Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
21.5.12

...numa porta que hoje parece pobre, mas sobretudo muitíssimo degradada. 

 

A verdade é que em tempos lhe quiseram dar alguma «graça». Serão estes elementos decorativos, que Christopher Alexander questiona em "The Phenomenon of Life", considerando ele, que terão um certo "degree of life"? 

 

 
Será que esse «grau de vida» são as marcas do tempo. Ou são as manchas dos líquenes nas pedras?

Como refere o autor a questão é difícil de definir, no entanto, parece-nos (?) que a compreendemos...

Ver em http://primaluce.blogs.sapo.pt/99897.html, agora também nas pp. 147 e 220.

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20.5.12

Do post anterior, relativo a um desenho de Francesco di Giorgio e Baccio Pontelli (seg. André Chastel), agora destaca-se, especialmente, o que parece ser o revestimento interior de uma parede (talvez guarda de janela?).

 

Amplia-se e sublinha-se o valor significante/simbólico dessas imagens, associadas à base da janela. Imagens que, como é costume de raiz religiosa (e depois tradicional), se vêem habitualmente do lado exterior.  

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19.5.12

À pergunta respondemos: preferimos Ideogramas. Porque eram imagens tradutoras de ideias, que eram afins, ou estavam em total afinidade e sintonia com o Símbolo da Fé (cristão/católico). Tal como esse Símbolo é um articulado que se exprime em palavras, também as obras da Igreja, dos nobres, do povo e para o povo, todas elas deveriam lembrar Deus, do qual emanava não apenas o Poder, mas também o Bem, em todos os sentidos.

Na imagem seguinte o interior de um espaço do Palácio Ducal de Urbino. Nela constam vários Ideogramas, exactamente para realizarem o que acabámos de descrever. Vejam em Iconoteologia e Primaluce, onde nos temos referido às formas incluídas no desenho:

 

Abaixo está a explicação mais completa (trata-se talvez do studiolo dedicado ao Espírito Santo?). Desenho provém do livro de André Chastel - L'Art Italien, Flammarion, Paris 2004, p. 199.   

 

 

*Temos dito que este trabalho interessa a várias disciplinas: da Antropologia à Psicologia, da Teologia à História da Arte. Haver uma vintena de pessoas que beneficiam do nosso silenciamento é algo que sai muito caro. Não apenas ao Ensino Superior de Portugal, mas a um grupo muito grande de países onde se faz investigação a sério... Onde os investigadores não se descartam, porque fizeram uma importante descoberta, considerada inconveniente para os instalados!  

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18.5.12

Dada a sua proliferação é fácil termos exemplos: em geral estão sempre próximos. Por outro lado, estamos aqui a reforçar (ampliando o número de exemplos), do nosso trabalho feito a propósito de Monserrate. Embora, segundo temos percebido, haja muitos mais Ideogramas com outras formas. No entanto, relativamente a esses, não é em tempos próximos que os referimos. 

 

Neste exemplo - fotografado no Norte - o edifício teria tido obras recentes, e as portas pareciam novas. Por aqui se nota como a Iconografia antiga continua a ser aplicada. Serão normas municipais?

Mas, estes exemplos mereciam ter sido mais estudados e aperfeiçoados, do ponto de vista da composição gráfica, que uma porta e uma fachada não deixam de ser. Considerando o investimento que foi feito o resultado não é agradável: a imagem é confusa, há rectângulos e quadrados a relacionarem-se, sim, mas mal!  

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17.5.12

Temos que concordar que os losangos são inesgotáveis nas situações referidas. Ainda acrescentaríamos portões, e platibandas. Estamos perante Iconografia  que a Antropologia sempre tentou explicar, mas, parece-nos, até agora nunca houve justificações tão completas, integradas e articuladas como são as nossas?

 

Fica a pergunta pois pode haver quem saiba mais e melhor. Por outro lado repare-se como neste exemplo (talvez dos anos 40-50?) estamos perante formas que serviram para «estruturar» as chapas de metal. O que não deixa de nos lembrar - o que muitos vêem como simples enfeite? - as chamadas "Bandas Lombardas". Isto é, iconografia cristã, em geral anterior ao ano mil, da Lombardia (a região da Pens. Itálica onde se instalaram os Lombardos).

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16.5.12

Numa rua onde - sabe-se - no século XIX realizavam-se aí, as procissões (ou cortejos?) da Festa do Pentecostes, com a Coroação do Imperador e Bodo aos pobres.

 

Uma tradição que se viveu em todo o país e não apenas nos Açores. Neste caso, trata-se de um muro em Alcabideche (que já viu dias muito melhores). E embora estando muito degradado, no entanto os vãos e o seu coroamento, com coberturas minúsculas, deixam perceber que terá sido uma quintinha (ou quintal?) que em tempos foi cuidado...  

http://primaluce.blogs.sapo.pt/32616.html

 

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15.5.12

Também aqui, na fachada da igreja, num frontão em forma de concha, lá estão os tradicionais losangos.

 

 
 

Talvez lembrem a alguns as obras de P. Luigi Nervi (m. 1979), engenheiro, também de Itália, que frequentemente usou formas a que agora chamamos Ideogramas Medievais.

http://en.wikipedia.org/wiki/Pier_Luigi_Nervi

 

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14.5.12

Sobretudo nos vãos, em especial nas zonas que eram atravessadas pela luz.

 

«Luzes» ou «lumes» como as janelas são ainda chamadas - quando se tratam de obras da arquitectura medieval. LUZ que se confundia com o próprio Deus, por isso as formas específicas associadas aos vãos.   

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13.5.12
Vãos (bífores) semi-escondidos por painéis de vidro. Mas vê-se o que interessa destacar, o emprego de losangos ou quadrados de lados curvos em bandeiras de vãos.

 

Esta obra (no Concelho de Cascais) é sem dúvida do século XX, embora não saibamos a data exacta. Além disso reparem que os pinázios que suportam os vidros são de madeira. Noutros exemplos (a referir proximamente),  surge hoje com frequência o alumínio. Vamos continuar a tratar este tema. No exemplo acima essas formas - losangos curvos - resultam da intersecção de arcos canopiais: ou, na prática o que também, se designa por «chavetas».

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12.5.12

Arranjos na via pública, como novos pavimentos, têm reduzido a altura da soleira e os socos onde os losangos estão gravados.  

 

Socos que na base de uma ombreira têm uma função equivalente à de um pedestal de coluna.

Estes detalhes tendem a ser vistos como clássicos, no entanto, como se mostrou em Monserrate uma nova história - com base no exemplo do palácio sintrense, as edificações eram sínteses, onde podiam predominar uns ou outros sinais. Ver no III Cap. onde se refere uma dualidade - "Clássico versus Gótico".

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
Maio 2012
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