Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
26.7.14

As fotografias e imagens seguintes podem não ser todas da nossa autoria, mas são hoje de colecções nossas: constituem provas de que há Ideogramas que não «variaram» - e por isso Horta Correia lhes chama Invariantes - já que existiram e existem em diferentes estilos.

Esses são os estilos artísticos e arquitectónicos do Ocidente Europeu, de origem religiosa, que nos sugeriram que investigássemos nos contextos de estudos de mestrado e doutoramento na Universidade de Lisboa, desde 2001 a 2012 (ininterruptamente).

Sobre esse «ininterrupto», e as indignidades que temos suportado, há em Primaluce demasiada informação. Por aqui tenta-se que haja, apenas e mais especificamente, os temas que de verdade nos interessam: i. e., os do ponto de vista da Ciência - que permitem compreender o passado, e sobretudo a Arte actual.

Assim fica um número razoável de imagens, onde, talvez notem? - se forem perspicazes... - que estão elementos desenhados (ou figuras esquemáticas) comuns aos que existem no Pavimento de Mosaicos Romanos da Casa do Infante no Porto. 

Note-se que existem notórios nos Vãos Bífores, que se usaram durante cerca de 15 séculos. Ou seja, a Verga que une as duas (ou por vezes três) luzes que os constituem, era sem qualquer sombra de dúvida (e estamos absolutamente convictos disso); ela era um esquema significante*. O que não temos deixado de repetir nas faculdades e instituições onde estamos e desenvolvemos os nossos estudos e investigações...

Agora, destas informações façam o que quiserem: a blogosfera existe, é uma realidade, como o são hoje a Google, em especial a google.com.br (de onde nos chegam inúmeras visitas). Como também o são vários dicionários, motores de busca e contadores de informação que nos citam e incluem nas suas referências**. Ou seja, para esses - que estão em áreas vastíssimas (e não apenas num cantinho lisbonense...) - existimos. 

Chegados aqui, é impossível não pensar em Miguel Real e no que tem escrito sobre a Morte de Portugal. Ou, o que é já, cada vez mais indiferente, que as instituições às quais estamos ligados, elas considerem (ou não?) a existência dos nossos estudos:

Isto é, das constatações a que chegámos, e às conclusões a que, era impossível - só para quem não tivesse nada na cabeça... não se iriam retirar!

São evidências, mas quem quiser que continue a negá-las:

E que seja muito feliz no seu torpor mental, desejado e militante! 

 

*Como o vão bífore da Torre de Arzila ostensivamente o demonstra, por ser igual a desenhos esquemáticos que podem ver em pavimentos romanos, e como está no nosso Ideograma desenhado e colocado à esquerda. Ou, como o texto que já citámos do Pseudo-Dionisio, o Areopagita, relativo a uma inteligência perspicaz que em sua opinião não se embaraçaria ao estabelecer correspondências que foram como metáforas visuais. A reler em:

http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/uma-inteligencia-perspicaz-nao-ficaria-69726

**Casos de: priberam.pt; bing.com e semalt.com

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20.7.14

Está no título do nosso post anterior, e é um articulado de palavras que de certo modo repete expressões que também estão no Símbolo da Fé dos católicos. Isto é no Credo, em que se proclama: “…creio nas coisas visíveis e invisíveis…”.

Esse articulado do post anterior, como já se disse foi escrito em grego, por quem é agora designado como Pseudo-Dionísio, o Areopagita. A tradução que se citou (em francês) é de Maurice Gandillac, autor que conhecemos ao estudar Monserrate.

Naturalmente, se esse nosso estudo - o de um mestrado - tivesse sido feito como se «faz» hoje a maioria dos mestrados (e até os dos doutoramentos) nada teríamos encontrado.

Porém, sequiosos de informação (ou talvez também a aproveitar os nossos conhecimentos e experiência?), foram os próprios professores e orientadores que nos colocaram questões «radicais» que, normalmente, e como escrevemos, não são exploradas.

Não nos cansaremos de o dizer, mas quando Maria João Neto nos desafiou (em Nov./Dez. de 2001): "...você nunca compreenderá Monserrate, se não compreender as «origens do Gótico»...", com essa frase ficou lançado um tema (que já era o seu), que é absolutamente seminal.

E também não nos cansaremos de o dizer, que encontradas as respostas que a nossa orientadora há anos procurava (e provas disto não faltam!); depois disso ter acontecido, e à medida que o tempo foi passando, o comportamento dos referidos professores e orientadores passou a ser outro: entornado, transtornado, enviesado? Que nome dar a quem trata o orientando e a questão seminal posta a descoberto, como se fosse um miúdo a quem se passasse a dizer: vá ver se chove!

Mas, pondo tudo isto de outra maneira, Thanks God por terem deixado nas nossas mãos aquilo que depois de encontrado, também tudo fizeram para o ignorar e esconder!

O tema que deveriam ter referenciado superiormente, para que (caso houvesse lógica e os normais desideratos da investigação no Ensino Superior), para que então, garantidamente, esses estudos pudessem prosseguir. 

Não somos uma equipa, mas sabemos possuir aquilo que não é muito comum: uma «visão treinada» como os Historiadores da Arte não têm.

E isto não é imodéstia sem vergonha, mas algo que decorre das sucessivas informações que se foram encontrando e reunindo. Mais, nesse aspecto é a reivindicação do que se passou a conhecer, que nos é extremamente útil; mas que poderia ser útil para muitos mais!

Hoje sabemos ler (directamente) algumas obras da Arte Paleocristã, e aquilo que dela chegou aos séculos XVIII e XIX ainda «carregada» do seu sentido original. Estamos perante Materiais Iconográficos que a partir do meio-fim do século XX, quase só são vistos como formalismos geométricos, ou decorativismos sem sentido*. Acontece que captámos as lógicas de Santo Agostinho e do Pseudo-Dionisio: na forma (quase natural ou inata?) como fizeram corresponder sinais visíveis - com as suas regras muito especificas, como é o caso das figuras geométricas - às realidades invisíveis.   

 

A fotografia acima não nos pertence. É um pavimento romano do século IV, na Casa do Infante no Porto. Nos seus sinais, que são de origem geométrica, na forma como estão acomodados e articulados permitem-nos fazer várias leituras, que se listam: 

1. A questão do Filioque - em desenhos que depois também passaram ao estilo Românico - e que portanto antecedem a maior expressividade do estilo Gótico (relativa à questão da procedência do Espírito Santo).

2. Mas, por outro lado, essa maior definição já está nos círculos da bordadura, a preto, cujas intersecções são as Mandorlas brancas. Também aqui, repare-se, que esta imagem é a mesma que está em relevo no túmulo de Egas Moniz (que viveu cerca de 800 anos depois destes mosaicos terem sido aplicados).

3. Por extensão, também estão inscritas neste pavimento várias outras questões alusivas ao conhecimento de Deus, particularmente à Trindade Cristã. 

4. E ainda, como explicámos quase no fim do nosso trabalho dedicado a Monserrate, também há referências à Virgem - Theotokos, ou Mãe de Deus (ver op. cit. p. 197, nota nº 407 e ainda na p. 271) - que assim ficou igualmente aludida nos «esquemas decorativos» da composição acima. 

5. Para terminar referimos os Culots - que um qualquer bom dicionário francês menciona, comparando-os com a forma de cálices (medievais). Mas também a Cruz Pátea e outras imagens que são hoje consideradas características da Arte de Cîteaux. E essa Iconografia está igualmente registada, como defendemos, neste pavimento que se diz ser do século IV**.

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*Leia-se Jean-Claude Schmitt, Le Corps des Images, Essais sur la Culture Visuelle au Moyen Âge. Gallimard, Paris 2002. E ainda: “Toutes les images ne sont pas entièrement figuratives, et certaines ne «représentent» rien : il faut avec Jean-Claude Bonne, insister sur l’importance de la dimension ornementale des images médiévales. Elle consiste en la variété infinie de motifs géométriques ou végétaux, d’échos formels ou chromatiques sans valeur sémantique, mais qui n’en sont pas moins essentiels à la dynamique, au rythme, au symbolisme, à la fonction de l’image…". De J. LE GOFF e J.-C. SCHMITT, Dictionnaire Raisonné de L’Occident médiéval, Fayard Paris, 1999, op. cit., 504. Mas note-se que temos uma opinião contrária à de Jean-Claude Bonne.

**Ver em http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_Porto

http://fotos.sapo.pt/g_azevedocoutinho/fotos/tri-gulo/?uid=hm69QWIz03cVSACJi45E&grande#foto

http://primaluce.blogs.sapo.pt/

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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