depois de reconhecidas, essenciais à compreensão do próprio Pensamento: pois dir-se-ia que muitas vezes se assiste a um "saltitar" entre referentes com o mesmo significado.
Porquê? Será para reforçar o sentido do discurso e das ideias que se querem transmitir?

http://primaluce.blogs.sapo.pt/61332.html

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3.8.12

Desde que em 2002 começámos a compreender o funcionamento da linguagem geométrica, que está patente nas obras de arte tradicionais e mais antigas: a qual recentemente passámos a designar como Iconoteologia. Desde essa data não parámos de pensar sobre a utilidade de todos estes nossos conhecimentos, ao mesmo tempo que a nossa luta tem sido enorme, em especial relativamente a todos os que deveriam compreender o interesse e a importância destes conhecimentos, valorizando-os devidamente (em vez de os esconderem*). 

Recentemente, novas leituras numa obra de Alain Besançon fizeram-nos recolocar a questão, e ao mesmo tempo reforçar o que sempre temos defendido. 

Claro que a importância da descoberta de Champollion, que decifrou a escrita egípcia - a partir da leitura da Pedra de Roseta (ou The Rosetta Stone, como é conhecida no British Museum) - é muitas vezes superior às informações a que chegámos; no entanto, ambos os «desenvolvimentos» se podem comparar, por aquilo que permitem conhecer o passado.

Posto isto aconselha-se a leitura de Alain Besançon, sobretudo quando explica a posição de Hegel face à Arte antiga, em especial a Arte Medieval.

 

Entretanto fica uma fotografia de Arquitectura Modernista em Portugal (1890-1940), de José Manuel Fernandes, Gradiva, Lisboa 1993, em cuja legenda se diz:

 

(continua no próximo post)

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*Esconderem sem optarem por debater ou criticar publicamente: a atitude normal se houvesse erros...

Ver também:

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/33982.html

http://primaluce.blogs.sapo.pt/  

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
Agosto 2012
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