Muitas imagens da arquitectura foram «iconoteologia». Many images of ancient and traditional architecture were «iconotheological». This blog is to explain its origin.
7.5.13

As imagens seguintes vêm de um livro de NP**, em cujas legendas se informa que a igreja de Saint-Jean de Montmartre (1894-1902) "usou o betão armado pela primeira vez de uma maneira sistemática..."

Relativamente a este texto de NP acrescentamos que também de maneira sistemática, o seu autor - Anatole Baudot - se serviu da iconografia antiga e tradicional. Assim, aqui a invenção esteve na adaptação dessas formas tradicionais, ao espaço que criou fazendo uso do betão armado, e não da pedra, como em geral até então se fazia.

Dizemos em geral, apesar de em Monserrate, uma nova história***, já termos contactado outros exemplos do emprego da Iconografia antiga com outros materiais, que não a pedra, como por exemplo o ferro.

 

 (clic nas imagens para legenda)

 

E por esses exemplos temos sido levados a criar opiniões diferentes das que constam, frequentemente, na historiografia tradicional: diríamos que se observa uma imensa vontade de empregar as formas antigas significantes. Não as do Barroco - do período estilístico anterior - nas sínteses formais (ou híbridos) que se fizeram entre Classicismo e Cristianismo. Mas, numa busca que foi muito mais atrás no tempo: adaptaram-se formas que originalmente foram  ideogramas; mais geométricas (i. e. formas mais matemáticas), que permitiram com o metal e/ou com o betão, criar espaços visualmente muito dinâmicos. 

Se nos Estilos Medievais existiram geometrismos que podemos sentir como equivalentes a «uma música para os olhos»; nas novas estruturas - feitas desde finais do século XVIII, e em maior número depois do início do século XIX - com os novos materiais e a adaptação das formas antigas, assiste-se a um recriar e acentuar dos ritmos criados pelos elementos construtivos (euritmia): criaram-se ambientes expressivos - muito mais leves e mais aéreos, como até então a pedra não tinha permitido.     

Claro que os Revivalismos são passíveis de inúmeras interpretações, indo ou não à raiz dos estilos - como Maria João Neto nos levou a investigar. De interpretações que se podem considerar mais ou menos subjectivas, como acima acabámos de fazer, por dispor de meios (chamemos-lhe «ferramentas conceptuais») que a maioria dos autores desvaloriza. E um dia veremos se o que agora parece ser subjectivo, apenas uma opinião nossa, não se torna objectivo: porque reconhecida a lógica, e a correcção, das nossas «ferramentas conceptuais»?

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*Italianates referidos em 20.04.2013: http://iconoteologia.blogs.sapo.pt/55498.html

**É um dos estudiosos que melhor permite compreender, da forma que nos parece mais correcta, a História da Arquitectura. Vamos continuar a citá-lo. 

***Ver «estudos do Gótico e sua revalorização», op. cit., pp. 106 e seguintes.

voltar a: http://primaluce.blogs.sapo.pt/

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Primaluce: Uma Nova História da Arquitectura
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