Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
18.5.18

PODIA SER MAS NÃO É...

 

Sim, a frase seguinte de Rudolph Arnheim podia ser um slogan; uma maneira de chamar alunos para Cursos Inovadores de uma qualquer escola de Design:

"Thinking calls for images and images contain thought. Therefore the visual arts are a homeground of visual thinking..."

Como aliás o mostram as duas imagens seguintes, feitas ambas para traduzir conceitos essenciais (dogmas - como se dizia frequentemente) do Cristianismo.

No primeiro caso a imagem foi obtida em Jacques Dalarun (ver: https://primaluce.blogs.sapo.pt/podia-ser-mas-nao-e-421538)

P1010070-credo e y-c.jpg

E no segundo caso, cujo esquema é equivalente ao da 1ª imagem - mas estando depurada de outras informações visuais tendo ficado apenas o Diagrama essencial; a imagem seguinte veio de Edward Norman, do seu livro - The Roman Catholic Church, Thames and Hudson, Londres 2007, p. 36. Como está na legenda a) serviu para esquematizar o Credo de Atanásio; e b) deriva de um manuscrito do século XIII (provavelmente o mesmo que está acima?).

CredoCristão.jpg

E se "Podia ser mas não é", como se escreveu no título; ou seja, se a frase de Rudolph Arnheim não é ainda levada a sério, como o são outras disciplinas e outras práticas, é porque a Arte está ainda muito longe de ser (bem) percebida. Não tanto a Arte Contemporânea, mas sobretudo a Arte mais antiga: que nasceu como uma escrita e ligada ao Pensamento.

Enfim, porque a Arte (e muitos dos seus estudiosos) também continua longe de perceber a enorme vantagem de se auto-conhecer, num contexto de Neuro-ciências*.

Portantto fortemente ligada à Linguística e à Semiologia

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*Temos vários posts sobre o assunto. Em geral com o apoio de textos (e o que compreendemos deles...) de António Damásio. Usem a tag António Damásio e vão encontrar

 

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13.4.18

Porém, foi Kepler (no século XVII) que provou que as órbitas dos Planetas não eram nem Circulares nem Ovais, mas sim Elípticas.

 

Deste modo contrariando a Cosmologia antiga, aristotélica/ptolemaica,  segundo a qual a Terra era o Centro do Universo. A visão que, como é sabido, perdurou até Copérnico, que defendeu e provou o heliocentrismo...

 

É ainda interessante - ver no primeiro link que acompanha este post -, que se atribui a Kepler a noção (matemática) daquilo que é o Foco da Elipse, a partir do qual se desenha.

 

 Seguem-se imagens que explicam as formas resultantes da intersecção de uma superfície cónica, por planos em diferentes posições: o círculo, a elipse,parábola e a hipérbole. As mesmas referidas no post anterior, mas aqui melhor desenhadas**.

Image0017--.jpg

 

Image0017-a.jpg

Image0017-b.jpg

Muitos perguntarão porquê esta insistência nossa, na Matemática, na Geometria, na Astronomia, a par dos conhecimentos de Teologia e de Arte...

 

Só que (provavelmente não o sabem), quando Copérnico e Kepler tornaram explícitas as suas teorias, então já toda a IDADE MÉDIA (e nos períodos históricos anteriores) se tinha usado e abusado do círculo, e de círculos de diferentes tamanhos e em diferentes associações, para desenhar conceitos e dar explicitações (as mais clarificadoras possível) sobre o Deus Cristão.

Especificamente em esquemas feitos para explicar (e depois correntemente para servir de alegoria ou como representação de) a Trindade; como há dias aqui se mostrou, e hoje ampliamos

PensamentoVisual-Trindade.png

Num próximo post vamos evidenciar como vários (e diferentes) Arcos da Arquitectura dos chamados estilos históricos tradicionais e antigos (por exemplo no Claustro do actual Museu Condes de Castro Guimarães, em Cascais) nasceram da esquematização - no desenho a amarelo que foi sobreposto à imagem... - da noção ou ideia da Trindade Cristã.

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*Como se explica aqui. Mas depois de Kepler serviu - como várias outras formas antes vinham a servir - para representar várias ideias alusivas ao Cristianismo

**Vindas de George Hersey que explica a presença da Elipse em várias obras de Arquitectura. Quanto aos diferentes planos, que geram o círculo, a elipse, a parábola e a hipérbole, veja-se que no primeiro caso é um plano de nível que passa perpendicular ao eixo de rotação da superfície cónica. No segundo é um plano oblíquo qualquer, desde que corte todas as geratrizes da referida superfície. No 3º caso a parábola resulta do seccionamento por um plano paralelo a uma geratriz. E por fim - no 4º caso - a hipérbole resulta da intersecção da superfície cónica por um plano paralelo ao eixo de rotação (e também paralelo ao plano formado por duas geratrizes, que vão ser as assimptotas da hipérbole).

Note-se que se estas informações e conhecimentos não são próprias para a Internet, e na verdade também já deixaram de ser apropriadas para escolas ou estabelecimentos de ensino superior... Provavelmente são informações que deixam de ser «cultura geral», a normal de um arquitecto, engenheiro ou designer, passando a ser erudições recônditas, e raríssimas, que existiram nas gerações mais antigas, e morreram com elas? Tudo nos leva a crer, que assim aconteça, até porque neste nosso blog, não é de Portugal mas sim do Brasil que vem o maior número de visitas. O que é incrivelmente motivador!

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9.4.18

... nem ao Menino Jesus, como mostram os historiadores de arte

 

Ou seja, do Harmonices Mundi de Képler a um sphere packing que para muitos pode ter tudo a ver com Design*, há muito mais.

 

Para já há a Elipse que J. Kepler percebeu ser a forma da órbita dos planetas (e que é diferente das ovais como já se escreveu).

 

Claro que tudo isto precisaria de explicações ao vivo, feitas no quadro, com texto e desenho, e com os interessados a acompanharem, mentalmente e passo-a-passo, as referidas explicações.

 

O que podemos fazer é isto, como na sala de aula, desenhado no quadro. Depois, compreendam (e memorizem), para que mais tarde vos possamos deixar outros dados (muito mais completos e complexos) vindos de quem sabe bem mais do que nós:

Elipses.jpg

Elipsesdesenho.jpg

Ou seja, informações de autores que com vários exemplos ligam o novo desenho - que passou a ser conhecido depois de Képler (com as órbitas celestes que antes eram supostas serem circulares), com novas opções arquitectónicas.Isto é, com novos designs da arquitectura, para o tempo em que se passa a saber que as órbitas dos corpos celestes (então as dos planetas à volta do sol) são elipses.

 

E assim, ao usá-las, sempre e continuadamente as referidas órbitas estiveram presentes - não deixando desta maneira de ser mencionado o Céu (através do novo desenho dessas órbitas**). O que sucedeu de acordo com uma tradição que era antiquíssima, e talvez constante, no desenho ou projecto das obras arquitectónicas.

 

Quer se tratasse do seu desenho geral, quer fosse, por exemplo, na configuração em pormenor de muitos dos elementos  que integrantes dos espaços arquitectónicos. 

 

Claro que a descoberta da Elipse, num tempo em que a presença de Deus no Universo - e sua criação (visto como o Criador de toda a realidade) - era praticamente indiscutível. Então, concluindo, naturalmente e como coisa óbvia essa forma nova (a Elipse) passou à Arte.

 

À Arte que ainda por cima era quase sempre (ou exclusivamente) uma referência apologética ao divino, a Deus...

Elipse-e-projeccão.jpg

Por isso esta fotografia feita no Claustro da Sé de Portalegre, onde as duas setas apontam duas elipses, e não ovais (como já se explicitou, e para que as duas figuras geométricas - que podem ser confundidas não o sejam).

 

Mais: como se vê são elípticos os vãos abertos, nos panos de parede da parte superior deste Claustro. Vãos por alguns chamados Espelhos, e que alternam com Fogaréus.

 

Num e outro caso (Espelhos e Fogaréus) como se tem escrito, eram referências a Deus

 

*Mas ainda perguntamos, pois, aliás, só a ignorância (parece) é que reduz a nada isto: o tudo que tem a ver com Design, e antes com a História da Arquitectura. Uma história que, podemos aceitá-lo, tendo nascido antes do Design, também o preceda em importância

 

**Lembre-se o Demiurgo de Platão, como Artesão ou Construtor do Universo. De um Universo que se relaciona com a Cosmologia, com o Urbi et Orbi (i. e., a Cidade e o Mundo); ou também o Alfa e Ómega. Que sendo a primeira e a última letra do alfabeto, como de A a Z, se referiam à totalidade que é (era designado como...) Deus. E lembre-se também, complementarmente (ou em simultâneo), André GRABAR, e o que escreveu sobre as representações visuais dos visigodos em Toledo.

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12.3.18

Image0004.JPG

Acima a Capa de uma História da Bíblia feita para crianças e jovens, ou mais para meninas (?), em 1925.

Segue-se a página 14, com a imagem e a legenda: "Depois da Criação"

ImageFilioque.jpg

 Por fim e abaixo na ampliação necessária...

ImageFilioque-2.jpg

... vê-se a Trindade Cristã, que assim ficou representada junto dos anjos ou de uma «Corte Celeste». Aparece também frente aos primeiros humanos (seguindo a tradição bíblica) e a animais criados por Deus. 

 

Toda a composição é completamente icónica, sabendo nós que na arquitectura, o esquema triangular que está dentro do círculo - ou em ípsilon invertido - foi representado, uma imensa quantidade de vezes, apenas por figuras geométricas, em geral para traduzir o Filioque: istoé, a noção trinitária que foi vista como um Dogma de Fé.

 

É disto de que falamos (de representações abstractizantes*, que se serviram da Geometria), sempre que usamos a palavra  IDEOGRAMA. Palavra que podem encontrar, com enorme frequência nos nossos posts de

http://primaluce.blogs.sapo.pt/, desde Outubro de 2010.

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*Representações abstractizantes e ideogramáticas, como estão nos dois posts seguintes que, para serem lidas por alguém que não sabe português, se decidiu correr o risco de escrever directamente em francês. Para ser lido por esta ordem:

1º - http://primaluce.blogs.sapo.pt/89925.html,

e 2º - http://primaluce.blogs.sapo.pt/90235.html

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4.3.18

"Até que a voz me doa"?

 

Bem, não sei mesmo se vale a pena? Porque, isto faz lembrar o IADE e as aulas de Higiene e Conforto:

Mais de 25-30 anos a alertar para os problemas do ambiente, a poluição e a sustentabilidade... Até que, sempre cada vez mais desgastada ou vista como a completamente démodée pelos colegas (ou pelos novos arrivés - os verdadeiros arrivistas, sem qualquer nível de preocupações, a não ser aquelas que sempre se centraram nos umbigos com que «nasceram»...); enfim, até que, entre cansada e farta de andar a defender aquilo que os políticos em duas penadas, e a qualquer momento contrariavam (dando assim os piores exemplos). Por isso, decidimos passar a fazer coisas bem mais giras. Pois para a sustentabilidade (ou para o seu peditório e um alerta sério que um dia haveria de surgir), nós já tínhamos dado tudo, tudo, ... e mais alguma coisa!

 

Aliás, a melhor prova dessa nossa imensa dádiva, de décadas (e prova da surdez que nunca ampliou o que era importante destacar) é que só há uns dias vieram falar em "green health and green campus" (ou coisa parecida?). Pobrezinhos, pois enfim lá acordaram, embora já muito em cima da derrocada a que se assiste... 

Por isso repetimos, talvez poucas vezes mais, mas ainda desta:

"Uma inteligência perspicaz não ficaria embaraçada por fazer corresponder sinais visíveis às realidades invisíveis".

Frase traduzida por Maurice de Gandillac, da qual talvez se deva dizer que é a frase de um génio? De quem viveu onde hoje é a Síria, no século V-VI, e que tanto veio a influenciar a Cultura Cristã: vinda do Oriente para o Ocidente, colocando-se ao mesmo nível, ou sobrepondo-se, a Santo Agostinho. (O Augustin dos franceses).

 

Sobretudo, alguém que influenciou, como se sabe (porque há textos escritos), a cultura religiosa da Idade Média, através do Abade Suger. Ou seja, a quem, por sua vez, se atribuem as alterações arquitectónicas mais relevantes feitas em Saint-Denis, Paris (e que depois se estenderam a toda a Arquitectura Gótica). 

Mas que, ainda antes da influência sobre esse Abade, como defendemos, os escritos do Pseudo-Dionísio (o Areopagita) tiveram influência sobre o Abade de Saint-Victor. Figura da Universidade de Paris, do início do século XII, que por isso é chamado (ou ficou conhecido) como Hugues de Saint-Victor.

 

Sim, na "Antiguidade Tardia", ou logo depois no que se designa como a "Alta Idade Média", «eles» - muitos sábios, alguns dos quais se conhecem os seus nomes... - sabiam bem que nos seus pensamentos (e nos seus discursos), podiam construir metáforas, fazer alusões e analogias, para se referirem a Deus. Era aliás uma das melhores maneiras para falar dele e conseguir catequizar.

 

E também sabiam - porque o discutiram e escreveram -, que as imagens (visuais, directas) seriam mediadoras, utilíssimas, a ajudar nessa tarefa: a do ensino dos que não sabiam ler e que portanto teriam que «absorver» as mensagens e os seus conteúdos de outro modo, que não pela leitura de textos escritos (com os caracteres alfabéticos)...

nichos-robertAdam 001-c.jpg

E isto que estamos a escrever, pode parecer, actualmente, muito estranho! Já que, normalmente, associamos letras do alfabeto, que formam sons, que são palavras. Que passando dos nossos ouvidos ao cérebro, nele fazem «ecoar ideias».

 

Mas isto mesmo, definitivamente, num tempo em que quase todos sabem ler (os tais textos escritos, com os caracteres vindos do alfabeto romano, do ocidente), agora tornou-se nada fácil de perceber!

No entanto, uma-por-uma, cada uma das ditas imagens lembrava: primeiro uma ideia, e depois outra, e ainda mais outra, que sem som, e como ideogramas, iriam conduzindo por discursos visuais (e talvez mais rápido, e mais directo, do que o fariam as palavras escritas?), neste caso às ideias essenciais do Cristianismo. Porque então as pessoas, muito mais do que agora (?) eram sensíveis às «mensagens figuradas».

 

E se na imagem do post anterior (colocada de novo, já a seguir) nós vemos como que a figura de uma pomba, derrogada - com a cabeça (como que invertida) e depois as penas da cauda, alongadíssimas, a acompanharem a forma da superfície esférica do tecto.

nicho-tesselas 001-b.jpg

Uma imagem para ser lida como protectora, superiormente (ou ainda primeiro, como sinalizadora/indicadora); mas depois também, simultaneamente, como sinónima da Concha do baptismo de Cristo no rio Jordão: 

Isto é, e resumindo, uma imagem para ser lida como uma fusão ou simbiose da Pomba com a Concha.

nichos-robertAdam 001-d.jpg

 

Já na imagem seguinte, extraída da página de um livro de Robert Adam:

 

  Consta, e nela conseguimos ver, com toda a toda a clareza, apenas a referida Concha.

nicho-conchíforme.jpg

Embora, possivelmente - e apesar da palavra Nicho em italiano significar Concha - só estejamos verdadeiramente habituados a um nicho «conchiforme» (e passe o pleonasmo) se o referido Nicho for exactamente como é o que está acima...

 

Ou seja em d - e com as nervuras a convergirem num ponto cimeiro (o ponto mais alto da calote esférica, i. e., 1/4 de esfera); e não como sucede em f com essas nervuras a convergirem num ponto localizado na base da dita calote esférica.

Em suma, as duas imagens - f e d - evidenciam a diferença que se tentou descrever por palavras (bastando olhar para elas, para ver essas diferenças).

 

E se no post anterior se referiu o Estilo Paleocristão, que significa primeiro, resta-nos acrescentar (por agora), que os vários desenhos do post de hoje não pararam mais de evoluir.

 

Pois que, com mais ou menos alteração*, permaneceram com a mesma base, quase até ao fim do século XIX/meados do século XX na Arte que se convencionou designar como ocidental. Cuja base - por não ter havido a distância necessária para se perceber a respectiva origem no cristianismo - muitos ainda continuam a procurar...

~~~~~~~~~~~~~~

*Exceptuando apenas a presença (legível e não abstracta) da Pomba nos Nichos da Arte e Arquitectura Cristã. E ainda, se escrevemos "legível e não abstracta" é por termos a certeza que a alusão ao Espírito Santo se continuou a fazer, mas sem esse símbolo primitivo (como lhe chamou André Grabar) que é a imagem da Pomba.

É complexo, ou complicado?

Sim! Por isso o dever ser tratado, e estudado, ao nível de doutoramento: em vez de ser sacudido por ignorantes: ou os detentores de graus de doutoramento conseguidos da «farinha ampara»!!

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24.2.18

Muitos perguntarão:

De que se trata? É um estilo?

nicho-tesselas 001-b.jpg

E a nossa resposta - enquanto pensam (sff., até porque a alguns vos dará jeito, um tempinho de pausa!) - é a lembrar que uma "inteligência perspicaz" é essencial à Arte...

Enfim, o que consta num dos nossos posts mais lidos

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15.2.18

É isto, o que se vê a seguir, na procura de informações sobre Círculos, Ovais e Elipses, nas imagens da Arquitectura e da Arte do Ocidente (Europa e EUA) de raiz cristã.

 

  1. ICONOTEOLOGIA; ICONOTHEOLOGY - 304
  2. Círculos, Ovais e Elipses (2) - 102
  3. Saber Matemática para compreender as Obras de Arte: a Fita de Moebius um Símbolo do Infinito? Ou de como a Ignorância não leva a lado nenhum? - 86
  4. Pesquisa - ICONOTEOLOGIA; ICONOTHEOLOGY - 81
  5. Cultura Livresca - 45
  6. Os Diagramas de Villard de Honnecourt - 39
  7. Design e Teologia - 29
  8. Faz hoje 445 anos: uma história horrivel de que a HISTÓRIA também se faz. - 29
  9. "Igreja Barroca de Planta Elíptica" - 24
  10. Será isto importante numa escola de Design? - 20
  11. Ainda em torno da obra de Hugo de S. Victor... - 19
  12. Síntese comparativa - 17
  13. Esconder os materiais encontrados, em sucessivas deduções, e depois designar (ou insultar?) esses materiais como sendo «Esoterismos»: grandes investigadores! - 16
  14. A Questão de Deus: uma só ou várias? - 15
  15. Uma inteligência perspicaz não ficaria embaraçada por fazer corresponder sinais visíveis às realidades invisíveis - 15
  16. A Arca de Noé ou o tema de 'La Grande Arche': um tema de sempre, que o século XX também retomou*? - 14
  17. Correspondências entre imagem e significado: será isso importante numa escola de Design? Ensinar a observar, a ler e compreender imagens (para depois compôr novas obras) - 13
  18. A, W. N. Pugin (1812-1852): as formas arquitectónicas e os ornamentos mais adequados. Num post de Rui'narte - 13
  19. Ontem recebemos: HOMENAGEM A ANTÓNIO QUADROS (NEWSLETTER 067) - 11
  20. Se... - 11

É nossa a culpa, claramente e sem dúvida, pois não temos tido tempo para escrever o que nos vai na mente, e a muita informação que, crescentemente, já passou a estar recolhida.

 

Ou, talvez a culpa seja mais das estruturas do Ensino Superior deste país, em que se escondem temáticas fascinantes, mas sobretudo as que verdadeiramente são essenciais para «nos entendermos».

 

Culpados por não terem criado as equipas de investigação necessárias - e serão muitas (e terão que ser enormes...) - para a reunião de todos os novos conhecimentos que, em cada dia (nós) continuamos a descobrir.

 

Depois, tendo em consideração a língua, claro que é do Brasil que vem um grande número dos nossos visitantes: o que muito nos honra.

Já que, é sabido, e como escreveu Miguel Real, por aqui se tem que assistir (e engolir e aceitar...), de um modo como se fosse óbvio A Morte de Portugal.

É triste. Triste de mais! Mas é este o nível da irresponsabilidade, como se tem mostrado nos tags do nosso blog principal - com destaque para os orientadores e supervisores dos estudos que fizemos. E que agora, ainda mais impunemente, passaram também a plagiar o trabalho!

 

Ora, face à curiosidade dos visitantes, e dada a nossa falta de tempo, decidimos alertar-vos para o facto de que as combinações de círculos, essas imagens muitas vezes foram sendo rectificadas, dando depois origem a iconografia (que consideramos) sinónima da anterior, mas menos trabalhosa de materializar. Por exemplo no vidro, na pedra, ou na madeira

Assim, e da mesma forma que esses desenhos estão na Planta (i. e., na implantação) de muitas igrejas, sobretudo em obras do estilo Barroco; também a referida iconografia cristã aparece igualmente nos desenhos associados às janelas e aos cortes dos (pequenos) vidros. 

Sempre para aludir a Deus, e nos vidros das janelas (ou nos vitrais), para a passagem da Luz. Porque, como se diz no Símbolo de Niceia-Constantinopla (ou seja no Credo dos cristãos) - Deus é Luz

E porque já várias vezes se abordou esta questão aqui ficam vários links:

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/33587.html

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/35157.html

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/35616.html

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/35412.html

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15.1.18

Há dias, porque em Portalegre adquirimos muitas e boas informações sobre a representação do Espírito Santo, no nosso blog - designado Cas'Amarela (ou simplesmente Casamarela) ficou um registo que dedicado exclusivamente a Portalegre.

 

Como é hábito, nem sempre os nossos títulos vão directinhos ao tema predominante do post, mas como podem confirmar aí tratou-se, incluindo imagens, de algumas alusões ao modo de representação da Terceira Pessoa da Trindade.

Inclusivamente, ficou esta frase que quisemos fosse bastante clara:

"Só que eram os Ventos, ou 'Pneuma' (palavra de origem grega), de uma Rosa dos Ventos a que várias imagens do Espírito Santo, forçosamente, sempre ficaram associadas".

Hoje, dando ainda continuidade a essa clareza, e no âmbito de uma disciplina - a ICONOTEOLOGIA - que defendemos mereceria ser muitíssimo mais aprofundada*, fica um desenho de uma Torre em Atenas, chamada dos Ventos:

TorreOctogonalAtenas-inRobertAdam 001-c.bmp(imagem vinda de Classical Architecture, a Complete Handbook, por Robert Adam com ilustrações de Derek Brentnall. Ed. Viking, London 1992. Ver na pág. 201)

 

É Octogonal, pois em cada uma das suas faces foi representado um Vento.

Torre que terá estado na origem da formulação de uma ideia do cristianismo (provavelmente formulada ainda antes da Antiquidade Tardia, e que depois foi continuada também na Idade Média); i. e., da ideia que a representação do Espírito Santo não tinha que se fazer apenas com recurso a uma imagem naturalista - a Pomba.

Podendo servir-se - já que o Espírito é além da Luz que ilumina, o Ar que permite respirar e estar vivo e portanto desperto, inspirado, e cheio de espírito. Aqui por vezes também sinónimo da mente (Psique). Repete-se, podendo assim usar-se, em alternativa à imagem da Pomba, uma imagem abstracta: isto é o octógono e o número que lhe corresponde, que é o 8 (onde estão as 8 direcções, possíveis dos ventos).

Também interessantíssima é a existência em Roma, próximo do Coliseu, no tecto em abóbada da designada Basílica de Maxêncio e Constantino, de uma série de octógonos. É que os necessários ôcos construtivos, para aligeirar as abóbadas, foram as inspiradoras formas octogonais.

Depois, cerca de um milhar de anos mais tarde, no Mosteiro da Batalha a Capela do Fundador é Octogonal, forma que tem ainda um enorme destaque, por exemplo, na Casa de Monserrate (em Sintra).

Perguntarão alguns se estamos a ler D. Brown ou J. Rodrigues dos Santos? Nada disso, pelo contrário, andamos sim, e cada vez mais perto (do que esses e muitos outros autores) das melhores e das verdadeiras fontes...**

∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞∞

*Já se escreveu - vezes sem conta, sobre a (ir)responsabilidade da FL-UL, da FBA-Ul e do IADE, para a situação que ficou criada: não se tendo organizado um grupo específico para se dedicar à investigação desta imensa temática. Investigação que as melhores universidades do mundo nunca ousariam desvalorizar, mas que em Lisboa, Portugal, é mandada calar!

**A Polissemia Medieval torna esta temática muito rica, mas também extremamente difícil de abordar, a parecer quase hermética. Matérias em que, por exemplo, o cardeal Henri De Lubac (conhecido vaticanista) investigou e publicou. 

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9.1.18

..., e nós temos que nos dividir, e distribuir, há assuntos que vão parar a outros blogs. Embora na raiz (a fazer lembrar o Simbolismo) , sejam os mesmos temas que nos interessam, embora por outras perspectivas.

Por vezes predominantes, a sobreporem-se a outros valores, como é neste caso. Cheguem lá, poderão gostar!?

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29.12.17

É este o link - https://zap.aeiou.pt/um-algoritmo-leu-a-biblia-e-deu-lhe-interpretacoes-infinitas-185652

 

E porquê?

Re: Talvez por aquilo que lemos na obra do Cardeal Henri De Lubac?

Ou ainda, quem sabe (?), também pela Obra Aberta de Umberto Eco...

Porque é muito curioso..., vai valer a pena reler esta ideia de uma Abertura Ampla que o referido Algoritmo - leitor da Bíblia, concluiu.

 

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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