Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
4.3.14

Sim! Tanto mais que vem na continuidade do post anterior, lembrando o que todos sabemos: I. e., as aparências iludem!

Umas mais outras menos, as aparências são quase sempre isso: só verniz, muito superficial. 

Ontem, hoje, amanhã, no futuro, tudo o que vemos nem sempre é verdadeiro! Porque, como no deserto uma simples miragem pode ser ilusão: mera imagem especular! 

E pensando em água, há que o dizer, não é de todo bonito o espectáculo de "roupa suja" que temos aqui trazido.

Só que, contraditoriamente, é de gente que se coloca na situação de hiper-doutores: pouco humildes, amantes de «Galas-&-Vernissages», frequentadores assíduos de todos os  "Glamours". Gente que nunca se priva de nada que não tenha brilhos, pois eles odeiam o despolido e os acabamentos naturais - que talvez não vejam (?), e por isso não valorizam... - mas é desses que estamos a escrever.

Registem: as sua «públicas virtudes» são as de uns «polidos-muitos-vítreos», como aqueles materiais para Ambientes Interiores (cujo Design evito...). A não ser que devam ser isto mesmo: destinados, especificamente, a lavagens quotidianas? Uma função para a qual os Agregados Artificiais, muito polidos, são exactamente o melhor de tudo! 

Claro que nos referimos a pessoas concretas, que se apresentam assim: carregadas de Virtudes Públicas, certamente com o objectivo de cobrir "suas vergonhas". Aquelas de que, perdida a ingenuidade primitiva (de bons selvagens), obviamente hoje têm a completa noção*(do que são)!

Pelo que se pergunta: pode este nosso «escrevinhar» ser impróprio? Ou a melhor designação que se lhe deve dar é a de que é cru e verdadeiro? 

O relatar típico de quem tem razões de queixa, farto de arrelias? E portanto, os relatos têm que exprimir e denunciar as incorrecções graves: já que a Justiça não funciona, e o MEC se faz MOUCO...

Felizmente, olhando para trás (8-5 anos), percebemos que o nosso estatuto também nos tem preservado dos «conselhos e magnas reuniões» científicas, onde - é vox populi (não inventamos) - o linguajar é geralmente, muitíssimo mais impróprio que o nosso: de caserna e com bastante mais do que meros resquícios de comportamentos adolescentes, de modos dos colégios masculinos; ou das «tropas fandangas», por onde sabe-se lá (?) andaram os autores das malfeitorias que nos gastam a paciência e o tempo...**

São maus-hábitos que não largam ou prescindem: «jeitos», certamente definitivos, que adquiriram.

Mas serão assim genuínos, ou quiçá, é muita vontade de imitarem os seus paradigmas? Vindos de quem? Onde é que o Ensino Superior é assim? Onde viram ou ouviram tais exemplos? Pergunta-se.

Já que, por exemplo, se estamos no que começou por ser uma Escola Técnica Secundária, para uma elite de artistas e criadores (inspirada em modelo espanhol, ainda existente, que nasceu no Palácio Quintela?), os seus modos e comportamentos estão agora longíssimo do que foi: é que não vieram de António Quadros!***

As nossas desculpas pelo que parece muito mau gosto, mas é o retrato da sociedade em que estamos (e, a ter emigrado, se o tivéssemos feito, era há séculos!)

Quando  «as obras» de Primaluce acabarem voltaremos aos ideogramas, o lixo será retirado - se os vírus (e hackers?) permiterem.

No fim fica um aforismo útil e aplicável: em Portugal a única lei que se cumpre - é a Lei da Gravidade

E algum Ensino Superior Privado com a legislação que o regulamenta, é uma das melhores provas de tal máxima!


(clic para legenda)

*Não fora o embelezamento e discursos publicitários da propaganda - à moda do século XXI - julgaríamos serem verdadeiros "Índios de 1500". Com uma diferença: os "selvagens" que Pêro Vaz de Caminha descreveu - descobertos e desconhecedores da sua situação - “…com suas vergonhas tão nuas, e com tanta inocência assim descobertas, que não havia nisso desvergonha nenhuma…” - ignoravam o que era a nudez!!! 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_a_El-Rei_D._Manuel#Conte.C3.BAdo_da_Carta

Que pensem na analogia quem anda a perseguir pessoas, que, normalmente estariam reformadas... se não fosse o esforço para desenvolver uma investigação original. Que interessa à História e às Ciências Humanas, pois através da Arte (da imagem e do não verbal) pode-se chegar à compreensão do Pensamento, e a sua articulação - expressa em exemplos visuais, de há vários séculos atrás. Como os que hoje se chamam Patrimónios Intangíveis, que originaram o Património material (muito tangível) da Humanidade. Como é exemplo:

http://www.fba.ul.pt/santuarios-cultura-arte-romarias-peregrinacoes-e-paisagens/

**Por um lado gastamos demasiado tempo, mas por outro, e face às «leis-inexistentes», esta Justiça feita pelas próprias mãos - a dedilhar nas teclas do computador - além de sublimação, com a maior dignidade, está ao nosso alcance...

***Confirmem, lendo na pág. 105 o que se diz sobre A. Quadros - em:

http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/2485/1/ulsd059654_td_Anexos_Victor_Almeida.pdf

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
Março 2014
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