Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
28.8.18

Mais, não passa pela cabeça de ninguém andar a contar sinais que nunca significaram nada, como aliás se pode inferir de «um certo trabalhinho» (que valeu um doutoramento, aliás pior do que  vergonhoso!).

Mas (e porque as obras ficam com quem as faz), avançando explicitamente nas imagens seguintes, e naquilo que a elas tem estado associado ao longo dos tempos, alguma qualidade (significante dos sinais) determinou que por isso fossem usados repetida e enfaticamente durante séculos

 

E sublinhámos, porque as imagens seguintes a que nos referimos, desde a sua utilização num contexto de Antiguidade Tardia  (na Villa Romana do Rabaçal - poderá dizer-se Paleocristão?), até ainda, ao uso que foi feito nas Arquitecturas (revivalistas) do Norte da Europa. Uma tão grande continuidade, de um emprego que perdurou e se fez ao longo do tempo, pode/poderá levar a admitir que o seu significado permaneceu compreensível até aos séculos XVIII-XIX e até mesmo ao século XX?

 

Não podemos responder, não sabemos, concretamente sobre as formas ou os Ideogramas empregues na Arte, particularmente na Arquitectura. Porém, para a Imagem a seguir essa mesma questão nem se põe:

 

Porque o facto da imagem existir com um texto associado, que é explicativo e complementar dos desenhos, é isso que traz até aos nossos dias este imenso conjunto de informações. Do qual se podem retirar ilações infindas. Ou, também, podem-se fazer analogias e estabelecer extrapolações para vários outros casos.

Liber_Figurarum_Libro_de_las_Figuras_Tabla_XIb_Có

Imagem vinda do Liber Figurarum

 

Ler nas notas abaixo (em **) o que diz o Dictionnaire Critique d'Iconographie de Occidentale sobre a figura acima constituída pelos três círculos (em representação do Pai, do Filho e do Espírito Santo) empregues por Joaquim de Flora. Nessa citação notar ainda que são destacados os entrelaçamentos (os quais como também mostramos a seguir, foram sempre cuidadosamente «tratados»).

jflora.entrelaçados.jpgComo se percebe (1,2,3,4,5 e 6) foram retirados da imagem anterior, e ampliados, para melhor fazer notar o cuidado gráfico posto no seu desenho.

 

O mesmo se passando (já a seguir) no pavimento romano de mosaicos, onde - dadas as bordaduras criadas pelos círculos que as geram - essas molduras concêntricas ajudavam a destacar e a tornar visível cada uma das intersecções (e esta ênfase - sublinha-se - deve ser vista como uma retórica visual).

Ou, se quiserem, e como a historiografia em geral designa estas intersecções, diríamos que são técnicas para os entrelaçados, «carregando» nos seus contornos.

 

Certo mesmo é que estamos perante os chamados Entrelacs de muita bibliografia que existe (sobretudo em francês), sobre este tema, e a qual, quantitativamente falando, não é nada pouca.

Por isso, e interpretando estes sinais (abstractos mas altamente significantes) Mircea Eliade escreveu  sobre Un Dieu lieur

VillaRomanaRabaçal.jpg

Alguns séculos depois, e como no caso do túmulo de Egas Moniz também outras Arcas Tumulares tiveram  círculos entrelaçados nalgumas das suas faces, e ou na tampa.

Neste caso sabemos que o desenho do painel frontal da fotografia - e isso é dito por Owen Jones na sua Grammar of Ornament - como sendo um padrão de origem bizantina.

tum-Alcobaça-círculos.jpg

A Arca acima pertence ao Panteão de Alcobaça, e aparece publicada por José Custódio Vieira da Silva em O Panteão Régio (Edição Min. Da Cultura/IPPAR).

Sobre a tampa desta arca já escrevemos noutros posts, por ser incrivelmente trabalhada e muito bonita. Feita a partir de um desenho que também está na obra de Isidoro de Sevilha (Liber de Natura Rerum)

Alcobaça-arca.tumular2.jpg

Da referida fotografia retira-se um excerto para ampliar e evidenciar a dificuldade que este tipo de trabalho exigia

Detalhe-Arca Tumular Alcobaça.jpg

É que, quem desenha, quem esculpe ou quem grava; ou mesmo até quem faz tricots com torcidos; ou quem assente azulejos, por exemplo, todos esses sabem que é necessária a maior das atenções quando se está a planear, ou mesmo já a fazer o trabalho.

Do tipo atenção matemática, pois estamos perante padrões que obedecem a regras matemáticas, ou às alternâncias matemáticas do tipo par/ímpar; ou sim, não, sim , não.

Mas, muitas outras vezes, de alternâncias e regras bem mais complexas...

ILUMINUR-ALCOBAÇA.jpg

Por fim, vindo da Bíblia de Alcobaça, uma tabela (designada Tábuas de Concordância - relativa às concordâncias entre os 4 Evangelistas). Tabela que se serviu de formas arquitectónicas muito incipientes (mas ainda assim falantes) para separar as colunas de texto relativas a Mateus, Marcos, Lucas e João: O Tetramorfo

 

E aqui mais uma vez ampliado, para que os leitores vejam a importância (significante) que era dada aos entrelaçados:

Tábuas-detalhe1.jpg

Reparem como os arcos ao serem representados com cores, e padrões (rectângulos, ou pequenos cilindros), isso vai garantir uma maior visibilidade e um maior contraste nos locais dos entrelaçamentos.

Tábuas-detalhe2.jpg

Por fim, reparem ainda nas formas dos arcos e dos escudos, nas mãos dos «soldados-guardiões» das referidas Tábuas.

Essa formas em que pegam são mandorlas: a imagem que veio a ficar associada - com toda a força de um Símbolo - à representação do Espírito Santo

Conclusão (longa):

Ver é muito mais do que a imagem a formar-se no fundo do olho, na retina, ou a «avançar» pelo nervo óptico:

 

Ver é a percepção, mais do que o Olhar. Porque é preciso usar «equipamento intelectual» especifico!

Ou, vamos dizer deste modo: Que a massa cinzenta de cada um e o que ela contém (ou já foi inscrito no cérebro, nas diferentes fases de aprendizagem), que tudo isso exista, para se poder saber ler e um dia saber descodificar o que está à frente dos olhos.

Isto é, depois de termos o referido equipamento intelectual - toda uma plêiade de informações, já que o saber não ocupa lugar... -, talvez então possamos (e também os nossos leitores) ir mais longe na compreensão de uma temática que esteve na origem dos estilos arquitectónicos.

Foi o exemplo de hoje, começando pelos 3 círculos ou anéis de Joaquim de Flora, o que já se deixou no nosso post anterior.

E nesse (post) notar a frase (citação) de Copérnico na Carta que escreveu ao Papa Nicolau III. Dizendo que muitos usaram os "círculos orbitais" nas mais variadas situações (i. e., "para o que lhes deu jeito", dizemos aqui nós), utilizando-os como base dos esquemas que fizeram*.

Esquemas que numa primeira fase foram só isso; e, repetimos, para uma maior clareza:

Eles foram criados como esquemas de ideias, mas que mais tarde, essas imagens, ao serem colocados nas obras de arte, por vezes de um modo repetido/contínuo (formando padrões) se transformaram - e hoje vemo-los assim - em Ornamentos.

E sobre o Ornamento, também aqui esta palavra tem que ser explicada, pois não é por acaso, ou gratuitamente, que no Dictionnaire Critique d'Iconographie de Occidentale (dirigido por Xavier Barral i Altet, PUR, Rennes 2003) se diz o seguinte**:

"Historiquement, l'ornement n'est ni gratuit ni auxiliaire. Il est partie prenante de la signification de l'oeuvre qu'il s'agisse d'une architecture conçue comme «parlante» ou bien des registres peints des manuscrits, déclinant un riche répertoire d'ornements comme autant de jalons d'un discours symbolique. (...)" ***

~~~~~~~~~~~~~~~~

*E essa frase é:“…nevertheless I knew that others before me had been granted the freedom to imagine any circles whatever for the purpose of explaining the heavenly phenomena…”

**É também neste dicionário que na entrada Millénarisme se refere Joaquim de Flora e a importância que deu às imagens para explicar a doutrina cristã (ver op cit., na p. 567):

"Il affirme de façon explicite que les mystères du divin peuvent être compris mieux en figurae qu'en paroles."

E mais adiante, explica ainda o Dictionnaire Critique d'Iconographie de Occidentale:

"La figure avec trois cercles entrelacés, avec un segment central commun à trois personnes, montre parfaitemen le point central de la doctrine selon laquelle les Trois sont Un"

Note-se que é exactamente a primeira figura que está neste post

***Ver op. cit, p. 637. Sendo que a frase seguinte (que não se cita aqui, agora) refere autores como George Hersey e Oleg Grabar cujos contributos para a compreensão da Arquitectura Europeia antiga e da Arte Islâmica (antiga), respectivamente, são fundamentais para as mudanças em curso e a haver no futuro próximo na Historiografia da Arte

No fim:

Tudo razões para um Aprender a Ver, que é mais do que necessário ou absolutamente imprescindível para quem quiser estar no mundo das artes

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16.8.18

Image0007.JPG

Deste desenho há que referir que se trata de «técnica mista» pois deve ter sido começado no adobe illustrator e  depois trabalhado quer à mão quer no paint, e agora digitalizado

 

Vendo bem, isso nem sequer interessa, pois o que importam são as imagens reunidas/sobrepostas/acomodadas* como sempre aconteceu na arquitectura.

 

Tratam-se de imagens mnemotécnicas que ficaram algumas delas por si (ou seja cada uma e não reunidas) associadas aos chamados estilos históricos. Por isso, se das técnicas do desenho até já nem nos lembramos, no entanto, lembramo-nos e bem, das razões porque reunimos estas imagens numa única edícula

 

Quanto aos círculos que geraram as formas acima, já escrevemos sobre eles inúmeras vezes, destacando hoje - além do nosso post anterior - que até na Carta de Copérnico a Nicolau III esses mesmos círculos estão lá referidos:

“…nevertheless I knew that others before me had been granted the freedom to imagine any circles whatever for the purpose of explaining the heavenly phenomena…” **

 

Sendo que na data em que Copérnico viveu os Fenómenos do Céu não eram apenas os secos e delimitados eventos científicos que hoje são. Incluíam-se então nesses eventos toda uma série de questões e de temas que hoje são Metafísica, ou de disciplinas como a Teologia e a Antropologia.

E pensa-se ainda hoje que a representação do Espírito Santo esteve sempre restrita ao emprego de uma Pomba Branca, mas são inúmeros os autores que falam nos Ventos e em Pneuma.  Razão para que alguns esquemas dos ventos de Isidoro de Sevilha também tenham passado à arquitectura.

 

Retornamos assim, hoje, à Torre dos Ventos que está em Atenas, mostrando alguma assimilação, pelo cristianismo, de ideias (componentes) vindas também do paganismo.

 

Um sincretismo religioso que por exemplo está bem patente no muito inovador trabalho de Peter Frankopan - As Rotas da Seda, uma Nova História do Mundo***.

Image0007-b.jpg

 

 *Visto que cada uma destas palavras descreve o que aconteceu
Hoje já nem tanto, pois não há aquilo que foi o contrário do "horror vazio", assim chamado para a arquitectura medieval. Isto, e explica-se, porque na verdade quando os historiadores de arte se referem a "um horror ao vazio" como uma «regra» do estilo românico, é pena que não tenham compreendido que isso foi antes um desejo de aproveitar todas os espaços e todas as superfícies, para nelas colocar nelas qualquer tipo de imagens que representassem um louvor a Deus. 

 

** Ver em: https://en.wikiquote.org/wiki/Nicolaus_Copernicus e ainda em: https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/novas-explicacoes-sobre-o-pensamento-97538

 

***Razão para lembrarmos o «nosso» Monserrate que depois de ter tido um outro título na Faculdade de Letras veio a público como Monserrate uma Nova História. Ou seja, depois de ter olhado para todas as Histórias Gerais (do Mundo) e de o seu autor - Peter Frankopan -, ter reunido os importantes eventos mundiais de uma maneira diferente do que é mais habitual, esse autor terá sentido a necessidade de chamar a atenção para esses facto. O que naturalmente lhe deu não só imenso trabalho, mas também o mérito de estar a apontar para caminhos novos que a historiografia vai fazer no futuro

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26.7.18

Sobre ICONOTEOLOGIA

 

Este palavrão que alguns portugueses acham deveras «feioso», e que aqui achamos quase muito bonito.

 

Não pelo som, mas pelo significado: porque é fantástica a rapidez com que a contracção para uma só palavra de ICONOS com TEOLOGIA nos transporta para uma ideia concreta.

 

Tomaram os designers (visuais) poder dispor de vocabulário visual que tivesse tal como esta palavra tem, uma  correspondência tão forte - que aqui é entre som e sentido significante – tomaram eles ter isso, entre imagens e correspondente significado.

 

Dizemos “tomaram eles...”,  embora saibamos que há algumas imagens:

 

 

-----»           (exemplo esta)             ∞ 

 

que sempre foram fortíssimas a traduzir alguma ideia.

 

Mas este post é para dar a conhecer o Pe. Eugenio Marino inventor da palavra ICONOTEOLOGIA.

É verdade, que no documento a que acedemos ainda a palavra estava seccionada, mas como podem calcular, para alguns (nós que aqui estamos...)  da ideia de colar as duas partes à concretização foi um ápice*.

 

No site seguinte da Biblioteca Domenicana de Santa Maria Novella é referido Eugenio Marino:

http://www.bibliotecadomenicana.eu/

 

E também aqui: http://www.e-theca.net/emiliopanella/hospes2/marino.htm

 

Neste nosso blog https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/  podem encontrar outras referências indo por aqui:

 

https://iconoteologia.blogs.sapo.pt/search?q=Pe.+Eugenio+Marino&Submit=OK

Image0017.JPG

Do Catálogo do Carpe Diem, Arte e Pesquisa, feito para assinalar 5 anos de actividade (em Maio de 2014).**

Lado direito da fotografia, de uma instalação em que vários espelhos enfatizam a pintura existente na parede de uma sala, no Palacete na Rua do Século (onde está instalado).

Chama-se a atenção para o emprego de um IDEOGRAMA (os dois círculos entrelaçados), que ao ser repetido cria um padrão, que dizemos ser falante e por isso decorativo (na antiga acepção da palavra decorativo) .

 

O mesmo que está no túmulo de Egas Moniz e funcionou para nós - depois do briefing da Maria João Neto (em Dezembro de 2001) - como chave/preâmbulo a permitir a aceder a um imenso tema, Até agora desconhecido e inexplorado de acordo com as regras da actual «Academia».


O que nos lembra Pierre Magnard e o que com ele aprendemos sobre a Academia de Platão, que 20 séculos depois, em Florença, foi renovada por Marsile Ficin.

Reparem que o excerto seguinte termina a lembrar que foram 2000 anos, contínuos, a desenvolver o saber com criatividade e com moral.

[Óbvio - tínhamos que sublinhar o moral, cansada que estou dos imorais professores doutores da UL, e dos seus «sucedâneos», mais ou menos dispersos, mais ou menos (des)qualificados que se disseminaram por tudonquanto é escolinha de vão-de-escada]:

 

« La sagesse a toujours eu ses lignages ; on parlait autrefois de phylum et de concatenatio, la consistance résidant moins dans ce qui est transmis que dans la transmission elle-même, qui fait vivre l'Académie de Platon du Jardin Akadémos à la villa Carregi, c'est à dire du 4e siècle avant J.C. à Marsile Ficin qui meurt en 1499, soit vingt siècles continus de création et de morale. La modernité eut la prétention de se vouloir inaugurale. Pourtant Descartes lui-même demeurait fasciné par les grandes chaînes de raison qui portent le développement du savoir.»***.

 ~~~~~~~~~~~~~~~~

*Sabemos alguma coisa de colas, sejam elas os formaldeídos industriais, ou das simples colas domésticas feitas à base de farinha; portanto, daí a perceber que uma língua também tem uma mecânica, como 2 peças de madeira se juntam ou se encaixam, não vai uma grande distância!

Mais, quando George Hersey  explica a ligação da Filologia à Edificação, então ele e outros (como Mary Carruthers) não só nos ajudaram a passar uma linha vermelha, como contribuíram para uma espécie de «grande festa»:

Onde apesar de se deverem manter as regras de sobriedade (e a máxima Sageza) -  próprias da Ciência –, sobretudo há que recuar no tempo, e talvez muito mesmo! 

 

Para ir ao encontro dos antigos Sábios ou dos Filósofos que tratavam de tudo, sem terem as mentes preconceituosas dos «académicos contemporâneos». Assim insiste-se, reler acima o excerto de Pierre Magnard, ou aproveitar (nota seguinte) o remate final do seu artigo.

 

**Fico sempre fascinada com os artistas (contemporâneos), Pela sua sensibilidade/curiosidade capazes de constatarem que algo se terá passado...? Como os círculos pintados da parede terão intrigado alguém, ao ponto de esse alguém perceber que ali estava uma imagem e um thema, a explorar, a trabalhar. Enfim a ampliar, num diálogo entre o antigo e o actual 

 

*** Ver no fim do artigo (p. 5), do PDF

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17.7.18

Disputa_del_Sacramento_(Rafael)-VATICANO.jpg

Ver aqui

Disputa_del_Sacramento_(Rafael)-VATICANO-b.jpg

Superiormente está a imagem geral; aqui em cima, extraiu-se a vertical que estrutura toda a composição e inclui as Três Pessoas da Trindade. Em baixo está o maior detalhe da «disputa» que estava em causa.

Disputa_del_Sacramento_(Rafael)-VATICANO-c.jpg

Para o que nos interessa:

Reparar na frente do altar, nos entrelaçados (significantes), semelhantes aos que se vêem em tantas outras situações. Concretamente na indumentária do rei D. Sebastião, como se tratou em post anterior.

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12.7.18

Estamos ainda hoje a referirmo-nos a um post escrito em 22 de Junho passado. 

 

No título escrevi que tinha adorado aquela informação: ou seja, saber da existência de um perfume cuja embalagem, no seu design (e respectiva concepção) se tinha empregue iconografia antiga.

 

A mesma Iconografia que há séculos está (foi) associada ao sagrado, também à Nobreza e às Monarquias, e nos levou a chamar ICONOTEOLOGIA a este blog. 

 

Porque aqui se quer provar - indo mais longe do que já deixámos em Monserrate* -, a génese Teológica (cristã) da maioria das formas empregues na Arte Ocidental, e que por isso passaram à Arquitectura. Talvez a mais perene das Artes?

Também a que mais facilmente (ou a única) recebe iconografia geométrica e abstracta?

 

Por isso passamos já a um exemplo, muito rico e muito «falante» que é o retrato de D. Sebastião do MNAA.

d-sebastiaoreduz-inv-1165-pint-MNAA.png

Retrato cuja descrição se pode ler aqui, mas da qual também realçamos uma imensa falta de informação, patente no (muito pouco) que foi escrito ou consta nessa descrição.

 

Concretamente, enquanto nós já investigámos e aprofundámos - repetidamente - esta temática, e por isso estamos cientes do valor significante da iconografia empregue no traje com que o rei foi retratado**; lamentavelmente, diz essa nota descritiva do MNAA, que o traje real tem desenhos geométricos.

Está escrito isto (leiam) "armadura tauxiada ricamente decorada a ouro com motivos geométricos,...”

 

"E pronto já está!", "ficou dito", dizemos nós. Pois eles - os responsáveis do MNAA -, "são uns pobrezinhos que nos fazem pena, pois não sabem mais do que isso! Taditos...!"

 

Não sabem que há varandas com esta iconografia, em ferro; que há grades de grandes portões, no Terreiro do Paço (i. e., na P. do Comércio).

Não sabem que está também em pinturas de Nuno Gonçalves, ou também, pelo menos, numa obra de Rafael no Vaticano!?

'Tadinha mesmo, uma pobre de uma Iconografia, que para os (ir)Responsáveis desta área Cientifica, não vai além da referenciação (ou designação) como simples "motivos geométricos" ! Obrigada senhores doutores...

Isto é, e agora na troça que queremos fazer*** - usando a terminologia de Vítor Serrão (prof. de História da Arte na FLUL...) -, "uma pobrezinha de uma Iconografia que não tem qualquer fortuna crítica"!

 

Ou seja, da qual ainda ninguém tratou - como sucede connosco, e os nossos estudos -, porque o mesmo Vítor Serrão achou que podia esconder (o Sol com a peneira...), até quando? .

 

Uma ICONOGRAFIA que aqui se amplia, provando como imagens que poucos conhecem, ou sequer as contextualizam (!), no entanto, na actualidade, podem servir o design...

E ainda bem!

d-sebastiaoreduz-inv-1165-pint-MNAA-C.png

Podem - como no post de que tanto gostei, do Luís Chimeno Garrido. Podem por exemplo, valorizar um frasco de perfume, e a essência que contém

 

*Ver em Monserrate uma Nova História, por Glória Azevedo Coutinho, Livros Horizonte, Lisboa 2008.

**É verdade que está escondido, mas aí a culpa não é nossa. Já que, por exemplo, para que haja sucesso nas investigações há que estar e trabalhar com entidades idóneas. E entre os vários aspectos que contam para a qualidade das investigações, além da saúde (física e das condições do investigador) estão as qualidades das instituições em que estamos inseridos e a trabalhar. Mas enfim, não escolhemos, não podemos preferir/definir, as qualidades dos que nos têm «comprado»

***Deste país «sequioso de inovação» (dizem eles). Destes designers, destas áreas científicas onde a seriedade é quase zero!

Não fora os honestos, que os há, mesmo que cada vez mais, eles/nós, sejamos apoucados, todos tornados em «cada vez menos»... 

 

Em suma: hoje aqui um D. Sebastião cheio de "arabesques", quando certamente esse motivo decorativo ainda não tinha tal designação

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22.6.18

A prova de que para valer a pena, e ser útil ter alguma Cultura Visual, não interessa ter só a Cultura Visual Contemporânea

 

Por detrás das imagens que um designer pode usar, há significados antigos, ou há ideias reminiscentes que de imediato se associam. Neste caso o produto sai valorizado (culturalmente)..

 

E porque Design é Design, fazendo recurso aos mais variados saberes!

 

Não nos chocamos (aliás ninguém se choca!), pelo contrário, que imagens que tiveram uma origem mística (e depois muito «mista») ou Iconoteológica, sejam postas ao serviço do comércio, da indústria, da promoção da qualidade, do que é disponibilizado aos clientes.

 

Voltando acima, pela simples razao que Design é Design!

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10.6.18

Este post hoje, no Dia de Portugal e de Camões, porque há de facto uma comunidade de Língua Portuguesa, que se interessa pelas imagens: todas, inclusivamente as que passaram para a Arquitectura. Pessoas até de outros continentes, que vêm visitar este nosso blog.

Para nós bastante diferente de ter alunos nas aulas, mas ainda assim uma forma de ensinar com o maior prazer, a todos que nos visitaram nos últimos 30 dias, assim distribuído:

  1. Brasil - 60
  2. Filipinas - 2
  3. Espanha - 1
  4. Itália - 1
  5. Moçambique - 1
  6. Peru - 1
  7. Reino Unido - 1

 

É uma comunidade que também se interessa - »iconoteologicamente« falando - pelo modo como muitas dessas imagens nasceram. Ou seja, não estamos sós, mesmo que «abandonada» pelos que directamente são (connosco) os mais responsáveis pela situação que vivemos...

 

Quer pela confiança que logo no início dos nossos estudos depositaram em nós, mas também, pela inerente e suposta confiança no que seriam depois os resultados dos nossos trabalhos.

 

Só que, aconteceu que as investigações, feitas na perspectiva de Rudolph Arnheim, em que o desenho contém pensamento; olhadas assim (e depois investigadas assim) as imagens da arte e arquitectura, por esse ângulo, levaram-nos a «um rebentar da escala»*.

 

Surgindo para nós o que é "um imenso paradoxo científico".

 

Ou, imaginem esse filme, até com diálogo - qual saco de juta (de dimensões monstruosas), que alguém nos tivesse depositado à porta: E agora o que é que faço?

 

Pelo menos ainda digo thanks God,continuarei a dizer, sobretudo pelo abandono (noutra metáfora) "deste navio, e desta carga preciosa".

 

Um abandono pelos que deveriam não ficar quietos com o que se passou (e continua a passar), havendo cada vez mais, e mais materiais!

P1010032-d.jpg

 

Iconoteologicamente, é o caso da imagem acima, pois este é mais um dos inúmeros quadrifoils significantes, que temos registado e guardado:

 

Esta imagem foi feita para L'Enseignement des Princes**, uma obra que visava - como é tão óbvio e se compreende - que a educação dos Reis, Príncipes e também a dos Nobres, fosse superior; i. e., feita com a máxima qualidade.

 

E a imagem escolhida, primeiro confirma-nos a legenda original, que está em francês antigo.

Depois, espera-se que quem por aqui anda - leitores, comentadores, outros bloggers - se lembrem não apenas da influência francesa sobre toda a Cultura Europeia, mas particular e concretamente, de uma das influências regionais, que aconteceu relativamente à Cultura deste extremo Ocidental:

 

É que o reino de Portugal ainda não existia, mas estando a região ocupada, e acorrendo aos invadidos, vieram Príncipes da Borgonha (França!) - Raimundo e Henrique -, em ajuda de Afonso VI.

 

Depois, o Imperador da Hispânia ("termo legitimado pelo direito romano", como refere Adeline Rucquoi)  - descendente dos povos Romano-Visigodos, - naturalmente grato, deu-lhes, como em geral acontece nas histórias dos príncipes e das princesas, a mão de cada uma das filhas: a de Urraca para Raimundo, e a de Taraja para Henrique.   

 

Só mais tarde é que Henrique «deixa de ser» Príncipe da Borgonha, passando a Conde, como titular do Condado Portucalense.

 

Também só muito mais tarde é que nasceu em latim e depois traduzido, o De eruditione principum.  Como também, foi mais tarde que aconteceu a multiplicação das molduras em quadrifoil, no sentido que supomos teve:

 

Ou seja, essas molduras explicitavam/falavam sobre o contexto em que a acção decorria.

Narrada em imagens (tipo livro de quadradinhos, mas chamados legendas), o objectivo ou a ideia era a de traduzir um amor especial à Mãe de Deus. Que crescentemente veio a ser, como defendemos, e com o desenvolvimento do Catolicismo, uma protectora da Igreja.

Em conclusão:

As boas acções dos Príncipes, teriam sempre em mente esse contexto moral-religioso - um amor especial à Mãe de Deus

 

Claro que ninguém fala do quadrifolio como aqui temos registado, e hoje mais uma vez.

Ou, pelo menos por cá, em Portugal não se conhecem autores que vejam por detrás do emprego das imagens, uma certa mentalidade mecanicista: menos abstracta e como necessidade, para ajudar a pensar; uma necessidade de materializações concretas do pensamento, vindas talvez dos povos germânicos***?

 

Ou ainda, ninguém conta a História desta maneira.

Mas na verdade, se simplificámos muito, não deixa de ser o que é descrito por alguns autores mais antigos.

Através de Alexandre Herculano chega-se à Chronica Gothorum; e de Adeline Rucquoi, por exemplo, a L'Europe, heritière de l'Espagne wisigothique. Madrid, Casa de Vélasquez 1992****. 

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*Isto é, à normal dimensão da Investigação de um doutoramento...

 

**Mais do que um link uma preciosidade que se deixa para os leitores

 

*** O que questionamos (?), sem responder. Pois falamos de uma mentalidade que parece ter sido altamente mecanicista: como na maratona o atleta precisa transportar um testemunho que passa a outro. Para que essa passagem não seja pouco visível, ou mera especulação; e para não haver dúvidas de que ela aconteceu (materializa-se).

 

****O que em 2002 deixou perplexos uns certos profs da FL-UL, e quem sabe, também muito furiosos...? Achariam talvez que Alexandre Herculano é um autor dificil, inacessível, que no IIIº milénio já não se lia. Menos ainda para um mestrado?

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1.6.18

Mas, surgiu da Cosmologia antiga quando ainda apenas se usavam círculos,

Almagest_1.jpg

como são imagens científicas, vindas em especial do Almagesto.

 

Foi portanto da tradição de se mencionar o Céu (e aqueles que se supõe o habitam - Deus com as suas venerandas hierarquias, muito celestiais*), que bastante mais tarde, depois de J. Képler provar serem elípticas as órbitas dos planetas. Foi então depois dessa prova ter acontecido, que usando a mesma lógica tradicional (a de sempre), a Elipse transitou do Céu (e das órbitas) não só para a Ciência e para os Atlas e Mapas do Céu, mas também para as melhores obras arquitectónicas.

 

Obras que como habitual reuniram (e plasmaram de «modos muito decorativos») os Saberes dos tempos em que foram feitas**.

 

Ora muito disto, vem a ser defendido e explicado há anos, tendo sido escrito, concretamente, num dos nossos posts anteriores.

 

As Universidades (onde estou e onde tenho passado) repudiam estes conhecimentos... Apesar de nos aparecerem alunos a conseguirem integrar, e bem, nos seus projectos (gráficos, e ou de design ambiental) essa iconografia tradicional.

Imagens que os próprios, sendo mais observadores do que é normal (e portanto que os restantes colegas), esses alunos retiraram-nas dos azulejos, das grades metálicas, forjadas e fundidas, das varandas antigas.

Ou dos bordados, da Arte Popular, dos monumentos, das fachadas citadinas, e das Casas Nobres, nas zonas mais antigas... etc., etc.

Retiraram, mas sempre sem conscientemente eles terem a noção das fontes de onde essas imagens brotam*** (e em catadupas!).

Assim isto parece ser o que dá jeito às universidades e às Ciências (da Arte, às Escolas de Design, etc.)?

Embora a «turistada» invada as nossas cidades, também pelos riquíssimos ambientes urbanos, muito vintage!

Sem que se apoie a postura científica de quem, com toda a honestidade, entende que estas matérias merecem ser devidamente trabalhadas, nos lugares próprios para o efeito...

Sem que se apoie a Ciência e a Cultura portuguesa de modo a poder ser reconhecida, e desse reconhecimento se tirarem lucros e benefícios, directos ou indirectos, como acontece na Indústria (normal, ou seja não cultural).

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*Hierarquias celestes já referidas em Evangelhos e sobretudo consagradas 3-4 séculos mais tarde na obra do designado Pseudo-Dionísio Areopagita, o sírio que viveu no século V.

Obra de onde dimanou, para o lado de Constantinopla (Oriente), muita da informção e dos conhecimentos que na Idade Média, também o Ocidente veio a adoptar. E se tornou na base (imaterial) das obras materiais produzidas ao longo de milhares de anos.

** A beleza de muitos tectos deve-se exactamente a esta lógica: à vontade de serem um firmamento repleto de astros

*** E assim - porque dá jeito continuar a ignorar o que são importantes descobertas - lá se vai pondo (ou deixando estar de molho) este assunto, que é dito ser do "inconsciente colectivo".

No conceito de C. G. Jung, que tem costas largas, e tão bem responde a esta «preguiça colectiva», revativamente às mudanças que são importantes.

Mas que é também a forma de alguns - continuando a não contribuir e a não ajudar às explicações (que se impõem, pois podem ser dadas!) - manterem algum ascendente sobre todos os outros!

link do postPor primaluce, às 07:00  comentar

24.5.18

O título do post de hoje pretende ser abrangente. Tal como fez muitas vezes André Grabar ao escrever sobre As Vias da Criação na Iconografia Cristã.

Mas este nosso post também pretende - já agora - ligar com outros que se têm escrito sobre a Elipse.

Se vos interessar vejam:

_Grabar-Les voies... 000.jpgPor isso do livro cuja capa está acima retiram-se algumas das suas referências - que foram imensas, repetidas e insistentes - para tentar transmitir as ideias do seu autor relativamente à origem e à composição das imagens da Arte Cristã.

Concretamente sobre a importância do círculo e dos desenhos da Cosmologia - e Cosmografia, geralmente também círculos -, que eram representações cientificas dos astros. Concretamente dos planetas e das suas órbitas (de acordo com Aristóles e o Almagesto*); imagens que entraram directamente na Iconografia Cristã como A. Grabar defendeu.

Por isso deixamos-vos hoje alguns excertos do que escreveu, pois em nossa opinião este autor não pode ter sido mais explícito (embora não compreendido, em toda a profundidade), nos contributos que deu para o entendimento da Arte Cristã.

E é com base nas ideias que defendeu, que se percebe, muitíssimo bem (pelo menos percebemo-lo e aceitamos), que a partir do momento em que J. Képler demonstra que as órbitas não eram circulares mas sim elípticas, que então a Elipse passou a ter também um lugar na arquitectura**.

_Grabar-Les voies... p.325.jpgver op. cit. p. 325

p.333.jpgop. cit., p. 333

_Grabar-Les voies... p.334.jpg op. cit., p. 334

 E a terminar faz todo sentido associar este vídeo-post da Filipa AC, a ver desde o principio ao fim, porque são ainda hoje as mesmas preocupações da Humanidade. Embora já nem sempre relacionadas com Deus, ou, se quer, transformadas em detalhes e «decorações» da Arquitectura.

*Ver imagens alusivas a uma obra escrita no século II por Cláudio Ptolomeu

**Apesar de muitas vezes a Elipse ser confundida com a Oval (pelos que não dominam a Geometria), existem vários exemplos... Quer na composição urbana - Praça de S. Pedro: quer ao nível dos detalhes (em Portugal) de obras menos conhecidas.

link do postPor primaluce, às 15:00  comentar

21.5.18

A série de imagens seguintes foi encontrada na Internet, quando procurávamos o texto do Quicunque.

 

Ora o Quicunque é um Credo - o Símbolo máximo da Fé Cristã e da Igreja Católica -, que ainda hoje é também conhecido como Credo de Atanásio.

 

Por estranho que possa parecer, ou porque geralmente muitos somos pouco informados (sobre a Fé que professamos), houve diferentes fórmulas para o que é o Símbolo de Niceia-Constantinopla, que começou por ser o Símbolo dos Apóstolos, reunidos no Cenáculo (na Festa de Pentecostes que a Igreja celebrou ontem).

 

Esta matéria é imensa e foi inclusivamente objecto das maiores controvérsias, querelas e divisões dentro da Igreja, e portanto de toda a Europa.

 

Por exemplo o imperador Carlos Magno (m. séc. IX), que hoje é normalmente visto como um político - mas também antes dele concretamente o imperador Constantino (m. séc. IV) - pode-se dizer que ambos interferiram na redacção do Credo que é recitado e proclamado nas igrejas.

 

E pode ser ainda interessante saber que alguns dos Concílios em que estas matérias foram, razoavelmente debatidas, para além dos locais mais conhecidos como Niceia, Constantinopla, alguns ocorreram na Pens. Ibérica, em Toledo, na Basílica de Santa Leocádia (desde o Iº Concílio no ano 400, até à conversão de Recaredo I em 589).

 

A palavra latina que deu origem ao nome "Quicunque" significa "Aquele que", e é usada no início dessa fórmula, que pretende definir - mas também separar e unir -, cada uma das pessoas (ou hipóstases) trinitárias.

 

Há quem refira que as imensas subtilezas (linguísticas) dos teólogos cristãos medievais obrigaram, frequentemente, ao uso das imagens (e da Geometria que é a regra ou a gramática das imagens) para fixar e distinguir algumas das ideias e proposições contidas nas proclamações de fé, e concretamente no Credo.

 

Quem ler atentamente o referido texto pode reparar que o mesmo terá sido redigido com base em Imagens (como as que se seguem), e que por isso essas mesmas Imagens - que foram Esquemas ou Diagramas (de ideias) - também representaram um resumo da Fé.

 

Foi como tal, i. e., como fórmulas curtíssimas (ou súmulas visuais), que os referidos diagramas se tornaram naquilo que hoje muitos chamamos sinais ou símbolos.

A sua passagem e emprego nos Escudos não nos deve admirar, pois muitos lutaram pelas ideias em que acreditavam, fazendo dessas ideias, a sua própria força.

 

No nosso caso, e porque a questão projectual da arquitectura sempre se colocou (como uma grande interrogação, que várias vezes nos ocorreu: "De onde saíram as formas que aparecem na arquitectura antiga e tradicional?); assim, para nós particularmente, foi muito interessante um dia ter percebido*, que nalgumas igrejas a sua planta (ou partes dela, assim como outros elementos considerados construtivos/decorativos) estava o diagrama do Credo de Atanásio, ou Quicunque**.

 

Note-se que cada uma das imagens seguintes é acompanhada do link respectivo (ou do site onde foi obtida):

558px-Shield-Trinity-Scutum-Fidei-compact.svg.png

https://en.wikipedia.org/wiki/Shield_of_the_Trinity#/media/File:Shield-Trinity-Scutum-Fidei-compact.svg

PetrusPictaviensis_CottonFaustinaBVII-folio42v_Scu

https://en.wikipedia.org/wiki/Shield_of_the_Trinity#/media/File:PetrusPictaviensis_CottonFaustinaBVII-folio42v_ScutumFidei_early13thc.jpg

Tetragrammaton-Trinity-diagram-12thC.jpg

https://en.wikipedia.org/wiki/Shield_of_the_Trinity#/media/File:Tetragrammaton-Trinity-diagram-12thC.jpg

Trinity_knight_shield.jpg

https://en.wikipedia.org/wiki/Shield_of_the_Trinity#/media/File:Trinity_knight_shield.jpg

 

610px-Shield-Trinity-Scutum-Fidei-variations.svg.p

https://en.wikipedia.org/wiki/Shield_of_the_Trinity#/media/File:Shield-Trinity-Scutum-Fidei-variations.svg

800px-Shield-Trinity-Scutum-Fidei-earliest-and-lat

https://en.wikipedia.org/wiki/Shield_of_the_Trinity#/media/File:Shield-Trinity-Scutum-Fidei-earliest-and-latest-major-variants.svg

Harleian_Ms2169_St_Mihell_arms_colorized.gif

https://en.wikipedia.org/wiki/Shield_of_the_Trinity#/media/File:Harleian_Ms2169_St_Mihell_arms_colorized.gif

800px-Wernigeroder_Wappenbuch_010.jpg

https://en.wikipedia.org/wiki/Shield_of_the_Trinity#/media/File:Wernigeroder_Wappenbuch_010.jpg

Trinity_triangle_(Shield_of_Trinity_diagram)_1896.

https://en.wikipedia.org/wiki/Shield_of_the_Trinity#/media/File:Trinity_triangle_(Shield_of_Trinity_diagram)_1896.jpg

500px-Trinidad-Anglican-Episcopal-Coat-of-Arms.svg

https://en.wikipedia.org/wiki/Shield_of_the_Trinity#/media/File:Trinidad-Anglican-Episcopal-Coat-of-Arms.svg

600px-Trinity-Parish-Jersey-Coat-of-Arms.svg.png

https://en.wikipedia.org/wiki/Shield_of_the_Trinity#/media/File:Trinity-Parish-Jersey-Coat-of-Arms.svg

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*De facto, dizer que foi interessante é sempre pouco... Pois foi um imenso fascínio, uma enorme emoção:

 

Um dia, na nossa mente abriu-se uma porta, que nunca mais, em todos os outros dias, não mais se fechou! Por isso, temos escrito repetidamente sobre esta questão que é, não apenas para nós, mas para toda a História da Cultura do Ocidente, uma alteração essencial de visão e de perspectiva.

Do modo como nasceram e passaram a todas as Artes (mas em especial à Arquitectura) muitos dos vocábulos formais alguns ainda agora empregues.

É que quando vários dos investigadores referem as propriedades e em particular a resistência mecânica de algumas dessas «morfologias», estão muito longe de saber que as características que levaram ao seu emprego foram sempre, e prioritariamente - antes de serem adaptadas ao suporte -, de ordem semântica.   

**E - como dizemos (sendo até agora, que saibamos, a única pessoa a defender esta ideia) - a maioria das formas abstractas da arquitectura antiga, em geral, foram originadas deste modo. Quer detalhes arquitectónico-decorativos para efeitos do suporte das edificações mas também a planta de algumas (muitas) dessas edificações.

link do postPor primaluce, às 18:00  comentar


 
Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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