Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
1.3.14

Há 40 anos, precisamente por estes meses - e sobretudo por estes dias antes do 25 de Abril - havia dois tipos de notícias: as do boato e as dos jornais.

Nenhumas eram fiáveis!

Em Portugal, mas também na Europa, sobretudo ao mais alto-nível, vive-se agora, tal e qual, e exactamente (é espantoso?!), o mesmo tipo de ambiente.

Com uma diferença - o boato é a propaganda e a mentira dos Órgãos Oficiais, e oficiosos, dos Governos. Mas também das Empresas, suas Agendas e Newsletters: sobretudo das que são «presididas» por invertebrados ou insectos, onde se incluem bichos-de-conta, e os de «faz-de-conta»...Mais do que óbvios!

Assim não vale a pena escrever sobre Iconoteologia, ou sobre o valor da Iconografia que foi composta por sinais alusivos à realeza, ou quaisquer outros, quando não é possível transmitir, para uma percepção correcta (porque tudo está infectado), nem sequer uma ideia sobre a realidade actual: i. e., o conhecimento e «o-que-é-o-hoje», para a partir desse ponto, por exemplo, fazer um projecto. 

E é tão verdade isto que se constata, que é preciso ser premiado - ou ter passado a barreira que há milénios separava os infra-lunares dos supra-lunares - (ou seja, é preciso ser herói ou semideus) para o poder dizer e ser ouvido.

Como no exemplo seguinte:

"O que devem fazer os líderes europeus? Consegue responder em três palavras?
Dizer a verdade!"*

Mas outro exemplo, análogo, está hoje no jornal Público. É sobre a situação das Mulheres no mundo do trabalho**.

De tudo isto temos experiência a mais, e se houver excepções (?) elas servem para confirmar uma regra que passou a ser a nossa:

No mundinho de Marketeers em que vivemos, o que enche páginas e páginas; todo o blablablá, ou a tal quantidade de informação*** (máxima), só corresponde à mentira! Já que a sua construção é exigente, precisando de várias, e ricas, narrativas.  

Por outro lado, o pouco ou nada que se diga, sobretudo o que estiver mais escondido, provavelmente, são essas as grandes verdades!

A. Quadros - as suas dúvidas humanistas e generosidade, até impulsiva e genuína, que algumas vezes presenciámos; a sua figura - também em desenho como se vê - ocupou o nosso post anterior: pois pusemo-lo a falar (ou a pensar alto?), como eram algumas das suas várias e longas elucubrações. Recheadas de perguntas e «soluções», típicas de quem, muitas vezes, andava a sonhar acordado.

Acontece que, foi alguém que hoje, e de imediato, nos lembra Alain Besançon e o que escreveu sobre «uma geração angustiada». Este é por isso...

 

...um assunto que em tempos de muitas ondas e mar altíssimo,

não vamos querer largar.  E a que se acrescentam, já, muitas notas!

  

 

*http://economico.sapo.pt/noticias/os-decisores-politicos-europeus-mentiramnos_188229.html

**Uma verdade espantosa, que não silencio, é que quando entrei no IADE, já o ano lectivo 76-77 estava iniciado, no entanto, dias depois, em cima do Natal, A. Quadros fez questão de informar, com uma espécie de orgulho - a mostrar ser essa uma «marca da casa» - que com certeza receberia o subsídio de Natal. Claro que depois «este espírito» mudou, mas foi um gesto inesquecível... Sobretudo visto hoje!

Uma outra imensa verdade desse tempo, é que as mulheres - talvez muito mais pelas suas especificidades (e habilidades), do que pelo «desvalor» que hoje temos que sentir na pele, no tempo do pai (António Quadros) eram talvez mesmo, dentro do IADE, as mais respeitadas e valorizadas?

Algo que também mudou imenso, percebendo-se assim, facilmente, que a degradação de que também nos queixamos, seja directamente proporcional ao que foi «uma certa invasão e tomada de poder», pelos elementos masculinos. Aliás, dadas as características desse ambiente, o «chegar impositivo» que geralmente é uma marca do Homem, foi para eles facílimo! Uma tarefa que (de caretas) ficou logo pronta. No meio de gente que era simpática e sensível - mulheres e homens, artistas motivados pelo fazer bem - claro que todos recebiam bem. E depois ninguém competia (entre si) doentiamente, como hoje: gananciosamente, como se nunca tivessem tido nada...  

Enfim, saudades de um tempo que foi de Senhores!

Constatando-se o que agora estamos longe desse tipo de sensibilidade (por vezes uma «quase doçura», nobreza?) que parecia habitar pessoas como Mestre Lapa, Lima de Freitas, o próprio A. Quadros? E ainda hoje se mantém assim o hiper-prestável Carlos Barbosa (daqui vai um olá!). Era assim o superfeliz, sorridente, e por isso inesquecível, Roberto Barbosa: um enorme senhor, hiper-simpático. 

Hoje? Existem os Hiper-Doutores de quem em geral é bom guardar todas as distâncias; e também os Hiper-fixes, que - felizmente - lembram os senhores do antes...

Digno ainda de ser mencionado, mas não pelas melhores razões, há o ambiente característico de um imenso Panopticon: como se Bentham - que o inventou, e A. Pugin - que o adaptou, tivessem vindo concretizá-lo, expressamente, dando asas à imaginação que, como se sabe, pode ser perigosa. Porque, como fazem as crianças e os rapazolas aos brinquedos, pode-se perverter um bom invento:

Um edifício centralizado, para melhor cumprir a sua função 

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/mulheres-europeias-trabalham-mais-59-dias-para-ganharem-o-mesmo-que-os-homens-1626584

***O Tema e essência de um doutoramento alusivo ao que poderia ser a compreensão dos ornamentos e estilos artísticos; aqui, parece-nos, não concordam (?) a expressão aplica-se perfeitamente: por resumir o tsunami de palavras que são necessárias, para fazer aderir a alguma realidade, as mentiras que se pregam.

Não são só partidas de Carnaval. Para nós - algumas muito específicas que em 2001 nos fizeram rumar à Faculdade de Letras -, será que vão completar duas décadas; sem serem desmascaradas?

link do postPor primaluce, às 12:00  comentar

 
Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
Março 2014
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