Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
20.6.12

Chamar-lhes «neogóticas» sabe-se lá se é abusivo? De ferro fundido, são de certeza.

Agora vejam a sequência de imagens.

Começa num desenho do Palácio dos Doges (Veneza) e acaba em grades fotografadas na Avenida D. Carlos I, em Lisboa.

arranjo da imagem, inversão de cores

outros arranjos e recortes

Seguem-se as verdadeiras grades, de ferro,

as anteriores eram de pedra:


Deseja-se que vejam (i. e., que compreendam, sem mais palavras)!
Como sucede com o trabalho de Paulo Andrade, que instantaneamente se compreende.
Ver em:
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19.6.12

Como já escrevemos: Os estilos foram uma linguagem equivalente às Sinalizações Visuais contemporâneas.

Nas imagens seguintes tentámos recriar - com pictogramas à maneira do design e da comunicação visual - o essencial das linguagens estilísticas, de antes e depois de Cristo.

 

Acontecendo que há muitíssimos mais casos do que aqueles que aqui apresentamos, permitindo cobrir todo um espaço temporal de cerca 2000 anos.

A repetição propositada traz-nos à memória alguém que em 2005 entendeu comentar o nosso trabalho dizendo que um arco não cria um estilo. Prontamente respondemos aquilo que nos parecia correcto: "Sim, um arco não faz um estilo, mas a repetição, várias vezes, desse mesmo arco faz/fez os estilos".   

Hoje, depois de tudo o que captámos sobre Ideogramas e Arcos, não temos qualquer dúvida sobre o assunto: arcos ou edículas esiveram na base dos estilos; foram/são a sua essência.  

http://primaluce.blogs.sapo.pt/

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18.6.12

A partir do link observem bem os vários vãos. Reparem na ideia de incompletude, ou aquilo que lemos preferencialmente: a noção de que os vão medievais são feitos de troços de círculos - troços que se chamam arcos - geralmente colocados em sequências concordantes.

O que os autores fizeram nesta versão de 1983 foi desmanchar os arcos concordantes, ou deixar registada uma «certa falta de compustura», algo que não concorda, discorda e que parece poder caír ou desagregar-se.

Há/houve, para nós sem dúvida, um gozo e troça relativamente às formas da arquitectura antiga.

Para Vitrúvio deveriam ser convenientes e «comportarem-se» decorosamente, aqui foi o oposto.

Daí a nossa ambivalência: o lermos na fachada duas hipóteses, a que está desenhada e a que vagamente se sugere poderia estar...  

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/25/CasaBicos1.jpg

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17.6.12

Voltamos à base, isto é, à versão antes de 1983 e das obras feitas por ocasião da  XVIIª Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura. Voltamos para especular, já que qualquer boa intervenção no espaço público, como esta é, para além do aplauso, merece reflexões.

 
Sem dúvida que a interpretação feita pelos nossos colegas arquitectos, Manuel Vicente, e J. Santa-Rita Fernandes, sobre a base que desde o século XVIII prevaleceu - ou talvez de data posterior, porque muitas reparações e reconstruções daquilo que ficou destruído se prolongaram por décadas e até séculos? - o que fizeram e hoje vemos, é muitíssimo imaginativo!
Como ontem questionámos, naturalmente, usaram documentação, que existe, daquilo que a casa foi antes de 1755.
E assim, a nossa apreciação, porque deste trabalho recebemos imensas informações, ainda agora não termina...  
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16.6.12
Durante muitos anos dividi-me em relação a esta obra de ampliação, que pretendeu repor o que teria sido a casa de Brás de Albuquerque.
E essa divisão em dois, tinha: por um lado a afectividade, ou o gosto (e o prazer claro) relativamente à obra feita. E do outro lado o que nos parecia ser (?) a ausência de um trabalho de pesquisa que refizesse o que se tinha perdido. Mas era uma divisão (que ainda hoje é), que exigiria - para não existir - a capacidade de dar em simultâneo duas informações.
Ou a colocação na obra (sobrepostas?) das duas realidades que, como se julga, ao mesmo tempo ocorrem a qualquer um: o que foi no passado, e a sua interpretação actual...   
(a continuar)

 

Postal da Distri Editora, Sociedade Editora Limitada (data desconhecida?)
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15.6.12

 Para os turistas foi durante muitos anos apelidada de: "Maison des pierres carrées pointues" & "House of pointed stone squares"

 

 

A Casa de Brás de Albuquerque, como ficou depois de 1755, num Postal, da Colecção Margrape Porto (fotografia anterior a 1983). Isto é, sem os dois pisos que a partir de 1983 re-adquiriu.

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14.6.12

Continuação...

Agora o postal inteiro, onde se informa: Edifício característico do século XVIII e ao lado a Casa dos Bicos (séc. XVI)

 
postal SOFOTO, F. MOURA MACHADO, CASCAIS PORTUGAL
 
Esta escolha tem a ver com a notoriedade mais recente da Casa dos Bicos, agora adaptada a sede da Fundação José Saramago. Dentro de dias teremos um postal com a imagem da casa antes das obras feitas em 1983, para a XVIIª Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura
 Quanto à inclusão da Casa dos Bicos num blog dedicado a Iconoteologia, é importante dizer que a casa como se apresentava antes das obras de 1983 (quase) não tinha qualquer valor heráldico de raiz iconoteológica. 
Mas o assunto, que é arquitectura, não vai ficar por aqui... Entretanto vejam esta imagem com grande nitidez de detalhes.
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13.6.12

Por hoje fica só um cantinho da fachada. O mais recente, mas também o que nos apeteceu fixar. Pelas suas proporções - quase um quadrado com quatro quadrados dentro. Realce depois para os Bicos de Pedra, e o que parece ser um «telhado de tesouro», rematando de modo alabaçado, em cima das paredes, no beiral.

 

 

A melhor forma de explicar seria desenhar, mas o adiantado da hora, hoje obriga a ficar por aqui. Chamando-se a atenção para a invenção (inspiradíssima) dos vãos bífores.

Excerto de um postal SOFOTO, F. MOURA MACHADO, CASCAIS PORTUGAL     

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12.6.12

Para muitos serão conhecimentos (ou actividades), que aqui hoje dizemos serem «profissionais», que nada têm a ver um com o outro: dirão que design e teologia «não colam»?

 

Nós, há mais de uma década, diríamos que não tinham que «colar»!

Porém, desde 2002 temo-nos esforçado por mostrar que podem ser, perfeitamente, complementares e afins. Pois os Estilos Arquitectónicos, foram uma linguagem visual, muito equivalente, ao que hoje são sinalizações visuais (estando totalmente impregnadas de teologia): isto é, fazendo uso dos mesmos recursos mentais.

Diríamos que as regras, e as lógicas, da sinalização visual contemporânea - usando os pictogramas - são as mesmas que a Teologia usou para se comunicar (a ela própria): a Ciência ou Conhecimento de Deus.

A imagem acima é apenas uma pequena amostra dos muitos materiais que temos recolhido (em Pugin - por exemplo), tirando, propositadamente partido, obtendo efeitos contrastantes.   

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11.6.12

Hoje as palavras não são importantes. As imagens (sobrepostas) falam melhor.

 

Em MONSERRATE, uma nova história, algures referimos o facto de haver vãos bífores antes e depois do Gótico*. A questão pode relacionar-se com o desaparecimento do arco quebrado, por motivos decididos em vários Concílios em que a questão do Filioque foi colocada. Ou, como em alternativa admitimos, por questões de ordem construtiva, quando surgiram alguns incidentes em obras que, de certo modo, «desafiaram limites». 

Se compararem as imagens de hoje e de ontem percebem (supomos), a evolução dos vãos bífores, para o arco quebrado. A imagem vem de ruin'arte.

http://ruinarte.blogspot.pt/, foto 1/89

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Ver pp. 25 e nota nº 39, p. 162.

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
Junho 2012
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