Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
14.11.13

...nesses estudos pós-graduados, depois de tudo o que temos escrito e aqui deixado*, vai ser difícil ser original: porque este trabalho é, cada vez mais, incontornável.

É verdade, sempre soubemos isto. A não ser que se encontrasse algo novo, como caminhos ainda não perscrutados, que se revelassem mais correctos e verosímeis, do que os que temos percorrido e tentado explicar - razão porque decidimos avançar para os estudos de doutoramento, com o apoio da FCT...

Insiste-se no que está em título: a não ser que se entendam - mais e melhor do que temos conseguido interpretar, algumas das difíceis Teorias de Platão,  e os fenómenos paralelos (quase simultâneos, como seria a acção de «mapear ideias») - que, supomos (?) lhes terão estado associados, para os processos de «ideação». Ou seja, na criação daquilo a que hoje (todos) chamam esquemas e imagens abstractas**.

Depois que compreendam o que de essencial se retira do Timeu (e pelo que temos lido também de Politeia), para passar a compreender a Arte da Idade Média, e sobre como as Formas Geométricas funcionaram como Ideogramas. Posteriormente a esse entendimento, que é muito fácil para alguns (mais imaginativos), mas dificílimo para todos os que só aprenderam a memorizar - tendo agora uma imensa dificuldade em abandonar os seus raciocinios antigos... Se fizerem como preconizamos, então, talvez depois estejam aptos a ir mais longe?

Há que o dizer assim - quer nos desculpem ou não, pois isto parece muita arrogância... - mas há que o exprimir com autoridade. E aqui a autoridade é de quem não se tem limitado a «saber de cor» - por ter memorizado o que leu nos autores contemporâneos - as séries de factos da história de arte em que esses estudiosos têm tocado: matérias de temas diversos, que não têm entendido! 

A autoridade que defendemos ter adquirido, para nós é resultante da compreensão da Geometria. E, consequentemente, do treino de leitura directa das formas empregues. Em muitos casos, completado também pela leitura de autores que foram/são verdadeiras enciclopédias: como Caramuel Lobkowitz, Vergílio Correia, ou Mark Gelernter - arquitecto professor em Denver, nosso contemporâneo.  

Na imagem abaixo, excerto do Concerto de Órgão, tapeçaria de Renato Torres, dela recortámos o que nos interessa: com o objectivo de destacar o padrão decorativo do pano que colocou sobre a mesa: enfatizando o seu desenho (ou para passar uma mensagem?). 

Apesar de ser aos círculos é uma malha quadrangular, diferente da malha hexagonal que há dias publicámos***. Porém, note-se que é diferente não apenas no desenho, mas também nos respectivos significados: e muitos deles eram polissémicos (já que se geravam sucessivas associações, sempre encadeadas, a partir das primeiras versões). 

Enfim, ainda queremos acrescentar: no século XX, o autor desta obra foi buscar os antigos IDEOGRAMAS SIGNIFICANTES. Os mesmos que nos «céus» das igrejas, os mais religiosos e os mais místicos - «durante séculos a fio» - quiseram contemplar.

Tema que se mostra bem num estudo de Ricardo Nunes da Silva (http://convergencias.esart.ipcb.pt/artigo/18) dedicado à construção de abóbadas. Embora, no citado estudo, podem confirmá-lo, a perspectiva do autor está muito mais centrada nas questões técnicas; nos conhecimentos e na habilidade que os construtores teriam que deter para conseguirem materializar os referidos padrões, do que no que reputamos ter sido a essência dessa problemática. Isto é, Ricardo N. Silva não parece saber dos diferentes sentidos teológicos das formas escolhidas para as abóbadas, e das quais escreveu. 

Em suma, a razão porque nós dizemos estar perante uma 

ICONOTEOLOGIA...

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 *Em futuros doutoramentos ou em simples mestrados - como foi o nosso caso - claro que os materiais que temos produzido serão incontornáveis. É que não basta contar a informação, há que a qualificar antes: sob pena de se misturarem alhos com bugalhos. Como aliás acontece nos estudos que contaram elementos decorativos, sem sequer considerar as Edículas como a ornamentação/paramentação «mais conveniente» (ou os elementos mais falantes, seguindo processos que Vitrúvio abordou) de cada estilo. 

**Investigadores que não se lembram que as letras do alfabeto são, igualmente, imagens abstractas! Ou, idem, tratam-se dos mesmos «investigadores» que são incapazes de pôr o pensamento em acção: i. e., a dirigir a mão, que - em simultâneo, através do desenho - está a esquematizar e a mapear as ideias e as noções que lhes estão a ocupar a mente (algo que Rudolph Arnheim já explicou). 

***Ver em: http://primaluce.blogs.sapo.pt/170665.html

http://www.mtportalegre.pt/pt/artists/view/53/4

Divirtam-se, já que o que aqui fica é trabalho de que podem gostar: estudos em que, apesar de escondidos os respectivos resultados, no entanto mereceram Investimento Público (via FCT).

O Palácio da Pena, e muitos mais temas, não estão esquecidos...

link do postPor primaluce, às 18:20  comentar

 
Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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