Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
12.3.14

...na Arte: a busca do Sagrado.

 

Bem podemos querer, hoje, compreender a Arte do passado: em estudos sucessivos, feitos com mais ou menos método(s), e com mais ou menos sistematização (?), mas...

Acontece que ela (a ----» Arte) não é bem aquilo que em geral se diz e a maioria supõe!

Porque não estamos equipados - com um «equipamento intelectual» que é bastante específico - para compreender o que em geral os olhos vão «scaneando», ao percorrerem uma Obra de Arte, ou de Arquitectura: como se olhassem um mapa.

A ideia que o texto seguinte exprime - vindo de Peter e Linda Murray - nós tivemos que a captar, porque na actualidade ninguém se «atreve» a ensinar assim.

No entanto, quando se procura mais e melhor - enfim (a prova está já aqui no texto abaixo) - a ideia de que a Arte antiga do Ocidente é uma Iconoteologia, ela confirma-se. Já que isto até se encontra nos livros:

 

 

Por isso a questão agora é outra, e a alguns ela deve recordar - temos que supor (pois é um mínimo...) - o nome de Émile Mâle?

A dita questão, que surge logo no imediato, está em compreender como é que imagens geométricas, nem sempre naturalistas ou icónicas, conseguiram traduzir, e exprimir, o mais essencial da Bíblia.

Ora aqui - sem ser Jean-François Champollion, ou até o seu irmão Jacques-Joseph (Champollion) - esta é a nossa descoberta!

Está a incomodar? Pois... "thanks god", isso faz parte intrínseca do processo! Quanto mais incomoda, mais se percebe o valor daquilo que se encontrou. É directamente proporcional ao incómodo geral.

Aliás, a maior prova da sua enorme valia é o agendamento do tema. E embora seja grande (muito grande - e esta autora é modesta, sabendo qual é o seu verdadeiro lugar*), a distância que a separa das descodificações protagonizadas pelos dois irmãos franceses que, tão proficuamente, trabalharam sobre «textos legíveis», trata-se de uma descoberta de enorme importância, internacional. 

Dizemos textos legíveis, sim, porém de uma leitura feita a partir de pictogramas ou ideogramas. E não (exclusivamente) a partir de textos silábicos, como é a escrita por fonemas, que estão nas palavras. Aquela escrita que, em geral, nos permite a todos nós fazer (porque aprendemos a sua técnica) as leituras mais comuns.

Uma escrita tipo hieroglífica (utilíssima para a arte e o design) exige outras técnicas - muito diferentes; mas cuja aprendizagem é igualmente exigente: porque nos dias de hoje é uma temática que se tornou incompreensível. Já que, em geral, as pessoas deixaram de saber «lidar com a imagem»: principalmente com a Geometria (e a Matemática/Aritmética) que a fabricou.

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*E a autora também sabe da importância de não ter deixado cair estas questões! Não sendo antes, e não havendo doutoramento - pelo que se tem revelado aos poucos, é o que será...? - logo que estiver reformada, não só se completam as referidas revelações, assim como muitas das «histórinhas»: que agora ainda não nos convêm. Só que ninguém perde pela demora...

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
Março 2014
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